Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/88024
Title: Do gulls like fast food? Comparing the diet in refuse dumps, urban and natural sites
Other Titles: As gaivotas gostam de alimentos processados? Comparação da dieta em lixeiras, locais urbanos e naturais
Authors: Vaz, Patrícia Teixeira
Orientador: Ramos, Jaime Albino
Paiva, Vítor Hugo Rodrigues
Keywords: Gaivota-de-patas-amarelas; Guincho; colónias naturais e urbanas; dieta; ecologia trófica; Yellow-legged gulls; Black-headed gulls; natural and urban colonies; diet; trophic ecology
Issue Date: 15-Jul-2019
Serial title, monograph or event: Do gulls like fast food? Comparing the diet in refuse dumps, urban and natural sites
Place of publication or event: MARE-UC, Departamento de Ciências da Vida, Universidade de Coimbra
Abstract: Com o aumento da população humana, novas fontes de alimento, como lixo e rejeições de pesca, tornaram-se disponíveis para espécies oportunistas, como a Gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis), o que permitiu o crescimento das suas populações. Este crescimento pode afetar o ecossistema circundante ao contribuir positivamente para a proliferação de doenças, aumentar a pressão de predação noutras espécies e causar distúrbios e danos materiais em zonas urbanas.Os objetivos deste estudo foram (1) comparar a dieta e ecologia trófica de Gaivotas-de-patas-amarelas que nidificam em colónias urbanas e naturais durante as épocas pré-reprodutora, reprodutora e pós-reprodutora e (2) avaliar as variações mensais na dieta de gaivotas de locais urbanos e naturais e de aterros, e comparar a dieta de uma espécie residente (Gaivota-de-patas-amarelas) com a dieta de uma espécie migratória (Guincho, Larus ridibundus) que se alimentam em aterros. Também comparámos a dieta de Gaivotas-de-patas-amarelas de dois locais de uma zona urbana (Porto), o Tribunal (zona de nidificação) e o La Vie Porto Baixa Shopping (local de descanso).Regurgitos de Gaivotas-de-patas-amarelas foram recolhidos em quatro colónias naturais (Pessegueiro, Berlenga, Deserta e Sálvora) e duas urbanas (Peniche e Porto). Para estudar a ecologia trófica, recolhemos penas (primeira primária, oitava secundária e peito) e sangue para inferir o nível trófico (δ15N) e habitat de procura de alimento (δ13C) de Gaivotas-de-patas-amarelas de áreas naturais e urbanas. Para as variações mensais, recolhemos também pellets em Matosinhos, um local urbano, e nos aterros de Coimbra e Aveiro. Para os Guinchos, os pellets foram apenas recolhidos nos aterros.Como era esperado, gaivotas urbanas alimentaram-se principalmente de restos alimentares antropogénicos, enquanto gaivotas de locais naturais se alimentaram mais de presas marinhas, exceto as gaivotas da Ilha Deserta durante a época pré-reprodutora. Nesta época, as Gaivotas-de-patas-amarelas deste local alimentaram-se mais de lixo, possivelmente devido às condições meteorológicas austeras. Gaivotas urbanas também apresentaram um nicho isotópico mais largo, exceto durante a época não-reprodutora quando gaivotas de locais naturais, presumivelmente devido à baixa atividade pesqueira, foram forçadas a alargar os seus nichos isotópicos. As crias dos locais naturais apresentaram elevada sobreposição dos nichos, com valores de δ15N elevados, o que sugere uma dieta composta principalmente por peixe. O nicho isotópico de gaivotas urbanas apresentou valores de δ15N e δ13C mais baixos, o que sugere um maior consumo de presas terrestres. Em relação às variações mensais, os Guinchos ingeriram itens mais pequenos, incluindo papel e carvão, especialmente durante os meses mais frios. Em Matosinhos, um local urbano com um importante porto de desembarque, as Gaivotas-de-patas-amarelas dependeram mais de recursos marinhos, enquanto no Porto, o local mais urbanizado, as gaivotas alimentaram-se principalmente de lixo, mas, também, de matéria vegetal, especialmente no início da época reprodutora. Tal pode dever-se ao facto deste período ser muito exigente em termos energéticos e as gaivotas estarem restritas aos seus locais de nidificação, mas pode ser, também, devido às condições meteorológicas, já que ocorreram chuvas intensas durante o mês de abril, o que poderá ter afetado o comportamento de procura de alimento das gaivotas urbanas. Comparando os dois locais no Porto, gaivotas do La Vie Porto Baixa Shopping (local de descanso) apresentaram uma dieta mais variada, quando comparada com a das gaivotas do Tribunal (local de reprodução).A proibição de rejeições da União Europeia que iniciou recentemente a sua implementação em Portugal, vai, muito provavelmente, forçar gaivotas de locais naturais, que estão mais dependentes das rejeições de pesca, a alimentar-se de outras fontes de alimento, como lixo e matéria vegetal. Estas gaivotas irão provavelmente frequentar mais aterros e locais urbanos no futuro, o que irá, certamente, aumentar a população nesses locais. No entanto, gaivotas que se alimentam maioritariamente em aterros irão possivelmente ser afetadas pela Diretiva de Aterros da União Europeia. Tal vai forçar tanto Gaivotas-de-patas-amarelas como Guinchos que se alimentam nestes locais a procurar alimento noutro sítio, possivelmente em locais urbanos, onde restos de alimentos antropogénicos estão disponíveis, o que irá certamente aumentar as interações negativas entre o homem e as gaivotas. Assim, a necessidade de planos de gestão e mitigação populacionais para controlar o crescimento destas populações vai aumentar. Porém, são necessários mais estudos para compreender como a proibição das rejeições e a Diretiva de Aterros da União Europeia irão afetar Gaivotas-de-patas-amarelas e Guinchos em aterros, locais urbanos e naturais.
With the increase of the human population, new food sources, such as refuse and fish discards, became widely available for opportunistic species like Yellow-legged gulls (Larus michahellis), allowing their populations to grow. This growth can affect the surrounding ecosystem by proliferating diseases, increasing the predation pressure on other species and causing disturbances and material damage in urban areas.The aims of this study were (1) to compare the diet and trophic ecology of Yellow-legged gulls nesting in natural and urban colonies during the pre-breeding, breeding and post-breeding seasons and (2) to evaluate monthly shifts in the diet of gulls from urban sites and landfills, and to compare the diet of a resident species (Yellow-legged gulls) and a migratory species (Black-headed gull, Larus ridibundus) feeding in landfills. We also compared the diet of Yellow-legged gulls from two sites in an urban area (Porto), the Courthouse (breeding site) and La Vie Porto Baixa Shopping (resting location).Yellow-legged gull regurgitates were collected in four natural (Pessegueiro, Berlenga, Deserta and Sálvora) and two urban (Peniche and Porto) colonies. To study the trophic ecology, we collected feathers (first primary, eight secondary and breast) and blood to infer the trophic level (δ15N) and foraging habitat (δ13C) of Yellow-legged gulls in natural and urban areas. For the monthly shifts, we also collected pellets in Matosinhos, an urban site, and in the landfills of Coimbra and Aveiro. For Black-headed gulls, pellets were only collected in the landfills. As expected, urban gulls fed mostly on anthropogenic food remains, whereas gulls from natural sites fed more on marine prey, except for gulls from Deserta Island during the pre-breeding season. In this season, Yellow-legged gulls from this site fed more on refuse, possibly due to harsh weather conditions. Urban gulls also presented larger isotopic niches than gulls from natural sites, except during the non-breeding season, when individuals from natural colonies were presumably forced to broaden their trophic niches because of the lower fishing activities. Chicks from the natural sites presented high niche overlap, with high δ15N values, which suggests a diet composed mostly of fish. The isotopic niche of urban chicks had lower δ15N and δ13C values, which suggests a higher consumption of terrestrial prey. Regarding the monthly shifts, Black-headed gulls ingested smaller items, including paper and coal, especially during the colder months. In Matosinhos, an urban site with an important landing port, Yellow-legged gulls relied more on marine resources whereas in Porto, the most urbanized site, gulls fed mostly on refuse, but also on vegetal matter (like seeds, for example), especially in the beginning of the breeding season. This might be because this is an energy demanding period and gulls are restricted to their nesting sites but could have been influenced by the weather, because of the intense rains during the month of April, which might have affected the foraging behavior of the urban gulls. Comparing the two sites in Porto, gulls from the La Vie Porto Baixa Shopping (a resting location) had a more diversified diet, when compared with the gulls from the Courthouse (a breeding site).The Discard Ban of the European Union that has recently began its implementation in Portugal is, most likely, going to force gulls from natural sites, that are more dependent on fisheries’ discards, to feed on other food sources, like refuse and vegetal matter. These gulls are probably going to frequent more landfills and urban sites in the future, which will certainly increase their population in these sites. However, gulls feeding mainly in landfills will probably be affected by the European Union Landfill Directive. This will force both Yellow-legged and Black-headed gulls feeding in these sites to forage elsewhere, probably in urban sites, where anthropogenic food remains are widely available, which will likely increase the negative human-gull interactions. This will increase the need for populational management and mitigation plans to control these growing populations. However, more studies are needed to fully understand how the Discard Ban and the European Union Landfill Directive will affect both Yellow-legged and Black-headed gulls on landfills, natural and urban sites.
Description: Dissertação de Mestrado em Ecologia apresentada à Faculdade de Ciências e Tecnologia
URI: http://hdl.handle.net/10316/88024
Rights: embargoedAccess
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