Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/89553
Title: Avaliação das atitudes e crenças dos idosos polimedicados em relação ao uso da medicação e a sua vontade em terem medicação desprescrita
Other Titles: Evaluation of the attitudes and beliefs of the polymedicated elderly in relation to the use of medication and their willingness to be deprescribed
Authors: Batista, Sónia Cristina Dias
Orientador: Santiago, Luiz Miguel de Mendonça Soares
Keywords: Desprescrição; Idoso; Crenças; Atitudes; Medicina Geral; Deprescribing; Elderly; Attitudes; Beliefs; General Medicine
Issue Date: 11-Jun-2019
Serial title, monograph or event: Avaliação das atitudes e crenças dos idosos polimedicados em relação ao uso da medicação e a sua vontade em terem medicação desprescrita
Place of publication or event: Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, Portugal
Abstract: Introdução: A polimedicação encontra-se presente em 30 a 70% dos idosos. Embora possa ser adequada em alguns casos, tem riscos associados, o que torna a desprescrição fundamental. Os médicos notam relutância por parte dos doentes em suspender medicação, mas estudos revelam que 70 a 90% dos doentes estão abertos à desprescrição, se o seu médico assim o sugerisse. Objetivo: Avaliar as atitudes e crenças dos idosos polimedicados em relação ao uso da medicação e a sua vontade em terem medicação desprescrita.Material e métodos: Realizou-se um estudo observacional descritivo de caráter transversal. O questionário aplicado era composto pelo Beliefs About Medicines Questionnaire, pela pergunta aberta “O que pensa de suspender medicamentos?”, por uma escala visual analógica para avaliar a vontade de se automedicar e por perguntas para conhecimento da idade e do sexo. Os questionários foram aplicados nos três Centros de Saúde da Unidade de Saúde da Ilha do Pico, por amostragem de conveniência. Foram incluídos indivíduos com idade ≥65 anos e que tomem ≥5 medicamentos de forma crónica. Foi utilizada estatística descritiva e inferencial em função das variáveis estudadas.Resultados: A amostra estudada foi de n=211, sendo a média das necessidades de 20,2±2,8 (em escala de 5 a 25), e a das preocupações de 16,9±4,5 (em escala de 6 a 30). É de 82,8% a proporção de idosos que manifestaram uma baixa vontade de ter medicação desprescrita (VMD). A média da vontade de se automedicar (VAM) foi de 1,7±2,2 (em escala de 0 a 10), sendo “0” a resposta mais frequente (45,5%). As necessidades e as preocupações diferiram entre os três Centros de Saúde. Verificou-se uma correlação negativa fraca e significativa entre as necessidades e as preocupações (ρ=-0,207, p=0,002). Maiores necessidades associaram-se a baixa VMD (p=0,005) e a não ter VAM (p=0,029) e maiores preocupações associaram-se a alta VMD (p=0,001) e a ter VAM (p=0,017).Discussão e conclusão: Os idosos, na amostra em estudo, sentiam necessidade de tomar a medicação que lhes estava prescrita e não manifestaram grandes preocupações em relação à mesma, com exceção do medo de dependência. A maioria dos idosos manifestou uma baixa VMD e uma grande percentagem não tinha VAM. Contudo, os resultados obtidos não devem ser um obstáculo à desprescrição, sendo fundamental investigação adicional nesta área, uma maior formação dos médicos neste tema e a prática de uma medicina centrada na pessoa com vista à discussão partilhada em consulta.
Introduction: Polypharmacotherapy affects 30 to 70% of the elderly. While it may be appropriate in some cases, it has associated risks, which makes deprescribing essential. Physicians note patient reluctance to discontinue medication, but studies show that 70-90% of patients are open to deprescribing if their doctor suggests so.Objective: Evaluation of the attitudes and beliefs of the polymedicated elderly in relation to the use of medication and their willingness to be deprescribed.Material and methods: A cross-sectional observational study was carried out. The questionnaire was constituted by the Beliefs About Medicines Questionnaire, the open question "What do you think about stopping medications?", a visual analogue scale to assess willingness to self-medicate and questions about age and gender. The questionnaires were applied in the three Health Centers of the Health Unit of Ilha do Pico, by sampling of convenience. We included individuals aged ≥65 years and taking ≥5 drugs chronically. Descriptive and inferential statistics were used according to the variables studied.Results: The sample studied was n=211, the mean of the needs was 20.2±2.8 (on a scale from 5 to 25) and the mean of the concerns was 16.9±4.5 (on a scale from 6 to 30). 82.8% of the elderly showed a low willingness to have medication deprescribed. The mean of the willingness to self-medicate was 1.7±2.2 (on a scale from 0 to 10), with "0" being the most frequent response (45.5%). Needs and concerns differed between the three Health Centers. There was a weak and significant negative correlation between needs and concerns (ρ=-0.207, p=0.002). Higher needs were associated with low willingness to be deprescribed (p=0.005) and no willingness to self-medicate (p=0.029) and higher concerns were associated with high willingness to be deprescribed (p=0.001) and willingness to self-medicate (p=0.017).Discussion and conclusion: In this sample, elderly people felt the need to take their prescribed medication and did not express major concerns about it, except for fear of dependence. The majority manifested a low willingness to be deprescribed and a large percentage did not have willingness to self-medicate. However, the results obtained should not be an obstacle to deprescription, with further investigation in this area being required. A greater training of physicians in this subject and the practice of a person-centered medicine could help improve the shared discussion between doctor and patient in order to decrease the problem of polypharmacotherapy.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/89553
Rights: closedAccess
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