Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/89562
Title: CAPACITAÇÃO DA PESSOA COM OSTEOARTROSE: INTENSIDADE DA DOR E QUALIDADE DE VIDA
Other Titles: ENABLEMENT OF THE PATIENT WITH OSTEOARTHRITIS: PAIN MEASUREMENT AND QUALITY OF LIFE
Authors: Ramos, Sofia Isabel Teixeira
Orientador: Matias, Catarina Isabel dos Santos
Caetano, Inês Rosendo Carvalho e Silva
Keywords: Osteoartrose; Capacitação; Intensidade da dor; Qualidade de vida; Literacia em saúde; Osteoarthritis; Enablement; Pain measurement; Quality of life; Health literacy
Issue Date: 6-Jun-2019
Serial title, monograph or event: CAPACITAÇÃO DA PESSOA COM OSTEOARTROSE: INTENSIDADE DA DOR E QUALIDADE DE VIDA
Place of publication or event: Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, Portugal
Abstract: Introdução: A osteoartrose (OA) é uma das doenças crónicas mais frequentes na atualidade e uma das principais causas de dor, incapacidade funcional e perda de qualidade de vida relacionada com a saúde (QVRS) nos pacientes. Tendo em conta que a capacitação dos consulentes tem sido associada a melhores resultados clínicos noutras patologias, faz sentido estudar também a capacitação na OA. Objetivos: Estudou-se a relação da capacitação com a intensidade da dor e QVRS de pacientes com OA. Secundariamente, avaliou-se a relação da literacia em saúde (LS), grau de escolaridade (GE) e índice socioeconómico (ISE) com a capacitação. Métodos: Realizou-se um estudo transversal e observacional, com aplicação de um questionário com instrumentos validados (ICC, EQ-5D e EQ-VAS, EVA, METER) a 150 utentes de 8 USFs da zona centro de Portugal. Os pacientes elegíveis para estudo foram aqueles com idade igual ou superior a 50 anos, qualquer localização de OA, dor presente há pelo menos 3 meses e comprovação imagiológica e/ou classificação no processo clínico da OA. Recolheram-se também variáveis sociodemográficas (sexo, idade, anos de escolaridade, viver sozinho ou acompanhado, salário). Posteriormente, procedeu-se a análise estatística descritiva e inferencial. Resultados: Estudou-se uma amostra de 150 pessoas com OA, com média de idades de 68,66±10,11 anos (50-94), composta maioritariamente pelo sexo feminino (62%). Observou-se associação estatisticamente significativa entre a capacitação e a intensidade da dor e QVRS (p<0,01). Pessoas sem dor apresentaram uma capacitação menor do que pessoas com dor leve. Não se verificou relação estatisticamente significativa entre a capacitação e a LS, GE ou ISE. Discussão: As pessoas com OA mais capacitadas na consulta têm menos intensidade de dor e melhor QVRS, o que pode explicar-se pelo facto de conhecerem melhor a sua patologia e autogerirem de forma mais eficiente a sua condição. A menor capacitação de pessoas sem dor relativamente a pessoas com dor leve pode ser justificada pela variação das atitudes das pessoas com OA em função da sua sintomatologia, e também pela priorização de outras comorbilidades médicas perante uma OA assintomática. As limitações do estudo concentram-se no método de seleção e tamanho da amostra, dificuldades no preenchimento do questionário pelos utentes e falta de especificidade para a OA das escalas utilizadas. Conclusão: Concluímos que a maior capacitação das pessoas com OA se relaciona com menor intensidade da dor e maior QVRS. A capacitação do paciente com OA durante a consulta pode ser uma estratégia para minimizar o impacto desta doença, por isso é importante que os médicos discutam o tema OA com os seus pacientes, independentemente das suas queixas ou motivos de consulta, de modo a garantirem que estes compreendem a sua condição e mantêm comportamentos de autogestão.
Introduction: Osteoarthritis (OA) is currently one of the most common chronic diseases and one of the main causes of pain, functional disability and loss of health related quality of life (HRQOL) in patients. Since enablement of patients has been associated with better clinical outcomes in other diseases, we decided to also study the enablement in OA. Objectives: We studied the relation of enablement with pain intensity and HRQOL of patients with OA. Secondly, the relation between health literacy, educational level and socioeconomic index with enablement was evaluated.Methods: A cross-sectional and observational study was carried out using a questionnaire with validated instruments (ICC, EQ-5D and EQ-VAS, EVA, METER) to 150 consultants of 8 USFs from central Portugal. The patients admitted for study were those aged 50 years or older, any OA location, pain present for at least 3 months, and OA imaged and/or classified in the clinical file. Sociodemographic variables (gender, age, years of schooling, living alone or accompanied, salary) were also collected. Subsequently, we performed a descriptive and inferential statistical analysis.Results: We studied a sample of 150 individuals with OA, with a mean age of 68.66±10.11 years (50-94), composed mostly by women (62%). We found a statistically significant association between enablement and pain intensity and HRQOL (p<0.01). People without pain had less enablement than people with mild pain. There was no statistically significant relationship between enablement and health literacy, educational level or socioeconomic index.Discussion: Individuals with OA who are more enabled during their medical appointment have less pain intensity and better HRQOL, which can be explained by the fact that these individuals are better aware of their pathology and self-manage their condition more efficiently. The lower enablement of individuals without pain comparing to those with mild pain can be justified by the variation in the attitudes of people with OA due to their symptomatology, and also by the prioritization of other medical comorbidities in an asymptomatic patient. Study limitations were the sample selection and size, difficulties in completing the questionnaire by participants and lack of specificity for OA of the scales used. Conclusion: We conclude that a higher enablement of people with OA is related to lower pain intensity and higher HRQOL. OA patient’s enablement during their medical appointment can be a strategy to minimize the impact of this disease, so it is very important that doctors discuss the OA theme with their patients, regardless of their complaints or reasons for the appointments, in order to guarantee that they understand their condition and maintain self-management behaviours.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/89562
Rights: embargoedAccess
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