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Title: Proficiência na produção de estruturas argumentais preposicionais por aprendentes de Português como Língua Não Materna
Authors: Lemos, Olga Kosaryga de 
Orientador: Rio-Torto, Graça Maria de Oliveira e Silva
Santos, Maria Joana de Almeida Vieira dos
Keywords: Estrutura Argumental Preposicional, Português como Língua Não Materna, Frequência, Preposição, Verbo; Prepositional Argument Structure, Portuguese as Non-Native Language, Frequency, Preposition, Verb
Issue Date: 20-Nov-2018
Place of publication or event: Coimbra
Abstract: O objetivo fundamental deste estudo é o de (dar a) conhecer o grau de proficiência que aprendentes de português como língua não materna (PLNM) apresentam no decurso do seu processo de aprendizagem da estrutura argumental preposicional (EAP) em português. Mais concretamente, pretende-se perceber se há correlação entre o nível de conhecimento (QECR) dos aprendentes de PLNM e a aprendizagem da EAP em português. Para tal, avalia-se através de inquéritos, propositadamente elaborados para o presente trabalho, se a frequência dos verbos e/ou das preposições das EAP têm peso positivo/negativo/nenhum ao longo do processo de aprendizagem dessas EAP, e se a frequência do input apresenta algum tipo de influência no desempenho dos alunos, no domínio em estudo. Pretende-se ainda conhecer que preposição é substituída e/ou omitida mais vezes pelos aprendentes de A1/ A2, B1, B2 e C1, e qual a preposição utlizada mais vezes por esses aprendentes para substituir as preposições pretendidas. Com o intuito de conhecer qual verbo/preposição/EAP se aprende com mais dificuldade/facilidade, a informação dos inquéritos foi analisada em função do nível do QECR dos aprendentes, da frequência dos verbos e de uma tipologia de ocorrências desviantes, formulada previamente. A análise dos dados empíricos revela que as EAP com as preposições de e em (as mais frequentes no português) não trazem muitos problemas aos alunos de A1/ A2 e B1. Ainda a preposição de foi a mais utilizada para substituir as adequadas. Os aprendentes de B2 e C1 mostram menos dificuldades nas EAP com a preposição com. Além disso, verifica-se que as EAP com a são a fonte das maiores dificuldades para todos os aprendentes, sendo também esta preposição a que é substituída com mais frequência pelos alunos. A preposição mais omissa foi por (em A1 e A2), provavelmente por ser pouco frequente nos níveis elementares. Verificou-se que a frequência dos verbos tem influência (positiva e negativa) ao longo de processo de aprendizagem das EAP. Em muitos casos, as EAP dos verbos mais frequentes são aprendidas com mais facilidade, enquanto as EAP dos verbos menos frequentes provocam mais problemas aos alunos de todos os níveis. Por outro lado, o sentido dos verbos (mais concreto ou mais abstrato) também tem um peso não negligenciável. Ou seja, as EAP dos verbos com sentidos mais concretos (de espaço, de tempo, de movimento) são mais facilmente assimiladas pelos alunos de PLNM – e como tal objeto de menos desvios –, enquanto as EAP dos verbos com sentidos abstratos (de crença, de atividade psicológica) são objeto de maior dificuldade. Constatou-se ainda que o input tem influência (positiva ou negativa) na proficiência dos alunos: as EAP encontradas com mais frequência no input são assimiladas com mais facilidade pelos alunos de PLNM e, pelo contrário, aquelas com as quais o contacto é menor provocam mais dificuldades. Por último, não há apenas um fator, mas vários, que ajuda(m) ou dificulta(m) a aprendizagem proficiente das EAP: a frequência das preposições/verbos/EAP e do input, o sentido das preposições e verbos, o contexto onde as EAP estão inseridas, o nível de proficiência linguística dos alunos e o seu conhecimento do mundo interferem no desempenho destes aquando da sua aprendizagem das EAP do PLNM.
The fundamental objective of this study is to know the degree of proficiency that learners of Portuguese as a Non-Native Language (PNNL) present in their learning process of the prepositional argument structure (PAS) in Portuguese. More specifically, the study aims to understand if there is a correlation between the level of knowledge of PNNL learners and the learning of Portuguese PAS. Through specially elaborated surveys, it assesses whether verb frequency and preposition frequency, amongst other factors, have a positive, a negative or no effect (at all) in the learning process of PAS, and if the frequency of input has some kind of influence on students’ choices. It also tries to establish which preposition is more often replaced or suppressed and what preposition is more used by these learners in order to replace the intended one. In order to know which verb/ preposition/ PAS is learned more easily / more difficulty, survey data was analyzed according to the level of the Common Reference Language Framework (CRLF) learning levels (CRLF A1, A2, B1, B2 and C1), verb frequency and types of deviant occurrence. Data analysis shows that PAS with the prepositions de and em (the most frequent prepositions in Portuguese) do not bring many problems to A1/ A2 and B1 students. In addition, de was also the most used preposition in order to replace others. B2 and C1 learners show less difficulties in PAS with the preposition com (which has a more concrete meaning). All PAS with a are very difficult for all learners and a has been replaced more frequently. Por was very often omitted by A1/ A2 learners, probably because it is less frequent at these learning levels. Verb frequency and meaning (more concrete / more abstract) also influence (positively and negatively) PAS learning processes. In many cases, the structure of the highest frequency verbs is learned more easily, whereas the structure of low frequency verbs entails more problems at all levels. Also, PAS of verbs with a more concrete meaning (space, time, movement) are more easily learned by students, while PAS of verbs with an abstract meaning (belief or physiological activity) are more difficult. Finally, high or low input also has some influence in PAS learning. PAS found with more frequency in the input don’t bring many problems to the students. On the contrary, less frequent PAS cause more difficulties. Overall, data show that learning of PAS in Portuguese does not depend on one factor alone, but rather depends on several intertwined factors: frequency of prepositions/ verbs/ PAS and input, PAS context, meaning of prepositions and verbs, students’ linguistic proficiency and their knowledge of the world.
Description: Tese de Doutoramento em Linguística do Português apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/83583
Rights: openAccess
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