Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/82161
Title: Emergência Médica em Coimbra e Rijeka - uma realidade diferente?
Other Titles: Emergency Medicine in Coimbra and Rijeka - a different reality?
Authors: Oliveira, Daniela dos Santos 
Orientador: Ribeiro, Carlos Alberto Fontes
Keywords: medicina de emergência; serviço hospitalar de emergência; sistemas de triagem; Coimbra; Rijeka; emergency medicine; emergency service, hospital; triage systems; Coimbra; Rijeka
Issue Date: 11-Dec-2017
Serial title, monograph or event: Emergência Médica em Coimbra e Rijeka - uma realidade diferente?
Place of publication or event: Klinicki Bolnicki Centar Rijeka, Hospitais da Universidade de Coimbra
Abstract: Em agosto de 2016, realizei um estágio clínico em Emergência Médica (EM) no Klinicki Bolnicki Centar Rijeka (KBCR), Croácia, integrado num programa de intercâmbios profissionais que visa proporcionar aos estudantes de medicina a possibilidade de experimentarem, em todo o mundo, sistemas de saúde e de educação diferentes, contribuir para a sua educação e desenvolvimento pessoal e fornecer uma plataforma para cooperações futuras entre si e profissionais de saúde. Para além deste, em maio de 2017, efetuei também um estágio no serviço de urgência (SU) dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), Portugal.Neste relatório, foram apontadas as principais diferenças entre Portugal e Croácia no que toca ao exercício da especialidade de EM e aos sistemas de triagem utilizados; foi feita uma descrição crítica da experiência em ambos os hospitais com vista à comparação dos seus SU no que toca à distribuição, equipas e tipo de material disponível; e por fim, fez-se uma análise descritiva dos doentes que recorreram aos SU e uma análise estatística de vários tempos de espera e do tempo de permanência, de cada SU, no período de 1 a 31 de maio de 2017. Foram utilizados os programas IBM SPSS Stastistics 24 e Microsoft Excel 2016. Constatou-se que no KBCR utilizaram a Escala Australasiana de Triagem e nos HUC o Sistema de Triagem de Manchester. Ao contrário dos HUC, o SU do KBCR tinha especialistas em EM pelo que o recurso a médicos de outras especialidades era mais limitado. O SU dos HUC estava menos degradado, mais organizado e dispunha de todas as especialidades, ao contrário do KBCR. Para além disto, o SU dos HUC era de muito maiores dimensões, apresentava um ambiente de trabalho mais stressante, possuía um maior número de profissionais e teve maior afluência de doentes. Nos HUC a maior percentagem de doentes foi do sexo feminino, no KBCR foi masculino. Em ambos os SU, a média de idades dos doentes foi de 56 anos e a maioria dos doentes teve alta. Faleceram mais doentes nos HUC. Nos HUC a maioria dos doentes foi triada como “amarelo” e no KBCR como “3”. As médias do tempo de espera da triagem à observação médica nos HUC não foram de acordo com o estipulado nos doentes triados como “vermelho” e “laranja” e no KBCR nos das categorias “4” e “5”. Verificaram-se valores superiores nos HUC em todos os tempos de espera e no tempo de permanência do SU. Portugal é hoje um dos poucos países da União Europeia que não reconhece a EM como especialidade, o que terá de mudar num futuro próximo. Perante os resultados, os HUC deverão repensar a formação profissional das suas equipas no que toca à EM e ao modo de funcionamento do SU podendo ter por base o modelo do KBCR.
In August 2016, I participated in an emergency medicine (EM) clinical clerkship at the Klinicki Bolnicki Centar Rijeka (KBCR), Croatia, that is integrated into a professional exchange program which aims to provide medical students the possibility to experiment different health and education systems, contribute to their education and personal development and provide a platform for future cooperations among medical students and between them and health professionals around the world. After this, in May 2017, I did an internship at the emergency department (ED) of Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), Portugal.In this report, the main differences between Portugal and Croatia regarding the specialty of EM and the triage systems used were pointed out. A critical description was made of the experience in both hospitals in order to compare their ED according to the distribution, teams and type of material available. And, finally, a descriptive analysis was performed on the data related to the patients that entered the EDs and a statistical analysis was made about the different waiting times and the dwell time of each ED during the period from May 1 to 31, 2017. The programs used were IBM SPSS Stastistics 24 and Microsoft Excel 2016.It was found that in KBCR they used the Australasian Triage Scale and in HUC they apply the Manchester Triage System. Unlike HUC, the ED of KBCR had EM specialists so the use of physicians from other specialties was more limited. The ED of HUC was less degraded, more organized and had all the specialties, unlike the KBCR. The ED of HUC was much bigger, had a more stressful work environment, had a larger number of professionals and there was a greater affluence of patients. In HUC the highest percentage of patients was female, at KBCR it was male. In both EDs, the mean age of the patients was 56 years old and the majority of the patients were discharged. More patients died in the HUC. In HUC the majority of patients were triaged as "yellow" and in KBCR as "3". Taking into account the average waiting time from triage to first medical observation, the HUCs did not met the criteria for patients classified as "red" and "orange" and the KBCRs for "4" and "5" categories. Higher values were observed in the HUC’s ED at all waiting times and in the dwell time. Nowadays, Portugal is one of the few countries of the European Union that does not recognize EM as a specialty, this will have to change in the near future. Taking the results into account, HUC should rethink the professional training of their teams in relation to EM specialty and the way the ED operates, this operation can be based on the KBCR model.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/82161
Rights: closedAccess
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