Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/88805
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dc.contributor.advisorRijo, Daniel Maria Bugalho-
dc.contributor.advisorSalekin, Randall Todd-
dc.contributor.authorSilva, Diana dos Santos Ribeiro da-
dc.date.accessioned2020-02-07T09:38:28Z-
dc.date.available2020-02-07T09:38:28Z-
dc.date.issued2019-10-31-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10316/88805-
dc.descriptionTese no âmbito do Doutoramento em Psicologia, especialidade em Psicologia Forense e apresentada à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.pt
dc.description.abstractIntrodução: Os traços psicopáticos (Grandiosidade/Manipulação–GM; Frieza/Insensibilidade emocional–FI; Impulsividade/Irresponsabilidade-II) estão ligados às formas mais precoces, estáveis e severas de comportamento antissocial, sobretudo quando associados à Perturbação do Comportamento (PC). Contudo, ainda não existe consenso relativamente à conceptualização dos traços psicopáticos em crianças/jovens, não sendo claro se o modelo multifacetado da psicopatia é mais benéfico do que considerar apenas os traços de FI. Embora alguns autores sugiram que os traços psicopáticos possam ser uma estratégia adaptativa em ambientes psicossociais hostis, a investigação sobre as raízes evolucionárias da psicopatia é escassa. Aumentar a investigação nesta área é crucial de modo a clarificar estas trajectórias etiológicas. Finalmente, a investigação no tratamento dos traços psicopáticos é limitada, sobretudo em amostras forenses, não existindo intervenções especificamente desenhadas para o seu tratamento. A Terapia Focada na Compaixão (TFC) tem sido proposta como uma abordagem evolucionária promissora no tratamento dos traços psicopáticos. De forma a colmatar estas lacunas, esta tese procurou responder a três questões de investigação: (1) Qual a melhor forma de conceptualizar os traços psicopáticos em crianças/jovens?; (2) Poderão os traços psicopáticos ser uma estratégia adaptativa perante determinadas circunstâncias de vida?; e (3) Será que intervenções específicas poderão alterar os traços psicopáticos? Método: Esta tese incluiu seis estudos e o PSYCHOPATHY.COMP, um programa individual baseado na TFC que foi especialmente desenhado para reduzir os traços psicopáticos e o comportamento antissocial. Os estudos foram conduzidos em diferentes amostras; i.e., amostras comunitárias de rapazes e raparigas e amostras forenses de rapazes. Diversas medidas de autorrelato foram utilizadas para avaliar os traços psicopáticos e outros construtos em estudo. Os participantes da amostra forense foram ainda avaliados com uma entrevista clínica estruturada e os dados relativos ao risco de reincidência e ao comportamento disruptivo foram recolhidos dos seus processos na justiça. Resultados: Recorrendo a um desenho transversal, o Estudo I procurou responder à primeira questão de investigação. Uma Análise de Perfis Latentes baseada nos traços GM, FI e II foi realizada numa amostra forense e numa amostra comunitária. Os resultados mostraram a existência de perfis de baixos, médios e altos traços psicopáticos em ambas as amostras. Os perfis psicopáticos da amostra forense diferenciaram-se em variáveis relevantes: psicopatologia, risco de reincidência e agressividade. O Estudo II (uma revisão compreensiva sobre as raízes evolucionárias da psicopatia) e os estudos transversais III/IV tiveram como objetivo responder à segunda questão de investigação. Usando diferentes amostras (comunitárias de rapazes/raparigas e forense de rapazes) e um conjunto de medidas de autorrelato, os Estudos III/IV testaram um modelo evolucionário que incluiu a relação entre o impacto de experiências precoces traumáticas e os traços psicopáticos e ainda os efeitos indirectos da vergonha e do coping disfuncional com a vergonha nessa mesma associação. Foi ainda testada a invariância do modelo entre sexos na amostra comunitária e entre rapazes da comunidade e da amostra forense. Os resultados sugeriram que o impacto de experiências precoces traumáticas se associava direta e indirectamente aos traços psicopáticos. Com algumas diferenças, este modelo explicou parcialmente os traços psicopáticos nas diversas amostras. Os estudos longitudinais V/VI procuraram responder à última questão de investigação, testando a eficácia preliminar do programa PSYCHOPATHY.COMP. O Estudo V mostrou que o programa foi eficaz na redução dos traços psicopáticos e do comportamento disruptivo num jovem detido com elevados traços psicopáticos (avaliação pré/pós/follow-up). Através de um ensaio clínico (avaliação pré/pós-tratamento com grupo de controlo), o Estudo VI mostrou a eficácia do programa na promoção da adesão terapêutica e na redução dos traços psicopáticos em jovens detidos, considerando quer a mudança grupal quer a mudança individual.pt
dc.description.abstractIntroduction: Psychopathic traits (Grandiose/Manipulative–GM; Callous/Unemotional–CU; and Impulsive/Irresponsible-II) are linked to the most early, stable, and severe forms of antisocial behavior, especially when associated with Conduct Disorder (CD). Still, there is a lack of consensus about the conceptualization of psychopathic traits in children/youth. It is still not clear whether a multifaceted model of psychopathy is more beneficial and accurate than CU traits alone. Although some authors proposed that psychopathy can be seen as an adaptive strategy to deal with harsh rearing scenarios, there is a lack of research on the evolutionary roots of psychopathic traits. Increasing research on this topic is necessary to clarify these etiological pathways. Finally, research on the treatment of psychopathic traits is scarce and limited, mostly in young offender samples. There are no psychotherapeutic interventions specifically developed and tested for the treatment of psychopathic traits. Compassion Focused Therapy (CFT), an evolutionary-based therapy, seems to be suitable to treat psychopathic traits. In an attempt to fill these gaps, this thesis aimed to answer three research questions: (1) What is the best way to conceptualize psychopathic traits in children and youth?; (2) Can psychopathic traits be seen as an adaptive strategy towards certain life circumstances?; and (3) Can specific and tailored intervention efforts change psychopathic traits? Method: This thesis comprises six studies and the PSYCHOPATHY.COMP program, an individual CFT-based intervention specifically designed to target psychopathic traits and antisocial behavior among young offenders. The studies were conducted in distinct samples of youth; i.e., community samples of boys and girls and forensic samples of male youth. Several self-report measures were used across studies, assessing psychopathic traits and other key variables. Forensic participants were also assessed through a structured clinical interview and the recidivism risk and disruptive behavior data were collected from their record files. Results: Study I presents a cross-sectional design aimed to answer the first research question. A Latent Profile Analysis based on GM, CU and II traits was performed with forensic and community samples of male youth. In both samples, results showed the existence of low, average, and high psychopathic traits profiles. The psychopathic profiles within the forensic sample differed on key variables including psychopathology, recidivism risk, and aggression. Study II (a comprehensive review on the evolutionary roots of psychopathic traits) and cross-sectional Studies III/IV aimed to answer the second research question. Using a set of self-report measures and community samples of boys and girls and a forensic sample of male youth, Studies III/IV tested an evolutionary model involving pathways linking the impact of harsh rearing experiences to psychopathic traits as well as the indirect effects of external shame and maladaptive shame coping strategies in that association. The invariance of the model across boys and girls from community settings and across boys from forensic and community samples was also tested. Results suggested that the impact of harsh rearing experiences was directly and indirectly linked to psychopathic traits. This model partially explained psychopathic traits in community and forensic samples, although differences were found across groups. Longitudinal Studies V/VI aimed to answer the last research question, testing the preliminary efficacy of the PSYCHOPATHY.COMP program. The clinical case study reported in Study V showed that the program was effective in reducing psychopathic traits and disruptive behavior over time (pre/post/follow-up assessment) in a detained youth with a high psychopathic profile. Using a controlled trial design (pre/post-test with a control group), Study VI supported the efficacy of this intervention in promoting therapeutic engagement and in reducing psychopathic traits among detained youth, considering both change at a group level as well as change at an individual level. Conclusions: Concerning the first research question, findings indicated that the multifaceted model of psychopathy may be more valuable for research and clinical practice than considering CU traits alone. Regarding the second question, findings suggested that psychopathic traits can be conceptualized as evolutionary rooted responses to deal with harsh rearing scenarios. Finally, answering the last question, findings indicated that the PSYCHOPATHY.COMP program was able to reduce psychopathic traits, disruptive behavior, and to promote therapeutic engagement among detained youth. Although early conceptualizations emphasized the appearance of sanity and the lack of emotional experience as core features of psychopathy, findings suggested that psychopathic traits can be seen as an adaptive strategy that disguises central emotional dysfunctions, acting as a mask of invulnerability that hides deep suffering. Overcoming this mask by building a compassionate motivation seems both an adequate therapeutic strategy and a fundamental therapeutic goal in the rehabilitation of young offenders. The promising treatment outcomes of the PSYCHOPATHY.COMP program supported its use as part of the rehabilitation policies of the juvenile justice system, potentially reducing the costs that psychopathic traits have on young offenders and on the society.pt
dc.language.isoengpt
dc.relationSFRH/BD/99795/2014pt
dc.relationPTDC/MHC-PCL/2189/2014pt
dc.rightsopenAccesspt
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/pt
dc.subjectcomportamento antissocial/disruptivopt
dc.subjectcoping com a vergonhapt
dc.subjectexperências precocespt
dc.subjectjovens detidospt
dc.subjectperturbação do comportamentopt
dc.subjectprograma PSYCHOPATHY.COMPpt
dc.subjectteoria evolucionáriapt
dc.subjectterapia focada na compaixãopt
dc.subjecttraços psicopáticospt
dc.subjecttratamentopt
dc.subjectvergonhapt
dc.subjectantisocial/disruptive behaviorpt
dc.subjectcompassion-focused therapypt
dc.subjectconduct disorderpt
dc.subjectdetained youthpt
dc.subjectevolutionary theorypt
dc.subjectharsh rearing experiencespt
dc.subjectpsychopathic traitspt
dc.subjectPSYCHOPATHY.COMP programpt
dc.subjectshamept
dc.subjectshame coping strategiespt
dc.subjecttreatmentpt
dc.titleMask of sanity or mask of invulnerability? From an evolutionary perspective of psychopathy in adolescence to the changeability of psychopathic traits in young offenders after a compassion based psychotherapeutic interventionpt
dc.typedoctoralThesispt
degois.publication.locationCoimbrapt
dc.peerreviewedyespt
dc.date.embargo2019-10-31*
dc.identifier.tid101488963pt
dc.subject.fosDomínio/Área Científica::Ciências Sociais::Psicologiapt
thesis.degree.grantor00500::Universidade de Coimbrapt
thesis.degree.nameDoutoramento em Psicologia, especialidade em Psicologia Forensept
uc.rechabilitacaoestrangeiranopt
uc.date.periodoEmbargo0pt
uc.controloAutoridadeSim-
item.languageiso639-1en-
item.fulltextCom Texto completo-
item.grantfulltextopen-
crisitem.advisor.deptFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra-
crisitem.advisor.researchunitCognitive and Behavioural Centre for Research and Intervention-
crisitem.advisor.orcid0000-0002-5368-0770-
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UC - Teses de Doutoramento
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