Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/83914
Title: Análise do Desempenho em Subida no Ciclismo de Estrada
Other Titles: Performance Analysis on Road Cycling uphill
Authors: Nunes, André Filipe Fernandes 
Orientador: Santos, Amândio Manuel Cupido
Keywords: Ciclismo; Subida; Desempenho individual; Capacidade aeróbia e anaeróbia; Composição corporal; Cycling; Uphill; Individual performance; Aerobic and anaerobic capacity; Body composition
Issue Date: 7-Apr-2017
Serial title, monograph or event: Análise do Desempenho em Subida no Ciclismo de Estrada
Place of publication or event: Coimbra, Portugal
Abstract: O ciclismo é uma modalidade de longa duração disputada em diversas vertentes, nomeadamente estrada, BTT e pista. O ciclismo de estrada e BTT utilizam, ao longo das suas etapas, estradas e caminhos de montanha, que, pela sua distância e inclinação, ditam muitas vezes o vencedor das competições. Assim, as subidas assumem uma importante determinante no desempenho final. O propósito deste estudo é identificar quais são as variáveis, determinadas laboratorialmente, que melhor predizem o sucesso em subida, no ciclismo de estrada.Para tal, 17 atletas treinados (idade de 33,4±8,2 anos, massa corporal de 68,8±6,5 kg, estatura de 175,1±5,3 cm, IMC de 22,2±2,0 kg/m2, percentagem de massa gorda de 10,95±4,93 %, consumo máximo de oxigénio de 64,2±5,6 ml/kg/min e valor de potência nas 4mmol/l de 271,2±29,5 watt) foram avaliados em laboratório, com vista à elaboração de uma caracterização antropométrica e avaliação das vias energéticas, e numa avaliação do desempenho em contrarrelógio de subida, em condições de terreno. Em laboratório, a avaliação antropométrica consistiu na determinação da estatura, massa corporal e composição corporal (pregas de adiposidade subcutânea e pletismografia por ar deslocado), assim como a utilização do método Jones & Pearson, (1969) para determinação do volume do membro inferior. Os atletas efetuaram ainda o teste anaeróbio de força velocidade e, posteriormente com a carga ajustada, efetuaram o teste de Wingate para avaliação da componente anaeróbia, e o teste de VO2máx com determinação do limiar anaeróbio individual, para avaliação da componente aeróbia de cada individuo. Posteriormente, foi realizado um contrarrelogio individual em subida, com 5,6km e 6% de inclinação média, para avaliação do desempenho individual. Foi utilizado o teste não paramétrico de Spearman para análise da correlação entre o desempenho em subida e as variáveis em estudo. Os atletas que efetuam maior média de potência relativa à massa corporal durante a subida são os que têm melhor desempenho (menor tempo) (r= -0,98 p=0,000). A massa gorda, tanto em percentagem como em quilogramas, correlaciona-se muito significativamente com o tempo realizado na subida (r=0,85 e r=0,88, p=0,00), ou seja, quanto maior massa gorda o atleta possuir, mais tempo demorará a concluir a subida. As variáveis em valores absolutos não estão correlacionadas com o desempenho (p> 0,05), mas quando são relativizadas para a massa corporal, a sua associação é elevada. Assim, os atletas com melhor sucesso em subida são os que apresentam maior potência máxima no ultimo patamar do teste de VO2max (watt/kg, r= -0,86 p= 0,000), maior VO2max (ml/kg/min, r= -0,84 p= 0,000), maior limiar anaeróbio (watt/kg, 4mmol/l r= 0,75, Dmax r= -0,82, LT r= -0,64, p<0,01). Na componente anaeróbia, existe correlação da potência máxima e da capacidade anaeróbia com o desempenho em subida, apesar de apresentarem menor correlação (r= -0,64 r= -0,57, p< 0,05). A principal conclusão do presente estudo é que, para além da necessidade de uma boa via aeróbia, a composição corporal é o fator mais determinante no desempenho em subida no ciclismo.
Cycling is a long-length duration realized in several sports, namely road, mountain bike and track. Road cycling and mountain biking use, along its stages, roads and mountain paths, which, by their distance and gradient, often dictate the winner of the competitions. Thus, the slope assumes an important determinant in the final performance. The purpose of this study is to identify which variables, laboratory-determined, that best predict success in climbing, in road cycling. To this end, 17 trained athletes (age of 33,4±8.2 years, body mass of 68.8±6.5 kg, height of 175.1±5.3 cm, BMI of 22.2±2.0 Kg/m2, fat mass percentage of 10.95±4.93 %, maximum oxygen consumption of 64,2±5.6 ml/kg/min and power value of 4 mmol/l of 271.2±29, 5 watt) were evaluated in the laboratory, in order to do an anthropometric characterization and evaluation of the energy pathways, and in an evaluation of the performance in uphill time trial, in field conditions. In the laboratory, the anthropometric evaluation consisted of determination of body height, body mass and body composition (skinfolds of subcutaneous adiposity and displaced air plethysmography), as well as the Jones & Pearson method (1969) for determination of lower limb volume. The athletes also performed the anaerobic force velocity test and, with the correct load, the Wingate anaerobic test to evaluate the anaerobic component, and the VO2max test with determination of the individual anaerobic threshold, to evaluate the aerobic component of each individual. Subsequently, the athletes performed an uphill time trail, with 5.6km and 6% slope, to evaluate individual performance. Spearman's non-parametric test was used to analyze the correlation between the uphill performance and the variables under study. The athletes who perform the highest average power, relative to the body mass, during the climb are the ones that perform better (less time) (r= -0,98 p= 0,000). The fat mass, both in percentage and in kilograms, was highly correlated with the uphill time (r= 0,85 and r= 0.88, p= 0,00), that is, the greater the fat mass, the greater the time spend to complete the uphill. Variables in absolute values are not correlated with performance (p> 0,05), but when they are relativized for body mass, their association is high. Thus, the most successful athletes in climbing are those with the maximal power of VO2max test (watt/kg, r = -0,86 p = 0,000), higher VO2max (ml/kg / min, r= -0,84 p = 0,000), highest anaerobic threshold (watt/kg, 4 mmol/l r=0,75, Dmax r= -0,82, LT r= -0,64, p< 0,01). In the anaerobic component, exist a significant correlation of peak power and anaerobic capacity with uphill performance, but with a lower correlation (r= -0,64 r = -0.57, p< 0,05). The main conclusion of the present study is that, in addition to the need of a good aerobic component, body composition is the most determinant factor in uphill performance in cycling.
Description: Dissertação de Mestrado em Treino Desportivo para Crianças e Jovens apresentada à Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física
URI: http://hdl.handle.net/10316/83914
Rights: closedAccess
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