Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/88231
Title: A realidade dos ensaios clínicos em pediatria - uma perspetiva farmacocinética
Other Titles: The reality of pediatric clinical trials - a pharmacokinetic view
Authors: Santos, Marta Roque dos
Orientador: Fortuna, Ana Cristina Bairrada
Keywords: pediatria; farmacocinética; fase I; ensaios clínicos; pediatrics; pharmacokinetics; phase I; clinical trials
Issue Date: 11-Oct-2019
Serial title, monograph or event: A realidade dos ensaios clínicos em pediatria - uma perspetiva farmacocinética
Place of publication or event: Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra
Abstract: Os doentes pediátricos constituem uma população especial face às diferenças anatomofisiológicas e orgânicas que apresentam em relação aos adultos, promovendo-lhes um elevado grau de vulnerabilidade e de heterogeneidade inter- e intra-individual. O seu grau de maturação orgânica determina a farmacocinética dos fármacos, efeito farmacológico e consequentemente o regime posológico a instituir. Atualmente, a farmacoterapia pediátrica é caracterizada por uma reduzida evidência ao nível da eficácia e da segurança dos fármacos administrados e o aumento da prescrição e da utilização de fármacos off label. Uma melhor compreensão e conhecimento do papel da ontogenia na ação e na disposição dos fármacos contribui para uma farmacoterapia mais segura e eficaz. A informação clínica relativamente aos perfis farmacocinéticos de muitos fármacos em doentes pediátricos é ainda insuficiente para definir o regime posológico mais adequado a cada doente. Este facto resulta maioritariamente da diversidade de limitações práticas e éticas exigidas pelas diferentes autoridades reguladoras do medicamento de forma a garantir o bem-estar do indivíduo. Neste contexto, a presente dissertação teve como objetivo analisar as metodologias aplicadas em ensaios clínicos pediátricos realizados com o objetivo de avaliar a farmacocinética e biodisponibilidade de novos fármacos. Por outro lado, teve como objetivo avaliar a influência das características das várias subpopulações pediátricas sobre a metodologia implementada na prática e o impacto na farmacocinética dos fármacos. Para tal, recorreram-se a plataformas de registo e de base de dados de ensaios clínicos, aplicando os critérios PRISMA na sua seleção. Do total de 367 ensaios clínicos incluídos, foram analisados 205, tendo-se verificado que os fármacos citotóxicos (aproximadamente 21%) eram a classe terapêutica mais frequentemente analisada sendo que as neoplasias e as doenças infectocontagiosas constituíam as doenças estudadas mais comuns. O grupo etário dos adolescentes foi o mais frequentemente testado (20%), por oposição aos prematuros e recém-nascidos (<5%). Verificou-se uma diferença notável entre as subpopulações, nomeadamente entre os prematuros e os recém-nascidos e os adolescentes relativamente ao número e ao volume de amostras recolhidas, sendo ambos mais reduzidos nos primeiros. Conclui-se que os dados clínicos farmacocinéticos são insuficientes face às expectativas e comparativamente com aquilo que acontece com a população adulta. Face a estas limitações, a utilização de modelos farmacocinéticos e farmacodinâmicos constitui, atualmente, a estratégia mais promissora para identificar a dose a administrar a doentes pediátricos.
Pediatric patients constitute a special population regarding their anatomic, histological and organic differences. In comparison to adults, pediatric patients exhibit higher inter and intra-individual variability and vulnerability. Their organic maturation determines the pharmacokinetics of drugs, pharmacological effect and consequently the dosage regimen that should be instituted. The current clinical trials performed in pediatric populations is scarce, increasing the prescription and off-label use of drugs. An in deep knowledge of the role of action ontogenesis and drug disposition are required to develop safer and more effective pharmacotherapy. Clinical information regarding pediatric pharmacokinetic data remains insufficient to define the most appropriate dosage regimen for each patient in view of the diversity of practical and ethical limitations imposed by the different regulatory authorities of the medicinal product. The present study assessed the methodological characteristics applied in pediatric clinical trials conducted to evaluate the pharmacokinetics and bioavailability of new drugs, as well as the influence of the characteristics of the various pediatric subpopulations on the methodology implemented in practice and consequent impact on pharmacokinetics of drugs. Clinical trial registration and database platforms were used and the PRISMA criteria were applied. From the total of 367 clinical trials included, 205 were analyzed, and cytotoxic drugs (approximately 21%) were found to be the most frequently analyzed therapeutic class, with malignancies and infectious diseases being the most common studied diseases. Adolescents were the most common subpopulation (20.00%) enrolled in contrast to premature infants and newborns (less than 5%). There was a noticeable difference between subpopulations with respect to the number and volume of samples collected, both of which were smaller in the former. It is concluded that pharmacokinetic clinical data are insufficient in relation to expectations and compared to what happens to the adult population. Given these limitations, the use of pharmacokinetic and pharmacodynamic models is currently the most appropriate strategy to identify the dose to be administered to children.
Description: Dissertação de Mestrado em Farmacologia Aplicada apresentada à Faculdade de Farmácia
URI: http://hdl.handle.net/10316/88231
Rights: openAccess
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