Title: Microambiente Imunolögico Intra-Articular
Authors: Fonseca, Fernando Manuel Pereira da 
Orientador: Canha, Norberto
Rosa, Santos
Keywords: Cirurgia
Issue Date: 2002
Citation: FONSECA, Fernando Manuel Pereira da - Microambiente Imunolögico Intra-Articular. Coimbra, 2002.
Abstract: A articulação constitui uma unidade funcional e bioquímica constituída pela cartilagem articular, membrana sinovial e líquido sinovial, com "homeostasia" própria. Do ponto de vista imunológico corresponderá a um microambiente? A presença de células inflamatórias a nível intra-articular é escassa e apenas estudada em situações de patologia sistémica. No presente trabalho efectuou-se a pesquisa de células do sistema imuno-inflamatório através de uma lavagem intra-articular. Foram estudados 50 casos com patologia cartilagínea, meniscal ou ligamentar, que não apresentavam parâmetros de alterações imuno-inflamatórias sistémicas, controladas pela normalidade da V.S., C.R.P. e leucograma. Como controlo foi efectuada a determinação da DPPIV. Aos doentes englobados neste estudo foi feita uma colheita de sangue e líquido de lavagem articular. O líquido de lavagem foi filtrado, centrifugado e as células existentes no sobrenadante marcadas com anticorpos monoclonais de rato anti-humano anti CD3, CD4, CD8, CD19, CD56, CD25 e CD26 e posteriormente lidos em citometria de fluxo. Idêntico procedimento foi utilizado para o sangue. Em todos os líquidos de lavagem articular foi possível determinar a presença de linfócitos T, linfócitos B e células Natural Killer. Estas células existiam em pequena quantidade em termos absolutos, justificando-se a dificuldade de as encontrar com outros métodos. Destas as células T CD3 eram as mais frequentes, representando as células B e as Natural Killer uma população muito mais pequena. Das células CD3, cerca de 86% são positivas para o marcador CD4 ou CD8, sendo as restantes células duplamente negativas (CD4negCD8neg). As células Natural Killer representam menos de 10% do total das células encontradas, e, destas 1/3 são positivas para o marcador CD8. A comparação com o sangue confirmou a diminuição dos linfócitos B no líquido intra-articular, de acordo com as observações iniciais. Os linfócitos T encontravam-se em maior quantidade percentual no líquido articular, sendo esse aumento efectuado pelo aumento significativo dos linfócitos T citotóxicos e células duplamente negativas em contraste com a diminuição dos linfócitos T helper. Perante o número de variáveis em avaliação, procedeu-se a uma análise factorial que possibilita uma visão de conjunto das variações das sub-populações linfocitárias. Intra-articularmente determinaram-se dois perfis e a nível sanguíneo três perfis. Estes perfis não mostravam qualquer correlação com os perfis do líquido articular. Um deles (aumento da população linfocitária T, sobretudo dos linfócitos CD8) apresentava uma correlação positiva com a presença de alterações da cartilagem e a presença de macrófagos exprimindo o marcador CD14 na membrana sinovial, e outro (diminuição da população linfocitária B, aumento da população NK, e população linfocitária T) correlação positiva com a presença de alterações da cartilagem. Estas observações indiciaram que os meios estudados eram diferentes e enquanto a nível sistémico, apesar de os linfócitos sanguíneos estarem dentro dos valores normais, a determinação dos perfis mostrava que já havia uma resposta imunitária sistémica enquanto a nível intra-articular não existiam alterações. Todas as observações mostraram a presença de linfócitos a nível intra-articular, variando as diversas sub-populações de forma quantitativa e qualitativa relativamente ao sangue (ambiente sistémico), bem como exprimiam formas de reacção diversas perante o mesmo tipo de agressão, permitindo afirmar que o microambiente intra-articular não é só funcional e bioquímico, mas também imunológico.
URI: http://hdl.handle.net/10316/834
Rights: embargoedAccess
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