Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/83590
Title: Infecções do tracto urinário na mulher : clínica, diagnóstico e tratamento
Authors: Luís, Joana Filipa Fontes 
Orientador: Parada, Belmiro
Mota, Alfredo
Keywords: infecção do tracto urinário; cistite; uretrite; pielonefrite; complicadas
Issue Date: Mar-2011
Abstract: As Infecções do tracto urinário representam o segundo processo infeccioso de maior incidência, a seguir às infecções respiratórias, no que se refere a infecções extra-hospitalares. Podem ocorrer em todas as faixas etárias e em ambos os sexos. No entanto, a sua incidência é maior na mulher do que no homem, principalmente, devido ao menor comprimento da uretra feminina e à maior proximidade entre a uretra e o recto. Cerca de 30% das mulheres, apresentam, pelo menos, um episódio de infecção do tracto urinário ao longo da vida. A infecção do tracto urinário resulta de uma resposta inflamatória do urotélio à invasão e multiplicação de agentes infecciosos. De acordo com a localização anatómica, podemos classificar as infecções do tracto urinário na mulher em superior - pielonefrite - e em inferior – cistite e uretrite. A infecção é classificada como complicada pela existência de uma ou mais condições predisponentes, que podem ser uma anomalia estrutural ou funcional do tracto urinário ou uma patologia subjacente. As bactérias são as principais responsáveis pelas infecções do tracto urinário, embora também possam estar envolvidos fungos, protozoários e vírus. A maioria das bactérias isoladas são Gram-negativas, sendo a Escherichia coli a mais prevalente (80 a 90% dos casos). A mais frequente e importante via de infecção é a via ascendente. A clínica de cistite aguda é muito sugestiva, caracterizando-se pela presença de sintomas do tracto urinário inferior, tais como dor suprapúbica, ardor, urgência miccional e polaquiúria. Na pielonefrite aguda, além dos sintomas mencionados, existe habitualmente febre, dor lombar ou no flanco e, por vezes, sintomas gerais (náuseas, vómitos e anorexia). A uretrite aguda caracteriza-se por corrimento uretral e ardor miccional. O diagnóstico de infecção do tracto urinário pode ser feito com elevada probabilidade baseado na clínica. Contudo, devem realizar-se alguns exames complementares, tais como a tira reactiva, a análise sumária da urina e a urocultura. O diagnóstico é, muitas vezes, confirmado pela urocultura. Os exames imagiológicos são, habitualmente, desnecessários. Nas infecções complicadas pode ser necessário realizar outros exames complementares, nomeadamente ecográficos, radiológicos, cintigráficos e endoscópicos, para identificação de condições subjacentes. O tratamento das infecções do tracto urinário consiste num regime de antibioterapia, que deve ser ajustado consoante o microorganismo isolado, as taxas de resistência deste aos antibacterianos e o quadro clínico do paciente. O sucesso terapêutico das infecções complicadas engloba sempre, além da antibioterapia eficaz, o tratamento da condição urológica subjacente ou de outras patologias pré-existentes
The urinary tract infections represent the second highest incidence of infectious process, after the respiratory infections, with regard to infections outside hospitals. They can occur in all age groups and both sexes. However, its incidence is higher in women than in men, mainly due to the shorter length of the female urethra and the proximity between the urethra and rectum. About 30% of women have at least one episode of urinary tract infection throughout life. A urinary tract infection results from an inflammatory response of the urothelium to the invasion and multiplication of infectious agents. According to the anatomical location, we can classify urinary tract infections in women in upper - pyelonephritis - and lower - cystitis and urethritis. The infection is classified as complicated by the existence of one or more predisposing conditions, which may be a structural or functional abnormality of the urinary tract or an underlying pathology. Bacteria are largely responsible for urinary tract infections, although fungi, protozoa and viruses may also be involved. Most of the isolated bacteria are Gram-negative bacteria, Escherichia coli being the most prevalent (80 to 90% of cases). The most frequent and important route of infection is the ascending route. The clinical presentation of acute cystitis is very suggestive, characterized by the presence of lower urinary tract symptoms such as suprapubic pain, burning urination, urinary urgency and pollakiuria. In acute pyelonephritis, in addition to the above mentioned symptoms, there may be also fever, back or flank pain and sometimes general symptoms (nausea, vomiting and anorexia). Urethritis is characterized by acute urethral discharge and burning urination. The diagnosis of urinary tract infection can be done with high probability based on clinical features. However, some additional tests may be needed, such as the reactive strip, the summary analysis of urine and urine culture. The diagnosis is often confirmed by urine culture. The imaging tests are usually unnecessary. In complicated infections it may be necessary to conduct further laboratory tests, including ultrasound, radiological, scintigraphic and endoscopic procedures for the identification of underlying conditions. The treatment of urinary tract infections is based on antibiotics, which must be adjusted depending on the microorganisms, the rates of resistance to antibacterials and the patient's condition. Successful treatment of complicated infections always involves, in addition to antibiotic therapy, effective treatment of underlying urological condition or other pre-existing conditions
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina área científica de Urologia, apresentado á Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/83590
Rights: openAccess
Appears in Collections:FMUC Medicina - Teses de Mestrado

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