Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/82136
Title: THE EFFECTS OF VITAMIN B12 SUPPLEMENTATION IN ELDERLY PATIENTS
Other Titles: EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINA B12 EM PACIENTES IDOSOS
Authors: Costa, Ruben Mendonça 
Orientador: Verissimo, Manuel Teixeira Marques
Keywords: vitamina B12; suplementos nutricionais; idoso; idoso de 80 anos ou mais; vitamin B 12; dietary supplements; aged; aged, 80 and over
Issue Date: 15-Jun-2018
Serial title, monograph or event: THE EFFECTS OF VITAMIN B12 SUPPLEMENTATION IN ELDERLY PATIENTS
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: A tendência para o envelhecimento da população é uma realidade e só irá aumentar com o tempo. Assim, encontrar métodos seguros e económicos que melhorem a qualidade de vida nas idades mais avançadas é de grande importância. A nutrição tem um papel fundamental na saúde em todas as faixas etárias e regiões demográficas. As alterações fisiológicas inerentes ao envelhecimento aumentam o risco de desnutrição no idoso.Entre os vários micronutrientes essenciais ao corpo humano, a vitamina B12 – também conhecida por cobalamina – tem um papel significativo. O seu défice pode levar a disfunção hematológica e neurológica, e pode ter outras consequências ainda não estabelecidas. O aumento da homocisteína, frequentemente causado por um défice de vitamina B12 é, também, considerado um fator de risco para múltiplas doenças. Pode ser um desafio diagnosticar este défice, visto que os biomarcadores atualmente disponíveis, como os níveis séricos de vitamina B12 e as concentrações de homocisteína, podem não ser tão sensíveis como se espera.A suplementação com vitamina B12 oral ou intramuscular é uma prática comum quando o défice está confirmado ou na presença de sintomas. Entretanto, propôs-se que pode haver benefícios em suplementar vitamina B12 em idosos assintomáticos com níveis séricos normais, visto que pode haver uma deficiência funcional subjacente. Poderá haver benefícios em diminuir as concentrações de homocisteína com vitamina B12. Os grupos de maior risco, como os idosos, vegans e diabéticos medicados com metformina, devem ser os que mais beneficiam com suplementação de forma preventiva.É claro que, na grande maioria dos estudos com suplementação de vitamina B12, se verifica um aumento dos níveis séricos de vitamina B12 e uma diminuição da homocisteína sérica, mesmo em doentes com anemia perniciosa ou a realizar hemodiálise. Entretanto, outros biomarcadores, como a holotranscobalamina II e o ácido metilmalónico, parecem ser mais sensíveis em detetar alterações nos níveis de vitamina B12.Entre os estudos que relacionam a ocorrência ou risco de doença com suplementação, os resultados são contraditórios. As melhorias mais consistentes com a suplementação são no domínio cardiovascular, que analisam fatores de risco quantitativos para avaliar melhorias. Outras alterações, como função cognitiva, depressão, função neurológica e risco de fratura dão conclusões mais contraditórias, apesar da correlação positiva se verificar nos estudos mais pequenos e menos fiáveis.No espetro dos efeitos negativos, o mais notável é a associação entre a suplementação de vitamina B12 e o risco de neoplasia. Entretanto, nenhum destes estudos recorre apenas à suplementação exclusiva com vitamina B12, envolvendo outras vitaminas como a vitamina B6 e o ácido fólico. Isto salienta a necessidade de novos estudos que relacionem a suplementação de vitamina B12 com o risco de cancro.Em conclusão, a suplementação de vitamina B12 aumenta a sua concentração e baixa os níveis séricos de homocisteína, apesar dos benefícios associados não serem claros. São necessários mais estudo em idosos assintomáticos e, antes da suplementação neste grupo de risco ser recomendada de forma universal, a associação entre a suplementação de vitamina B12 e o risco de cancro precisa de ser aprofundada.
The trend of an aging population is already a reality, and will only increase with time. Therefore, finding safe and inexpensive methods to increase quality of life in later years is of great importance. Nutrition plays a vital role in maintaining health in all ages and demographics, and the physiological aging process places the elderly at a greater risk of undernutrition.Among the many micronutrients essential to the human body, vitamin B12 – also known as cobalamin – plays a significant role. Deficiency can lead to haematological and neurological dysfunction, and may have other consequences not yet established. The increase in serum homocysteine, often caused by a vitamin B12 deficiency, is also considered a risk factor for several diseases. Yet it can be a challenge to diagnose said deficiency, as biomarkers currently in use, including serum vitamin B12 levels and homocysteine concentrations, may not be as sensitive in detecting a functional deficiency as may be currently expected.Supplementation with oral or intramuscular vitamin B12 is common practice when a vitamin B12 deficiency is confirmed, or symptoms have already begun to manifest. However, it was proposed that there may be benefits to supplementing vitamin B12 in asymptomatic elderly individuals with normal serum levels, as there may be an underlying functional deficiency. There may also be some advantages to lowering homocysteine concentrations with vitamin B12. Those at most risk, such as the elderly, vegans, and diabetics medicated with metformin, should benefit the most from this preventative supplementation.It is clear in almost all studies involving vitamin B12 supplementation that there is a significant increase in serum vitamin B12 and decrease in serum homocysteine, even in patients with pernicious anaemia or undergoing hemodialysis. Yet other biomarkers, such as holotranscobalamin II and methylmalonic acid, appear to be more sensitive in detecting changes in vitamin B12 levels.Among the studies relating disease occurrence or risk with supplementation, results are often contradictory. The most consistent improvements with supplementation are in the cardiovascular trials, which use quantitative risk factors to detect improvements. Other changes, such as cognitive function, depression, neurological function, and fracture risk produce mixed results, although positive results are more commonly seen among the smaller, less reliable trials.In terms of negative effects, the most notable results are among those investigating an association between vitamin B12 supplementation and cancer risk. However, none of these trials involve vitamin B12 monotherapy, involving other vitamins such as vitamin B6 and folic acid. This underlines the need for trials investigating the risk of cancer with exclusive vitamin B12 supplementation.In conclusion, vitamin B12 supplementation clearly lowers serum homocysteine, although the benefits provided from improved vitamin B12 status and lowered homocysteine are not completely clear. Further study is needed into the benefits in asymptomatic elderly, and before universal supplementation among this high-risk demographic can be recommended, the association between cancer and vitamin B12 supplementation needs to be analysed.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/82136
Rights: openAccess
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