Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/89784
Title: Considerações da população geriátrica em relação à polifarmacoterapia e à desprescrição
Other Titles: Geriatric population considerations regarding polypharmacy and deprescription
Authors: Albuquerque, Fernando Miguel Nelas Afonso de
Orientador: Santiago, Luiz Miguel de Mendonça Soares
Keywords: Idoso; Polimedicação; Opinião Pública; Morbilidade; Qualidade de Vida; Elderly; Polypharmacy; Attitude; Morbidity; Quality of life
Issue Date: 11-Jun-2019
Serial title, monograph or event: Considerações da população geriátrica em relação à polifarmacoterapia e à desprescrição
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Polypharmacotherapy represents a health system problem and very prevalent one in the elderly, due to its high costs and association with morbidity and mortality, especially when it is inadequate, which is quite. Desprescribing, a negotiated suspension of medication, is considered useful in the approach to polypharmacotherapy, but it is not routinely considered, and it may present resistance from the patient, which makes it relevant to evaluate the considerations about it on the geriatric population.In order to assess this issue, a cross-sectional study was conducted, using questionnaires.We studied a convenience sample of individuals aged 65 years or more with chronic medication of at least 5 drugs, which was recruited at primary health care unit and at nursing homes. The primary outcomes were the results obtained from the specific section of “the Beliefs about Medicines Questionaire” (BMQ-specific) and open-ended questions, while the secondary outcomes were correlated with the epidemiological data related to the participants.The sample demonstrated strong beliefs regarding the need for present medication and intermediate beliefs regarding its concerns. For 66% of the sample their medication is necessary and correct and 44% did not agree with desprescribing, considering that all medicines are necessary. There was only a correlation of the N3 item (“Without these medicines I would be very ill”) with sex (p=0.023) and the C3 item (“These medicines are a mystery to me”) with the level of studies attained (p=0.017).Our results are similar to other studies regarding the belief in the need for medication. However, there are differences regarding the concerns. The non-agreeance of most of the participants to desprescription contravenes the results of other studies.Thus, these results should not be looked at as a limitation to the practice of desprescribing but more as the need, by the attending physicians, for a better management of the patient. In order to validate this conclusion in the Portuguese geriatric population, further studies should be conducted.
A polifarmacoterapia representa um problema do sistema de saúde, devido aos seus custos elevados e às morbilidade e mortalidade associadas, nomeadamente, quando é inadequada, sendo muito frequente nos idosos. A desprescrição, entendida como suspensão negociada de medicação, é considerada útil na abordagem da polifarmacoterapia, mas não é considerada por rotina e podendo ter resistência por parte do doente, torna-se relevante a avaliação das considerações da população geriátrica acerca do tema.Para avaliar esta questão, foi conduzido um estudo observacional transversal, com recurso à utilização de questionários. Foi selecionada uma amostra de conveniência, a qual integrou indivíduos com 65 ou mais anos com medicação crónica de pelo menos 5 fármacos, sendo recrutados em estruturas dos cuidados de saúde primários e lares de idosos. Os objetivos primários avaliados foram as respostas obtidas na secção específica de “the Beliefs about Medicines Questionaire” (BMQ-específico) e nas questões abertas, enquanto que os objetivos secundários passaram pela correlação destes resultados com os dados relativos à caracterização epidemiológica dos participantes.A amostra demonstrou crenças fortes em relação à necessidade da medicação e intermédias em relação à preocupação. A maior parte (66%) considerou a sua medicação necessária e correta, e, 44% não concordou com a desprescrição, considerando que todos os medicamentos são necessários. Verificou-se, apenas, correlação do item N3 (“Sem estes medicamentos, eu estaria muito doente”) com o sexo (p=0,023) e do item C3 (“Estes medicamentos são um mistério para mim”) com as habilitações literárias (p=0,017).Os resultados obtidos são similares a outros estudos, no que diz respeito às crenças na necessidade da medicação. Contudo, constataram-se diferenças quanto à preocupação. Por outro lado, a não concordância de maior parte dos participantes em relação à desprescrição opõe-se a resultados de outros estudos.Assim, estes resultados não devem funcionar como uma limitação à prática da desprescrição, mas devem ser considerados pelo médico assistente para uma melhor gestão do doente. De forma a validar esta conclusão na população geriátrica portuguesa, devem ser conduzidos novos estudos.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/89784
Rights: closedAccess
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