Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/88235
Title: DETERMINAÇÃO DE AFLATOXINA M1 EM LEITE MATERNO - EXPOSIÇÃO MATERNA E DOS LACTENTES.
Other Titles: DETERMINATION OF AFLATOXIN M1 IN MATERNAL MILK - MATERNAL AND INFANT EXPOSURE.
Authors: Cardoso, Maria de Sanjosé Morais Pinto
Orientador: Pena, Angelina Lopes Simões
Duarte, Sofia Alexandra Giestas Cancela
Keywords: Aflatoxina B1; Aflatoxina M1; Leite Materno; Exposição; Bebés; Aflatoxin B1; Aflatoxin M1; Breast Milk; Exposure; Infants
Issue Date: 25-Jul-2019
Serial title, monograph or event: DETERMINAÇÃO DE AFLATOXINA M1 EM LEITE MATERNO - EXPOSIÇÃO MATERNA E DOS LACTENTES.
Place of publication or event: Faculdade de Farmácia da U.C-Coimbra e Anadia
Abstract: As micotoxinas são metabólitos secundários de fungos que têm efeitos tóxicos em humanos e animais. A aflatoxina M1 (AFM1), que pode ser transmitida aos recém-nascidos através do leite materno, é um metabólito hidrolisado da Aflatoxina B1 (AFB1) que é ingerido junto com alimentos contaminados. A AFM1 é classificada como “agente carcinogénico para humanos” (grupo 1 IARC). Apesar do risco potencial de AFM1 para bebés amamentados, há uma falta de estudos de avaliação de exposição na Europa e uma completa ausência de relatos em Portugal. O presente estudo teve como objetivo determinar a ocorrência de AFM1 no leite materno e o grau de exposição de lactentes a esta toxina. A correlação entre a concentração de AFM1 e os fatores sociodemográficos básicos e o consumo de certas categorias de alimentos também foram determinadas. Assim, foram recolhidas 37 amostras de leite de mães a amamentar que vivem em Portugal, entre 2015 e 2016, e analisadas utilizando um kit ELISA comercial competitivo, a fim de determinar a presença de AFM1. Nove amostras (24,3%) continham níveis de AFM1 acima do limite de deteção (5 ng/L), variando entre 5,4 e 10,6 ng/L (7,8 ± 2,1 ng/L). No padrão de exposição observado, as amostras de leite positivas para AFM1 foram associadas à colheita de verão, menor escolaridade materna, fase inicial de lactação e consumo materno de arroz e chocolate. Nenhum outro determinante estudado, seja sociodemográfico (idade, peso, altura, número de filhos, características do aleitamento materno, peso dos bebés) ou dieta (frequência de consumo alimentar), apresentou influência estatística significativa. A avaliação da ingestão diária estimada de AFM1 (EDI) revelou uma exposição dietética média infantil ao AFM1 de 0,92 ng/kg peso corporal/dia. Assim, os resultados deste estudo sugerem a necessidade de reforçar a vigilância da ocorrência de AFB1 nos alimentos, como medida de proteção e controlo, não apenas para adultos, mas, em última análise, para lactentes expostos através do leite materno. Embora o AFM1 apresente uma potência carcinogénica inferior, vale ressaltar que, quando comparados aos adultos, os lactentes apresentam menor capacidade de biotransformação de carcinógenos, dieta bastante restrita e maior consumo em relação ao peso corporal.
Mycotoxins are secondary metabolites of fungi that have toxic effects on both humans and animals. Aflatoxin M1 (AFM1) which can be transmitted to newborns via breast milk, is a hydrolyzed metabolite of Aflatoxin B1 (AFB1) that is ingested along with contaminated food. AFM1 is classified as “carcinogenic agent for Human” (group 1 IARC). Despite the potential hazard of AFM1 to breastfed babies, there is a lack of studies of exposure evaluation in Europe and a complete absence of reports in Portugal.The present study aimed to determine the occurrence of AFM1 in maternal milk and the degree of exposure of infants to this toxin. The correlation between the concentration of AFM1 and basic sociodemographic factors and the consumption of certain categories of food was also aimed. Thus 37 milk samples from nursing mothers living in Portugal were collected, between 2015 and 2016, and analyzed using a competitive commercial ELISA kit, in order to determine the presence of AFM1. Nine samples (24.3%) contained levels of AFM1 above the detection limit (5 ng/L), ranging between 5.4 to 10.6 ng/L (7.8 ± 2.1 ng/L).In the observed exposure pattern, AFM1-positive milk samples were associated with summer collection, lower mother's educational level, early lactation phase and the maternal consumption of rice and chocolate. No other studied determinants, whether sociodemographic (age, weight, height, number of children, characteristics of breastfeeding, the infants' weight) or dietary (frequency of food consumption) showed a significant statistical influence. Assessment of AFM1 estimated daily intake (EDI) revealed a estimated infant average dietary exposure to AFM1of 0.92 ng/kg bw/day.Thus the results of this study suggest the need to reinforce surveillance of AFB1 occurrence in food, as a protective and control measure, not only for adults, but ultimately for lactating infants exposed through maternal breast milk. Although AFM1 presents an inferior carcinogenic potency, it is noteworthy that when compared with adults, infants feature a lower a lower relation to body weight. of carcinogen biotransformation, a fairly restricted diet and a higher consumption in relation to body weight.
Description: Dissertação de Mestrado em Segurança Alimentar apresentada à Faculdade de Farmácia
URI: http://hdl.handle.net/10316/88235
Rights: openAccess
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