Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/89556
Title: Cumprimento das boas práticas de medição da pressão arterial nos cuidados de saúde primários
Other Titles: Compliance with blood pressure measurement recommendations in primary health care
Authors: Magalhães, Ana Marta Graça e
Orientador: Santiago, Luiz Miguel de Mendonça Soares
Keywords: Hipertensão; Determinação da Pressão Arterial; Recomendações; Cuidados de Saúde Primários; Médicos e Enfermeiros; Hypertension; Blood Pressure Determination; Guidelines; Primary Health Care; Physicians and Nurses
Issue Date: 13-Jun-2019
Serial title, monograph or event: Cumprimento das boas práticas de medição da pressão arterial nos cuidados de saúde primários
Place of publication or event: FMUC
Abstract: Introdução: A medição adequada da pressão arterial (PA) é essencial para diagnóstico e controlo da hipertensão arterial (HTA). Vários estudos sugerem que a técnica de medição de PA nos cuidados de saúde primários (CSP) é insatisfatória.Objetivos: Verificar o cumprimento das boas práticas de medição da pressão arterial nos cuidados de saúde primários.Métodos: Criaram-se dois questionários baseados em recomendações nacionais e internacionais para uma correta medição da PA. Um com 10 itens, a ser respondido por hipertensos, outro a ser respondido por médicos e enfermeiros com 15 itens. Realizou-se um pré-teste para avaliar o tempo de resposta e identificar dificuldades no preenchimento dos questionários. Aplicaram-se os questionários finais em 5 unidades de CSP. Para análise dos resultados realizou-se estatística descritiva e inferencial.Resultados: No questionário para hipertensos (n=156), das respostas válidas, 61% dos respondentes tinham mais de 60 anos e 62,2% teve um(a) enfermeiro(a) a medir a PA pela última vez. Foi assinalada a recomendação de ter o braço apoiado na secretária com braçadeira à altura do coração como a mais cumprida (99,4%) e a pergunta sobre a vontade de urinar como a menos cumprida (15,7%). Na análise consoante o grupo etário, descobrimos diferença estatisticamente significativa em 5 recomendações. No questionário para profissionais de saúde (n=46), nas respostas válidas, 62,8% dos respondentes eram médicos, 69,8% do género feminino. A recomendação com mais respostas “Sempre” foi “Havia posicionamento correto da braçadeira” e a que mais responderam “Nunca” foi “O doente não tinha vontade de urinar”. Na análise segundo a profissão encontramos diferença significativa em 4 recomendações e na análise segundo o género em 3 recomendações.Discussão: Aos hipertensos com mais de 60 anos a PA foi medida mais vezes com braço desnudado, disseram menos para terem as pernas descruzadas, os pés assentes no chão e não usarem o telemóvel e a segunda medição falhou mais vezes. Os enfermeiros consideram medir mais vezes a PA após repouso de 5 minutos, com o doente sentado, pés assentes no chão, em silêncio e com braço apoiado ao nível do coração. O género feminino considera fazer mais vezes a medição após repouso de 5 minutos, com o doente sentado, em silêncio e com braço apoiado ao nível do coração.Conclusão: A medição da PA nas unidades estudadas não seguiu regularmente muitas das recomendações existentes. É importante realizar estudos mais aprofundados que permitam perceber se esta será a realidade nos CSP a nível nacional.
Background: Adequate blood pressure (BP) measurement is essential for the diagnosis and management of arterial hypertension. Several studies suggest that the BP measurement technique in primary health care (PHC) is inaccurate. Objectives: To verify compliance with BP measurement recommendations in primary health care.Methods: Two questionnaires were created based on national and international recommendations for the correct measurement of BP. One with 10 items, to be answered by hypertensive patients, another to be answered by doctors and nurses with 15 items. A pre-test was performed to evaluate the response time and identify difficulties in completing the questionnaires. The final questionnaires were applied to 5 PHC units. Descriptive and inferential statistics were performed to analyze the results.Results: In the patients’ questionnaire (n = 156), within the valid answers, 61% of the respondents were over 60 years old and 62.2% had a nurse measuring their BP for the last time. The recommendation to have the arm resting on the desk with the cuff at heart-level was the most fulfilled (99.4%) and the question about urge to urinate was the least fulfilled (15.7%). In the analysis according to age group, we found a statistically significant difference in 5 recommendations. In the health professionals’ questionnaire (n = 46), within the valid answers, 62.8% of the respondents were physicians, 69.8% female. The recommendation with the most "Always" answers was "There was correct positioning of the cuff" and with the most "Never" answers was "The patient had no urge to urinate." In the analysis according to the profession we found a significant difference in 4 recommendations and in the analysis according to sex in 3 recommendations. Discussion: Hypertensive patients over 60 years old had their BP measured more often with bare arm, were said less to have their legs uncrossed, feet on the floor and abstain from using their mobile phone and the second measurement failed more often. Nurses consider measuring BP more often after a 5-minute rest, with the patient sitting, feet flat on the floor, in silence and with arm resting at heart-level. Female professionals consider measuring BP more often after 5-minute rest, with the patient sitting quietly and with his arm supported at heart-level.Conclusion: In the accessed PHC units BP measurement often failed to comply with many of the existing recommendations. It is important to conduct more in-depth studies to verify if this reality is seen in CSPs at national level.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/89556
Rights: embargoedAccess
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