Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/89698
Title: Priapismo: Análise dos anos 2012-2018 do CHUC
Other Titles: Priapism: Review of 2012-2018 in CHUC
Authors: Medeiros, João Pereira de Medeiros Leandro de
Orientador: Figueiredo, Arnaldo José Castro
Silva, Edgar Miguel Calvo Loureiro Tavares
Keywords: Priapismo; Cirurgia; Anemia Falciforme; Disfunção eréctil; Tratamento; Priapism; Surgery; Sickle Cell; Erectile disfunction; Treatment
Issue Date: 6-Jun-2019
Serial title, monograph or event: Priapismo: Análise dos anos 2012-2018 do CHUC
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Introdução: O priapismo representa uma condição patológica relativamente rara na população em geral, mas uma das emergências mais comuns em Urologia. Uma das suas complicações tardias mais comuns é o aparecimento de disfunção erétil. Com este estudo propomo-nos a analisar a realidade vivenciada no CHUC durante os anos de 2012 a 2018, procurando como objetivo principal perceber como foi feita a abordagem hospitalar dos doentes e o impacto desta no posterior aparecimento de disfunção erétil.Materiais e métodos: Estudo transversal de todos os doentes com diagnóstico de priapismo no CHUC entre os anos de 2012 a 2018, o que envolve uma população de 32 doentes com um total de 50 episódios durante o período temporal sujeito a estudo. Em primeira instância iremos fazer um estudo descritivo da população. Seguidamente, procuraremos descrever como foi feita a abordagem dos doentes ao longo de toda a sua estadia no Serviço de Urgência e Internamento do hospital. Findado isto, procederemos a uma análise estatística cujo objetivo principal será estabelecer a relação entre as diferentes variáveis relacionadas com a clínica do doente, a intervenção terapêutica realizada e o desenvolvimento de disfunção erétil.Resultados: A média de duração do priapismo foi de 25±32,3 horas (lim: 3-168 horas). Constatamos que 54% dos casos correspondiam a priapismo isquémico e 46% a recorrente, notando-se a ausência da forma não-isquémica. As etiologias foram: iatrogénica (48%), anemia de células falciformes (28%) e idiopática (24%). Houve resolução espontânea em 12% dos episódios, enquanto os restantes foram intervencionados não-cirurgicamente, com uma eficácia de 51,2% e num tempo desde a chegada ao SU até à resolução de 2,3±1,9 horas (lim: 0-6 horas). Os que não reverteram foram sujeitos a cirurgia, registando-se a resolução da totalidade dos casos num tempo desde a chegada de 9,3±11,4 horas (lim: 1-48 horas). Foram internados 54% dos casos numa média de 4,8±3,6 dias (lim: 1-15) dias. Nas consultas de seguimento 53,8% descrevem disfunção eréctil. Verificamos que a necessidade de internamento era superior nos doentes com tempos totais mais longos e/ou que foram sujeitos a cirurgia e que o tempo de chegada ao SU estava relacionado com o desenvolvimento de disfunção eréctil.Conclusão: Nos casos observados concluímos que um tempo de chegada ao SU elevado é um factor de risco para o desenvolvimento de disfunção eréctil. Do mesmo modo, durações longas até à resolução e necessidade de intervenção cirúrgica são indicadores de maior possibilidade de internamento.
Background: Priapism is a rare pathology in the general population, but one of the most common emergencies in Urology. One of the most common long-term complications is the development of erectile disfunction. With this study we propose to analyze the reality experienced in CHUC between 2012 and 2018, having as main objective perceive how the clinical management of the patients was made and the resulting impact in the development of erectile disfunction.Methods: Cross-sectional study of all patients diagnosed with priapism in CHUC between 2012 and 2018, which involves a population of 32 patients with 50 episodes. Firstly, we will do a descriptive study of the population. Afterwards, we will describe how the clinical management of the patients was made in the Emergency Room and in the hospitalization. After that we will do a statistical analysis which main objective is to establishe a possible relation between the different variables of the patients’ clinical history, the medical intervention and the development of erectile disfunction. Results: The mean duration of priapism was 25±32,3 hours (lim: 3-168 hours). We verified that 54% of the cases were of ischemic priapism and 46% were stuttering priapism, noticing the absence of the non-ischemic variation. The etiologies were: iatrogenic (48%), sickle cell disease (28%) and idiopathic (24%). There was a spontaneous resolution in 12% of the episodes, while the remaining were non-surgically treated, with an efficacy of 51,2% and in a time period of 2,3±1,9 hours (lim: 0-6 hours) between the ER arrival and the resolution. The cases that didn’t improve were subjected to surgical procedures with treatment of all cases in 9,3±11,4 hours (lim: 1-48 hours) after the ER arrival. In 54% of the cases the patients needed to be hospitalized in a mean time period of 4,8±3,6 days (lim: 1-15 days). In the follow up, 53,8% developed erectile disfunction. We found that the necessity of hospitalization was higher on those whose time of arrival to the ER was longer and/or those who were subjected to surgical procedures. Furthermore, we verified that a higher time of arrival to the ER was related to the development of erectile disfunction.Conclusion: In the population studied we concluded that a higher time of arrival to the ER is a risk factor to the development of erectile disfunction. In the same way, longer periods until the resolution and subjection to surgical procedures are indicators of a higher possibility of hospitalization.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/89698
Rights: embargoedAccess
Appears in Collections:UC - Dissertações de Mestrado

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