Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/89563
Title: DIABETES GESTACIONAL: UMA VISÃO DO PASSADO À LUZ DAS ORIENTAÇÕES DE HOJE
Other Titles: GESTATIONAL DIABETES: ASSESSING THE PAST TROUGH PRESENT GUIDELINES
Authors: Cruz, Dídia Carolina Miranda
Orientador: Caetano, Inês Rosendo Carvalho e Silva
Keywords: Diabetes Gestacional; Complicações; Rastreio; Normas; Gestational Diabetes; Complications; Mass screening; Standards
Issue Date: 24-May-2019
Serial title, monograph or event: DIABETES GESTACIONAL: UMA VISÃO DO PASSADO À LUZ DAS ORIENTAÇÕES DE HOJE
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Introduction: In 2011, the Portuguese Health Direction Department issued new diagnostic and management guidelines for Gestational Diabetes, which led to a substantial change in the screening of this condition. If, on the one hand, they allow an earlier diagnosis, on the other hand, the threshold of 92 mg/dL of fasting glycemia in the first visit to all pregnant women raises the issue of overdiagnosis, in addition to the lack of scientific evidence that supports it. In this study, we aimed to compare the maternal-fetal outcomes associated with pregnancies, which were considered as low-risk under the previous standards, but which, according to the current, would be classified as Gestational Diabetes.Material and Methods: This was a cohort study with retrospective data of patients from 8 health units in the 2008-2010, which met the following inclusion criteria: single fetal pregnancy, knowledge of the fasting glycemia determination in the 1st trimester, and the outcome of pregnancy. Pregnant women with a previous diagnosis of diabetes were excluded. The sample was divided into two groups: pregnant women who, in the first prenatal visit, had a fasting glycemia value between 92-139 mg/dL and pregnant women with a value below 92 mg/dL. Women diagnosed with gestational diabetes were excluded from these two groups.Results: A sample of 229 users (100%) was obtained. There were 17 (7.4%) cases of Gestational Diabetes. For compare, 212 women were counted, in which 205 (89.5%) had a fasting glycemia value lower than 92 mg/dL and 7 (3.1%) had an equal or higher value. The groups were similar in terms of sociodemographic characteristics, lifestyles, personal and family history. There were no statistically significant differences between the groups regarding complications of pregnancy (p=0.340), pregnancy outcome (p=0.156), delivery (p=0.431) or newborn (p=0.339). Discussion and Conclusion: Pregnant women with fasting glycemia ≥ 92 mg/dL had no worse obstetric and perinatal outcomes compared to those with a lower value. Thus, we question the interest in differentiating pregnant women by the value of glycemia in the first visit, using this cut-off point, and the benefit of the applicability of the current standards.Keywords: Gestational Diabetes; Complications; Mass screening; Standards.
Introdução: A Direção-Geral de Saúde emitiu, em 2011, novas orientações de diagnóstico e conduta na Diabetes Gestacional, que acarretaram uma mudança substancial no rastreio desta condição. Se, por um lado, permitem um diagnóstico mais precoce, por outro, o limiar de 92 mg/dL de glicémia em jejum, na primeira consulta, a todas as mulheres grávidas, levanta a problemática do sobrediagnóstico, para além de não haver evidência científica que o suporte. Neste trabalho, pretendeu-se comparar os desfechos materno-fetais associados às gestações consideradas como de baixo risco à luz da norma anterior, mas que de acordo com a atual, seriam classificadas com Diabetes Gestacional.Material e Métodos: Estudo de coorte com dados retrospetivos, de utentes de 8 unidades de saúde, no período temporal de 2008-2010, que cumpriam os seguintes critérios de inclusão: gravidez unifetal, conhecimento do resultado da determinação de glicémia em jejum, no 1ºtrimestre, e do desfecho da gestação. Foram excluídas as grávidas que tinham o diagnóstico prévio de diabetes. A amostra foi dividida em dois grupos: as mulheres grávidas que, na primeira consulta de vigilância pré-natal, apresentaram um valor de glicémia em jejum entre 92-139 mg/dL e o das grávidas com valor inferior a 92 mg/dL, excluindo destes grupos as que tiveram o diagnostico de Diabetes Gestacional.Resultados: Totalizou-se uma amostra de 229 utentes (100%). Registaram-se 17 (7,4%) casos de diabetes gestacional. Para a análise comparativa, contabilizaram-se 212 mulheres, em que 205 (89,5%) apresentaram um valor de glicémia em jejum inferior a 92 mg/dL e 7 (3,1%) um valor igual ou superior. Os grupos eram semelhantes, quanto a características sociodemográficas, hábitos de vida, antecedentes pessoais e familiares. Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os grupos quanto a complicações da gravidez (p=0,340), desfecho (p=0,156), parto (p=0,431) ou recém-nascido (p=0,339). Discussão e Conclusão: As grávidas com glicémia em jejum ≥ 92 mg/dL não tiveram piores outcomes obstétricos e perinatais em comparação com as que apresentaram um valor inferior. Assim, questiona-se o interesse em diferenciar as grávidas pelo valor de glicémia, na primeira consulta, utilizando esse ponto de corte.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/89563
Rights: embargoedAccess
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