Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/82793
Title: SOMOS O QUE COMEMOS - A INFLUÊNCIA DA DIETA NO CANCRO COLORRETAL
Other Titles: CAN WE EAT TO PREVENT CANCER? THE INFLUENCE OF DIET ON COLORECTAL CANCER
Authors: Correia, Ana Rita Roxo Martins Caril 
Orientador: Tralhão, José Guilherme Lopes Rodrigues
Santos, Lélita Conceição
Keywords: Dieta Mediterrânica; Cancro Colorretal; Região Centro de Portugal; Fatores de risco,; MAI; Mediterranean Diet; Colorectal Cancer; Central Region of Portugal; Risk factors; MAI
Issue Date: 14-Mar-2018
Serial title, monograph or event: SOMOS O QUE COMEMOS - A INFLUÊNCIA DA DIETA NO CANCRO COLORRETAL
Place of publication or event: FMUC
Abstract: Introdução: A dieta e o estilo de vida desempenham um papel significativo no desenvolvimento do cancro. O tipo de dieta parece explicar cerca de 30% a 50% da incidência mundial de cancro colorretal (CCR). No entanto, dada a complexidade da etiologia, esta associação ainda não é bem entendida. A dieta mediterrânica é considerada um dos padrões alimentares mais saudáveis, cuja determinação é feita através de um índice de adesão denominado Mediterranean Adequacy Index (MAI). O objetivo principal deste trabalho foi perceber a influência da dieta na prevenção do CCR na população da Região Centro de Portugal.Métodos: O estudo foi realizado com 266 (164 controlo; 102 portadores de CCR) habitantes da Região Centro, submetidos a um questionário de frequência alimentar (QFA) que permitiu obter dados sobre o consumo de cada alimento e a sua conversão em nutrientes. O índice de MAI foi determinado dividindo a soma das percentagens de energia alimentar dos grupos de alimentos típicos da dieta mediterrânea pelas percentagens do grupo de alimentos não característicos.Resultados: A análise dos dados evidenciou um maior consumo de leite meio gordo, carnes vermelhas, carnes brancas e peixe, óleo, cereais, doces, hortaliças, legumes, frutas frescas e bebidas alcoólicas pelos indivíduos com CCR em comparação com os indivíduos controlo. Em relação aos hábitos alimentares chegou-se à conclusão que os indivíduos com diagnóstico de CCR estão mais horas sem comer e praticam menos exercício físico. No que diz respeito aos fatores de risco descritos para o CCR, os indivíduos com este diagnóstico são mais obstipados, e têm um valor de IMC que traduz excesso de peso. Foi elaborada análise multivariada recorrendo a um modelo de regressão logística, tendo demonstrado que os indivíduos são mais propensos a desenvolver CCR se forem obstipados e se estiverem mais horas sem comer entre as refeições.Discussão/Conclusão: Verificou-se através do cálculo do MAI que existem diferenças entre os grupos em estudo, apesar de apresentarem um baixo grau de adesão à dieta mediterrânica. Considera-se que o aumento do tamanho da amostra poderá permitir estabelecer relações mais evidentes entre o diagnóstico de CCR e o padrão alimentar da população da região centro.
Introduction: Diet and lifestyle play a significant role in the development of cancer. The type of diet seems to account for about 30% to 50% of the worldwide incidence of colorectal cancer (CRC). However, given the complexity of CRC etiology, this association remains poorly understood. The Mediterranean diet is considered one of the healthiest dietary habits. The adherence to Mediterranean diet can be determined through an index called Mediterranean Adequacy Index (MAI). This study aims to understand the influence of diet on the prevention of CRC in the population of the central region of Portugal.Methods: The study was carried out with 266 (164 control, 102 CRCs) inhabitants of the central region. A food frequency questionnaire (FFQ) was used to obtain data on the food consumption and its conversion into nutrients. MAI index was determined by dividing the sum of the percentage of total energy intake from typical Mediterranean food groups by the percentage of the total energy intake from non-typical Mediterranean food groups.Results: Data analysis showed a higher consumption of semi-skimmed milk, red meat, white meat and fish, oil, cereals, sweets, vegetables, fresh vegetables and alcoholic beverages by individuals with CRC in comparison with control subjects. Regarding the individuals' eating habits, it was concluded that individuals with a diagnosis of CRC have longer fasting periods and practice less exercise. Concerning the risk factors predisposing to CRC, individuals with CRC are more obstipated and have a BMI value corresponding to overweight. A multivariate analysis using a logistic regression model demonstrated that individuals are more likely to develop CRC if they are obstipated and if they skip more than one meal per day.Discussion / Conclusion: The MAI index values allowed us to conclude that there are differences between the groups under study, although both present a low degree of adherence to the Mediterranean diet. Increasing the sample size may allow establishing more evident relationships between the diagnosis of CRC and the food pattern of the population of the central region of Portugal.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/82793
Rights: openAccess
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