Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/89576
Title: Hipertensão Arterial nos Cuidados de Saúde Primários em Portugal: dimensões para o seu controlo
Other Titles: Arterial Hypertension in Portuguese Primary Health Care: Dimensions for its control
Authors: Martins, Ricardo Silva
Orientador: Santiago, Luiz Miguel de Mendonça Soares
Keywords: Hipertensão Arterial; Controlo; Graffar; Família; Medicamento; Arterial Hypertension; Control; Graffar; Family; Medication
Issue Date: 21-Jan-2019
Serial title, monograph or event: Hipertensão Arterial nos Cuidados de Saúde Primários em Portugal: dimensões para o seu controlo
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Introdução: A hipertensão arterial é o maior fator de risco global de mortalidade. Está na etiologia das principais causas de morte em Portugal e no mundo, tais como o acidente vascular cerebral e o enfarte agudo do miocárdio. Em Portugal o seu controlo mantém-se insatisfatório, sendo inferior a 50%.Objetivos: Verificar diferenças entre populações sofrendo de hipertensão arterial segundo estejam ou não controladas.Metodologia: Em 2018, num estudo observacional em amostra aleatória por ordem alfabética e representativa com reposição em população de Cuidados de Saúde Primários de vinte e cinco médicos Especialistas em Medicina Geral e Familiar de três Unidades de Cuidados de Saúde Primários no centro de Portugal, fizemos análise dos registos clínicos informáticos das pessoas com a classificação ICPC-2 de Hipertensão Arterial. Estudaram-se variáveis epidemiológicas, familiares, sociais, clínicas e de atividade médica terapêutica. Realizou-se estatística descritiva e inferencial.Resultados: Num Universo de 8750 pessoas com a classificação hipertensão arterial estudou-se uma amostra de n=387 (tamanho calculado para ic 95% e margem de erro de 5% em n=369). Hipertensão Arterial não controlada em 56,1% da amostra, significativamente mais frequente em quem vive só (p=0,024), vive em família nuclear (p=0,011), em situação de mais baixa classificação social (p=0,018), com prescrição concomitante de AINE (p=0,018) e com obesidade, IMC>30 Kg/m2 (p=0,029). O risco cardiovascular (>5%) é não significativamente mais elevado no não controlo (p=0,116). A inércia terapêutica não se verifica nem em número de associações nem em número médio de medicamentos (p=0,274) não se verificando igualmente diferença para as restantes variáveis estudadas. Viver só, pertencer a famílias com mais baixa classificação social e viver em família nuclear representam 9,6% da responsabilidade de não haver controlo.Discussão: Os nossos resultados obtidos com metodologia de aleatorização permitem confirmar que, no contexto português, se verificam os achados de outros estudos nacionais e internacionais. A componente social passa a ter impacto comprovado no controlo da hipertensão. Esta realidade deve sensibilizar a comunidade médica e também os órgãos decisores em políticas de saúde, que podem desenvolver programas estratégicos nesta matéria com efetividade comprovada noutros países. Conclusão: A atividade médica no ambiente de Medicina Geral e Familiar e não só, deve assim aliar as competências terapêuticas com as habilidades de estudo individual e social para a melhoria do controlo da HTA em Portugal.
Introduction: Hypertension is the largest overall risk factor for mortality. It is in the etiology of the main causes of death in Portugal and in the world, such as stroke and acute myocardial infarction. In Portugal, its control remains unsatisfactory being less than 50%.Objectives: To verify differences between populations suffering from arterial hypertension depending on whether they are controlled.Methodology: In 2018, an observational study with a randomized, alphabetical order and representative sample with replacement in the Primary Health Care population of twenty-five General and Family Medicine Specialists of three Primary Care Units in central Portugal, we analysed the clinical records of people with the ICPC-2 classification of arterial hypertension. Epidemiological, familial, social, clinical variables and therapeutic medical activity were studied. Descriptive and inferential statistics were performed.Results: In a universe of 8750 people with the classification Hypertension, a sample of n = 387 (size calculated for 95% CI and 5% margin of error for n = 369) was studied. Uncontrolled arterial hypertension in 56.1% of the sample, significantly more frequent in those who live alone (p = 0.024), live in a nuclear family (p = 0.011), in a situation with a lower social rank (p = 0.018) concomitant NSAIDs prescription (p = 0.018) and with obesity, BMI> 30 kg/m2 (p = 0.029). Cardiovascular risk (> 5%) is not significantly higher on non-control (p = 0.116). Therapeutic inertia does not occur in either the number of associations or the average number of medications (p = 0.274). There is no difference for the other studied variables. Living alone, belonging to families with lower social rank and living in the nuclear family represent 9.6% of the responsibility for uncontrol.Discussion: Our results, obtained with a randomization methodology, allow us to confirm the findings of other national and international studies, in the Portuguese context. This reality should raise awareness in the medical community, but also in health policy makers, who can develop strategic programs in this field with proven effectiveness in other countriesConclusion: The medical activity in the General and Family Medicine environment and beyond should thus ally the therapeutic competences with the individual and social study skills to improve the control of hypertension in Portugal.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/89576
Rights: embargoedAccess
Appears in Collections:UC - Dissertações de Mestrado

Files in This Item:
File Description SizeFormat Login
Tese Final Ricardo Martins.pdf819.4 kBAdobe PDFEmbargo Access    Request a copy
Show full item record

Page view(s)

2
checked on Jul 9, 2020

Download(s)

1
checked on Jul 9, 2020

Google ScholarTM

Check


This item is licensed under a Creative Commons License Creative Commons