Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/85968
Title: Abordagem diagnóstica da hematúria macroscópica não traumática
Authors: Ferreira, Patrick Stéphane e Silva 
Orientador: Figueiredo, Arnaldo
Roseiro, António
Keywords: hematúria macroscópica; causas; diagnóstico; algoritmo; aparelho urinário; TAC; urografia intravenosa; ecografia
Issue Date: Mar-2012
Abstract: Introdução: A hematúria é uma situação comum na prática clínica, e pode ser dividida em microscópica e macroscópica. Embora as causas sejam comuns, a hematúria macroscópica assume maior importância e suscita maior preocupação pois as possibilidades de encontrar uma patologia importante aumentam com o grau de hematúria, sendo a probabilidade de malignidade muito maior. As causas são múltiplas e incluem tumores do tracto urinário, doença litiásica, trauma, infecções, hiperplasia benigna da próstata, doenças renovasculares, doenças glomerulares, drogas, problemas de coagulação, pós-radioterapia, hematúria induzida por exercício, entre outras. Objectivos: O presente trabalho pretende identificar as principais causas de hematúria macroscópica (à excepção de trauma) e os melhores meios para o seu estudo, falar sobre as vantagens e desvantagens dos principais recursos utilizados no seu diagnóstico, e no final estabelecer uma estratégia geral de abordagem diagnóstica. Para isso foi feita uma pesquisa da literatura. Desenvolvimento: Em relação às causas, os tumores consistem na causa mais preocupante de hematúria macroscópica e podem necessitar de vários exames para o diagnóstico: a cistoscopia é indispensável; ecografia, urografia intravenosa e tomografia axial computorizada são os exames de imagem mais usados. A urolitíase, tendo uma clínica bastante sugestiva, exige confirmação imagiológica, que pode ser feita por tomografia axial computorizada sem contraste (gold standard), mas também por urografia intravenosa ou ecografia. A infecção detecta-se essencialmente pela clínica, fita de teste e análise à urina. As patologias da coagulação podem levar a hematúria, e a medicação anticoagulante muitas vezes vem desmascarar alguma condição pré-existente também causadora de hematúria. Outras doenças mais raras incluem doenças renovasculares, glomerulares e tubulointersticiais. Em relação aos exames, a tomografia axial computorizada tem-se assumido cada vez mais como o exame de imagem mais importante na abordagem geral destes doentes; a urografia intravenosa tem tendência a ser menos usada, em detrimento da ecografia, este um bom exame de 1ª linha. A cistoscopia é fundamental na presença de hematúria macroscópica. A ressonância magnética, apesar de ser um bom exame, não tem grande indicação. A angiografia é particularmente útil em doenças renovasculares. Conclusão: a hematúria macroscópica é uma entidade urgente, importante, mas cuja abordagem diagnóstica não está uniformizada. Seria importante definir caminhos mais rígidos, com melhor definição da importância actual de alguns exames
Introduction: Hematuria is a common problem in clinical practice, and can be divided into microscopic and macroscopic. Although the causes are common, macroscopic hematuria is of greater concern because the chances of finding an important condition are increased with a more severe degree of hematuria, with a much greater likelihood of malignancy. There are multiple causes and they include tumors of the urinary tract, lithiasic disease, trauma, infections, benign prostatic hyperplasia, renovascular disease, glomerular diseases, drugs, bleeding disorders, post-radiation therapy, exercise-induced hematuria, among others. Objective: This study aims to identify the main causes of gross hematuria (except trauma) and the best means for its study, discuss the advantages and disadvantages of the main resources used in its diagnosis, and ultimately establish a general diagnostic strategy approach. In order to achieve this objective a research in the literature has been made. Development: Regarding the causes, tumors are the more worrying cause of gross hematuria and may require several tests for the diagnosis: cystoscopy is essential; ultrasound, intravenous urography and computed tomography scan are the most commonly used. Urolithiasis, although having a highly suggestive clinical presentation, requires imaging confirmation, which can be done by non-contrast computed tomography scan (gold standard), but also by intravenous urography or ultrasound. Infections are primarily detected by dipstick and microscopic urinalysis. Bleeding disorders can lead to hematuria, and anticoagulant medications often expose some pre-existing condition. Other examples of rare diseases include renovascular, glomerular and tubulointerstitial diseases. Regarding the diagnostic exams, computed tomography scan has been increasingly recognized as the most important imaging test in the approach to these patients; intravenous Abordagem Diagnóstica da Hematúria Macroscópica Não Traumática Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra | Patrick Stéphane e Silva Ferreira 9 urography use has declined, while ultrasound use is increasing, being a good 1st line exam. In case of gross hematuria cystoscopy is essential. Magnetic resonance imaging is not of great value, despite its excellent resolution quality. Angiography is particularly useful in renovascular disease. Conclusions: Gross hematuria is an important and urgent problem, but whose uniform diagnostic approach is not established. It would be important to define more rigid diagnostic paths and to clarify the current importance of some diagnostic tests.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina área científica de Urologia, apresentado á Faculdade de Medicina da universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/85968
Rights: openAccess
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