Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/82618
Title: Eficácia do NIDCAP na morbilidade neonatal e no neurodesenvolvimento – Scoping Review
Other Titles: NIDCAP efficacy in mortality and neurodevelopment - Scoping Review
Authors: Constante, Andreia Alexandra Duarte 
Orientador: Oliveira, Guiomar Gonçalves
Bernardo, Maria Cristina da Rocha Resende
Keywords: NIDCAP; Recém-nascido pré-termo; Cuidados intensivos neonatais; Morbilidade neonatal; Neurodesenvolvimento; NIDCAP; Premature infants; Neonatal intensive care; Neonatal morbidity; Child development.
Issue Date: 3-Apr-2017
Serial title, monograph or event: Eficácia do NIDCAP na morbilidade neonatal e no neurodesenvolvimento – Scoping Review
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Portugal
Abstract: Introdução: Os recém-nascidos (RN) pré-termo (RNPT) possuem um risco de morbilidade neonatal e de sequelas no neurodesenvolvimento, que está associado à imaturidade dos seus sistemas orgânicos, e é tanto maior quanto menor for a idade gestacional. O Programa Individualizado de Avaliação e Cuidados Centrados no Desenvolvimento do Recém-Nascido (NIDCAP) é um programa de intervenção que visa otimizar e adaptar os cuidados neonatais para RNPT reduzindo os riscos que lhe estão associados. Contudo, a investigação sobre os resultados deste programa NIDCAP não tem obtido dados consistentes.Objetivos: O objetivo deste trabalho é compreender e esclarecer se continua a ser esta a realidade em investigação recente e assim contribuir para melhor esclarecimento do papel do NIDCAP na morbilidade neonatal e no neurodesenvolvimento desta população.Material e métodos: Foi realizada uma Scoping review, seguindo as recomendações metodológicas do Joanna Briggs Institute. Para isso foi conduzida uma pesquisa da literatura em três bases de dados eletrónicas (MEDLINE, CINAHL e The Cochrane Library), usando conetores boleanos, para pesquisar os dois principais termos presentes no título e/ou resumo dos artigos: “NIDCAP”, “Newborn Individualized Developmental Care and Assessment Program”.Resultados: Foram incluídos onze estudos, dez abordaram o neurodesenvolvimento, cinco analisaram a morbilidade neonatal e quatro focaram ambos os temas. Na morbilidade neonatal verificou-se uma redução da taxa de incidência de displasia broncopulmonar, da sua gravidade e do número de dias de internamento no grupo submetido ao NIDCAP. Em relação à hemorragia peri/intraventricular de grau superior ou igual a 3; à sépsis com hemocultura positiva; à retinopatia da prematuridade de grau superior ou igual a 3 e número de dias de ventilação invasiva os resultados foram contraditórios, na sua maioria não foram detetadas diferenças estatisticamente significativas. Relativamente ao neurodesenvolvimento, no que diz respeito à avaliação neurocomportamental, neuroestrutural, neurofisiológica e neuropsicológica, as evidências de inconsistências foram superiores, porém, os RNPT submetidos ao NIDCAP mostraram melhor regulação dos sistemas neurovegetativo, motor e de autorregulação avaliados pelo Assessment of Preterm Infant’s Behavioral (APIB). Apresentaram um cérebro estruturalmente mais maduro, no estudo por RM cerebral e uma melhoria neurofisiológica com redução da conectividade entre múltiplas regiões cerebrais no estudo por EEG. Os índices do desenvolvimento mental e motor avaliados pela escala de Bayley II aos 24 meses, foram também significativamente superiores no grupo de RNPT abordado pelo NIDCAP. Os dois estudos de seguimento em ex-RNPT aos oito e nove anos de idade mostraram um melhor desempenho de controlo mental, atenção, processamento integrativo no domínio visuoespacial e superioridade na função executiva no grupo submetido ao NIDCAP. Conclusão: Apesar dos enormes avanços nos cuidados neonatais no apoio ao desenvolvimento do RN de alto risco, a inconsistência na definição e na operacionalização dos cuidados de desenvolvimento, incluindo o próprio método NIDCAP, continua a ser uma preocupação que limita a realização de comparações sistemáticas.
Introduction: Preterm newborns (PTNBs) have a risk of neonatal morbidity and sequelae in neurodevelopment that is associated with the immaturity of their organic systems, and is greater the risk the lower the gestational age. The Newborn Individualized Development Care and Assessment Program (NIDCAP) is an intervention program that aims to optimize and adapt neonatal care for PTNBs and thereby minimize the risks associated with the weaknesses of this particular group of newborns. Research on NIDCAP has presented inconsistent results. Purpose: The objective of this work is to understand and clarify if this is still the reality in recent research and thus contribute to further clarification of the role of NIDCAP in neonatal morbidity and neurodevelopment in this population.Material and Methods: A Scoping review was carried out following the methodological recommendations of the Joanna Briggs Institute. For that a research of the literature in three electronic databases (MEDLINE, CINAHL and The Cochrane Library) was conducted, using Boolean connectors, to search for two main terms present in the title and / or summary of the articles: "NIDCAP", "Newborn Individualized Developmental Care and Assessment Program".Results: Eleven studies were included, ten addressed neurodevelopment, five analyzed neonatal morbidity and four focused on both themes. Within the neonatal morbidity, there was a reduction in the rate of incidence of bronchopulmonary dysplasia, its severity and the number of days of hospitalization in the group submitted to NIDCAP. In relation to peri / intraventricular hemorrhage grade higher or equal to 3; sepsis with positive blood culture; preterm retinopathy grade three or more and number of days of invasive ventilation, the results were contradictory, for the most part no statistically significant differences were detected. Regarding neurodevelopment in relation to neurobehavioral, neurostructural, neurophysiological and neuropsychological evaluation, the evidence of inconsistencies was superior, however NIDCAP newborn infants showed better regulation of the neurovegetative, motor and self-regulation systems evaluated by the Assessment of Preterm Infant's Behavioral (APIB). They presented a structurally more mature brain in the brain MRI study and a neurophysiological improvement with reduced connectivity between multiple brain regions in the EEG study. Mental and motor development indexes assessed by the Bayley II scale at 24 months were also significantly higher in the NIDCAP group. The two follow-up studies of ex-PTNB at eight and nine years of age obtained better performance of mental control, attention, integrative processing in the visuospatial domain and superiority in the executive function In the group submitted to NIDCAP. Conclusion: Despite the enormous advances in neonatal care in supporting the development of high-risk newborns, inconsistency in the definition and operationalization of developmental care, including the NIDCAP method itself, remains a current concern that limits systematic comparisons.
Description: Trabalho de Projeto do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/82618
Rights: embargoedAccess
Appears in Collections:UC - Dissertações de Mestrado

Files in This Item:
File Description SizeFormat Login
Andreia Constante Tese NIDCAP.pdf1.16 MBAdobe PDFEmbargo Access    Request a copy
Show full item record

Page view(s) 50

715
checked on Oct 13, 2021

Download(s) 50

405
checked on Oct 13, 2021

Google ScholarTM

Check


This item is licensed under a Creative Commons License Creative Commons