Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/82247
Title: CONHECIMENTOS SOBRE CUIDADOS PREVENTIVOS EM ALUNOS DOS 3º E 6º ANOS DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA
Other Titles: KNOWLEDGE OF PREVENTIVE CARE IN MEDICAL STUDENTS AT THE UNIVERSITY OF COIMBRA
Authors: Rodrigues, Filipa Alexandra Nunes 
Orientador: Caniço, Hernâni Pombas
Caetano, Inês Rosendo Carvalho e Silva
Keywords: Conhecimento; Estudantes; Medicina Preventiva; Knowledge; Preventive Medicine; Students
Issue Date: 22-May-2017
Serial title, monograph or event: CONHECIMENTOS SOBRE CUIDADOS PREVENTIVOS EM ALUNOS DOS 3º E 6º ANOS DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Introdução:A Medicina Preventiva tem como objetivo a melhoria e manutenção do estado de saúde de indivíduos assintomáticos. Porém, estudos recentes revelam existir uma falta de conhecimentos significativa nesta área, em particular na prevenção quaternária, o que leva ao aumento do sobrediagnóstico e do sobretratamento. O objetivo deste estudo é analisar o conhecimento dos estudantes de Medicina, da Faculdade de Medicina, da Universidade de Coimbra sobre as recomendações de caráter preventivo baseadas na evidência e avaliar a evolução na sua aquisição ao longo do curso. Métodos: Um estudo observacional e transversal foi feito com uma amostra de conveniência constituída por alunos dos 3.º e 6.º anos do Mestrado Integrado em Medicina, da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Foi-lhes distribuído um inquérito, adaptado de outro já anteriormente utilizado com profissionais de medicina geral e familiar, com o intuito de averiguar a concordância das ideias dos alunos nesta área com as recomendações da United States Preventive Services Task Force (USPSTF) e da American Diabetes Association (ADA).Foi realizada estatística descritiva e inferencial com testes do qui-quadrado e estudada a diferença entre as respostas corretas a cada pergunta entre o 3.º e 6.º anos. Resultados:A amostra era de 252 alunos, destes 137 eram do 3.º ano e 115 do 6.º ano.Às 32 perguntas sobre a utilidade da realização dos processos preventivos, a maioria dos alunos respondeu corretamente a 20. Houve 13 áreas em que se obtiveram significativamente melhores valores no 6.º do que no 3.º ano. Verificou-se o contrário em apenas 2: no aconselhamento de exercício físico a doentes sedentários mulheres (p=0.039) e na realização de toque retal (p=0.001).Às perguntas sobre a periodicidade das intervenções, a maioria dos alunos do 6.º ano respondeu acertadamente apenas a uma, considerando um intervalo de tempo mais frequente do que o recomendado em 6 áreas e menos frequente em 2. A menor concordância com as recomendações verificou-se para a medição dos níveis séricos de colesterol no homem, onde apenas 0.9% dos alunos responderam corretamente. Os alunos do 3.º ano responderam corretamente em 2, e consideraram um intervalo de tempo mais frequente do que o recomendado em 7. Nas perguntas sobre a medição dos níveis séricos de colesterol no homem e a medição da glicose em jejum na mulher nenhum dos alunos acertou na periodicidade correta. Houve uma diferença estatisticamente significativa com melhores resultados no 6.º ano em quatro situações e piores em uma situação.Discussão:Os conhecimentos dos alunos têm muitas discrepâncias em relação às recomendações da USPSTF e da ADA, ainda mais quando é tida em conta a periodicidade em que as intervenções deveriam ser realizadas. Na maioria das vezes, os alunos consideraram o tempo de intervalo entre intervenções mais curto do que o recomendado, tornando necessário o debate sobre a prevenção quaternária. Parece haver, no entanto, uma melhoria nos conhecimentos sobre intervenções de caráter preventivo após os anos clínicos do curso.Conclusão:Os estudantes de Medicina, da Universidade de Coimbra, têm baixo nível de conhecimentos gerais sobre recomendações de caráter preventivo. Contudo, parece haver melhoria destes durante o curso. É essencial a formação dos estudantes em cuidados preventivos e especialmente na prevenção quaternária.
Introduction:Preventive Medicine aims to improve and maintain the health status of asymptomatic individuals. However, recent studies show that there is a significant lack of knowledge in this area, particularly in quaternary prevention, which leads to an increase in overdiagnosis and overtraining.The objectives of this study are to analyze the knowledge of medical students in the Faculty of Medicine at the University of Coimbra regarding evidence based recommendations and evaluate the evolution of the acquisition of this knowledge throughout the course.Methods:An observational and cross-sectional study was carried out with a convenience sample consisting of students from the 3rd and 6th years in the Faculty of Medicine at the University of Coimbra. They were given a survey adapted from a survey previously used with family practitioners, to ascertain the concordance of the students' knowledge in this area with the recommendations of the United States Preventive Services Task Force and the American Diabetes Association.Descriptive and inferential statistics were performed using chi-square tests and the difference between the correct responses to each question between the 3rd and the 6th years was studied.Results:The studied sample consisted of 252 students, of these 137 were 3rd year medical students and 115 were 6th year medical students .With regards to the 32 questions concerning the usefulness of carrying out the preventive processes the majority of the students answered 20 questions correctly.There were 13 areas where there were significantly better results in the 6th year than the 3rd. The opposite was found in only 2 areas: physical exercise counseling for sedentary female patients (p = 0.039) and performing a rectal exam (p = 0.001).With regards to the questions concerning the correct frequency in which interventions should be carried out, the majority of 6th year students only answered correctly once, considering a more frequent need than recommended in 6 areas and less frequent in 2. The worst result arose when students were questioned on the measurement of serum cholesterol levels in men, where only 0.9% of the students answered correctly. The 3rd year students answered correctly in 2, and considered a more frequent need than recommended in 7. In survey questions regarding the measurement of serum cholesterol levels in men and the measurement of the level of fasting blood glucose in women no participants responded with the correct periodicity. Furthermore, there was a statistically significant difference between the 3rd and 6th year students with more correct responses in the 6th year in four situations and comparatively less correct responses than the 3rd year students in one situation.Discussion:There are many discrepancies between the students' knowledge and the recommendations of the United States Preventive Services Task Force and the American Diabetes Association, especially when the timing for the interventions is taken into account. Quite often, students believe there are shorter intervals between interventions than actually recommended, necessitating the debate regarding quaternary prevention. However, there seems to be an improvement after the clinical years of the course.Conclusion:Medical students at the University of Coimbra have a low level of knowledge in preventive recommendations. However there seems to be improvement during the course. The training of students in preventive care, especially quaternary prevention, is essential.
Description: Trabalho de Projeto do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/82247
Rights: embargoedAccess
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