Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/82272
Title: Razões para a MGF menos prescrever farmacologicamente para as queixas da pessoa
Other Titles: Reasons for less drug-prescription for person´s complaints in general practice
Authors: Bernardes, André Filipe Valente 
Orientador: Simões, José Augusto Rodrigues
Santiago, Luiz Miguel de Mendonça Soares
Keywords: MEDICINA GERAL E FAMILIAR (MGF); PRESCRIÇÃO; MEDICAMENTOS; general practice; prescription; Drugs
Issue Date: 8-Jun-2018
Serial title, monograph or event: Razões para a MGF menos prescrever farmacologicamente para as queixas da pessoa
Place of publication or event: Coimbra, Portugal
Abstract: Introdução: Em prévio de trabalho final de mestrado integrado em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (verificou-se que existe uma significativa maior discordância na especialidade de Medicina Geral e Familiar para prescrever para os objetivos do doente quando comparada com as outras especialidades (médicas e cirúrgicas).Objetivo: Perceber razões para os especialistas em Medicina Geral e Familiar menos prescreverem farmacologicamente para as queixas da pessoa, avaliando as diferenças por faixa etária, género e tipo de unidade de trabalho.Métodos: Estudo populacional observacional com dados anonimizados a partir de um questionário on-line aplicado em janeiro de 2018 aos Especialistas inscritos na Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos. O questionário foi produzido após várias fases com inicial Focus Group para a obtenção de ambientes de perguntas a partir dos quais foi organizado um questionário a ser aplicado a 32 médicos especialistas para saber de consistência interna, fiabilidade, tempo de preenchimento e dificuldade e perceção das perguntas, verificando-se assim o número de questões a colocar.Resultados: Foram obtidas 147 respostas, das quais 97 válidas, sendo, destas, de <35 anos n=14 (14,6%), ≥ 35 e < 55 anos n=31 (32,3%) e ≥ 55 anos n= 52 (53,1%), do sexo feminino n=48 (49,5%) e de UCSP n=43 (44,3%). As razões mais escolhidas foram “Exigência de seguir “Guidelines” e “Normas de Orientação Clínica” (74,3%); “Querer evitar o erro” (71,4%) e “Reconhecer que recursos não-farmacológicos limitados impedem atingir os objetivos do doente” (70%). Para a variável “Sexo” três questões apresentaram significância (p<0,05), tendo o sexo masculino escolhido mais P1 (“Ausência de formação em Medicina Centrada na Pessoa”); P2 (“Pensamento médico3mais racional na doença, em vez de na pessoa”) e P3 (“Dificuldades na realização do modelo partilhado de responsabilidades”). Para as variáveis “Grupo Etário” e “Local de trabalho” não houve significância demonstrada.Discussão: Não sendo conhecidos outros resultados com os quais comparar os presentes existe algum grau de concordância com todas as razões neste estudo, sendo que para três destas a proporção de concordância é superior relativamente às restantes. Pode ser benéfico desenvolver estratégias de combate às razões referidas, promover formação em medicina baseada na pessoa; transmitir que o erro em medicina serve para evitar que este se repita; oferecer mais liberdade ao médico de MGF quanto à escolha do tratamento para o doente caso a caso e incrementar recursos não-farmacológicos nos centros de saúde.Conclusões: razões do foro comportamental e de obrigação para cumprir indicadores e Normas da Direcção Geral da Saúde parecem ser as razões para os especialistas em Medicina Geral e Familiar menos prescreverem farmacologicamente para as queixas da pessoa. O sexo masculino concorda mais com uma prática médica centrada na pessoa e e interação médico doente. Não se verificou diferença em função do grupo etário nem do tipo de unidade de cuidados de saúde primários em que o médico trabalha. Recomenda-se o desenvolvimento de estratégias de combate às razões referidas na tentativa de atingir os objectivos do doente na totalidade.
Background: In a previous master's degree in medicine at the Faculty of Medicine of the University of Coimbra, there was a greater disagreement in the specialty of General Practice/Family Medicine to prescribe for the patient's goals when compared to other specialties (Medical and Medico-surgical).Objective: To find the reasons for less drug-prescription for a person's complaints in General and Family Medicine, assessing the differences by age group, gender and unit of work.Methodology: Observational population study with anonymized data from an online questionnaire applied in January 2018 to the Experts enrolled in the Regional Section of the Center of the Physicians'. The questionnaire was produced after several phases beginning with a Focus Group to obtain question environments from which a questionnaire was organized to be applied to 32 medical specialists to know of internal consistency, reliability, time of completion and difficulty and perception of questions, thus verifying the number of questions to be askedResults: A total of 147 responses were obtained, of which 97 were valid, <35 years n = 14 (14.6%), ≥35 and <55 years n = 31 (32.3%) and ≥55 years n = 52 (53.1% ); females n = 48 (49.5%) and UCSP n = 43 (44.3%). The most chosen reasons were "The need to follow "Guidelines" and " Norms for Clinical Guidance " (74.3%); "Want to avoid error" (71.4%) and "Recognize that limited non-pharmacological resources prevent reaching the patient's goals" (70%). For the variable "Sex" questions 1,2 and 3 presented significance (p <0.05), where males have chosen more P1 (“Absence of Person-Centred Medicine training”); P2 (“More rational medical thinking in the disease, rather than in the person”) and P3 (“Difficulties in following the shared model of responsibilities”).5For the variables "Age group" and "Work place" there was no demonstrated significance.Discussion: Since there are no other results with which to compare the present ones, there is some degree of agreement with all the reasons in this study, and for three of these the concordance ratio is higher than the others. It may be beneficial to develop strategies to combat these reasons, to promote training in person-centered medicine; to transmit that the error in medicine serves to prevent it from repeating itself; provide more freedom for the general practitioner to choose patient treatment on a case-by-case basis and to increase non-pharmacological resources in health facilities.Conclusions: Reasons for the behavioral and obligation forum to comply with indicators and standards of the Directorate General for Health seem to be the reasons for the specialists in General and Family Medicine less prescribing pharmacologically for the complaints of the person. The male sex agrees more with a person-centered medical practice and ill medical interaction. There was no difference based on the age group or the type of primary care unit in which the physician works. It is recommended to develop strategies to combat the reasons mentioned in the attempt to reach the patient's goals in full.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/82272
Rights: openAccess
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