Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/88333
Title: Diferenças na toxicidade de medicamentos entre o Homem e os animais de companhia
Other Titles: Differences in Drug Toxicity Between Humans and Pets
Authors: Coimbra, Vanessa Sofia Chaves
Orientador: Vale, Fátima Maria Couto e
Almeida, Liliana Maria Afonso O. de
Costa, Saúl Campos Pereira
Keywords: Toxicidade; Medicamentos; Cão; Gato; Homem; Toxicity; Drugs; Dog; Cat; Human
Issue Date: 13-Sep-2019
Serial title, monograph or event: Diferenças na toxicidade de medicamentos entre o Homem e os animais de companhia
Place of publication or event: Faculdade de Farmácia Universidade Coimbra, Farmácia Gama Vieira, Fresenius-kabi
Abstract: A prática da automedicação dos animais de companhia por parte dos seus proprietários tem-se estendido ao longo dos anos devido às crenças existentes de que “o que serve para tratar pessoas também serve para tratar animais” ou que “um gato é um cão mais pequeno”, o que leva a que a ocorrência de intoxicações medicamentosas no cão e no gato seja uma realidade bastante comum na nossa sociedade, podendo muitas vezes levar mesmo à morte do animal. A ingestão acidental de medicamentos, principalmente por parte dos cães, é o segundo motivo responsável pelo elevado número de intoxicações em animais. São várias as diferenças existentes entre o cão, o gato e o Homem. Entre elas destacam-se as diferenças na absorção, distribuição e na eliminação dos fármacos do organismo, e a mais importante de todas, diferenças ao nível da biotransformação de fármacos. As diferenças verificadas ao nível da biotransformação nestes animais são essencialmente nas reações de fase II, que em condições normais são responsáveis pela transformação do fármaco em metabolitos menos tóxicos e mais hidrossolúveis de modo a facilitar a sua eliminação do organismo. O Paracetamol e o Ibuprofeno são as duas substâncias mais frequentemente associadas a intoxicações medicamentosas em cães e gatos. Os gatos, por apresentarem uma deficiência na biotransformação de fármacos na fase da glucuronidação são extremamente sensíveis ao Paracetamol, sendo que pequenas doses do fármaco podem resultar em sinais de intoxicação. Em cães, apesar da administração de pequenas doses de paracetamol não resultar frequentemente em toxicidade, a administração de doses maiores resulta na saturação das principais vias de metabolismo do fármaco e numa consequente acumulação de metabolitos tóxicos, provenientes de vias metabólicas alternativas. O Ibuprofeno, por inibir a formação de prostaglandinas, principalmente aquelas que exercem funções importantes de homeostase, é responsável por uma enorme variedade de efeitos adversos (particularmente ao nível gastrointestinal e renal), sendo que os cães e os gatos são muito mais suscetíveis à ocorrência desses efeitos que o Homem. Um pequeno estudo realizado com a ajuda de 4 clínicas veterinárias, pertencentes ao distrito de Viseu e de Coimbra, permitiu um maior esclarecimento em relação ao panorama de prescrições e de intoxicações em cães e gatos e revelou que um maior conhecimento desta temática é responsável por uma diminuição do número de casos de intoxicações relatados.
The practice of self-medication of pets by their owners has been on the rise these last few years mostly because of the belief that "what can cure people can cure other animals" or that "a cat is just a smaller dog". This makes the large number of intoxications in cats and dogs a scary reality in our society, often times even leading to the death of the animal. The accidental ingestion of drugs, especially by dogs, is the second most responsible cause of the high intoxication rate in pets. The differences between the varying toxicity levels with different drugs between dogs, cats and humans are vast. Some highlights of these are the differences in absorption, distribution and elimination of drugs, but the most important one of them all is the difference between the biotransformation of drugs. The disparities seen within the biotransformation in these animals are almost exclusively on the second phase, which in normal conditions are responsible for the transformation of the drug into less toxic and more water soluble metabolites, making it easier to eliminate them from the organism. Paracetamol and Ibuprofen are two of the most frequently linked substances to drug-induced intoxications in pets. Because they lack in the biotransformation of drugs on the glucuronidation phase, cats are highly sensitive to Paracetamol, so much that the slightest dose of the drug can result in signs of intoxication. Even though the admninistration of small doses of Paracetamol in dogs may not frequently result in toxicity, the administration of larger doses will result in the saturation of the main ways to metabolise the drug and consequently in an accumulation of toxic metabolites, weighting in from alternative metabolic ways. Because the Ibuprofen inhibits the formation of prostaglandins, especially those that carry important functions in homeostasis, it is responsible for a wide array of adverse effects (most notably at the gastrointestinal and renal levels), being that cats and dogs are much more susceptible to the occurrence of these effects than Humans are. A small Inquiry, done with the contribution of 4 veterinary clinics from the districts of Coimbra and Viseu, has allowed for a larger enlightenment of the scenario of prescriptions and intoxications within cats and dogs and has revealed that with higher knowledge of this subject, comes a large decrease in the number of reported intoxications.
Description: Relatório de Estágio do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas apresentado à Faculdade de Farmácia
URI: http://hdl.handle.net/10316/88333
Rights: openAccess
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