Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/82091
Title: The lifestyle influence on alcoholic pancreatitis versus alcoholic liver disease: a case-control study
Other Titles: A influência do estilo de vida na pancreatite alcoólica versus doença hepática alcoólica: um estudo caso-controlo
Authors: Canha, Maria Inês Silvestre Rêgo 
Orientador: Paiva, Bárbara Cecília Bessa dos Santos Oliveiros
Figueiredo, Pedro Manuel Narra
Keywords: Doença hepática alcoólica; Pancreatite alcoólica; Estilo de vida; Álcool; Tabaco; Alcoholic liver disease; Alcoholic pancreatitis; Lifestyle; Alcohol; Smoking
Issue Date: 25-May-2017
Serial title, monograph or event: The lifestyle influence on alcoholic pancreatitis versus alcoholic liver disease: a case-control study
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Centro Hospitalar Universitário de Coimbra
Abstract: Introdução e objectivo do estudo: A doença hepática alcoólica (DHA) e a pancreatite alcoólica (PAL) constituem uma grande parte da morbilidade e mortalidade atribuídas ao álcool no mundo. Apesar do seu agente etiológico comum, o alcoolismo, estas patologias apenas se desenvolvem numa minoria de indivíduos e a sua ocorrência em simultâneo é rara. Estas diferenças podem ser atribuídas a uma combinação de factores, tais como susceptibilidade individual e estilo de vida dos doentes, incluindo os seus hábitos etílicos, tabágicos e alimentares. O objectivo do nosso estudo é, portanto, comparar doentes com DHA ou PAL em relação ao estilo de vida dos mesmos, a fim de avaliar se existe uma associação entre os seus hábitos e o desenvolvimento das referidas patologias. Métodos: Este estudo caso-controlo incluiu oitenta doentes com antecedentes de perturbação de uso do álcool, que frequentaram o Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, e que foram subdivididos nos seguintes grupos: DHA (n=34), PAL (n=21) e um grupo controlo (n=25), sem evidência clínica de doença hepática ou pancreática. Os participantes do estudo foram não só entrevistados em relação aos seus hábitos de consumo etílico, tabágico e alimentação, como também submetidos a um breve exame objectivo. Os autores tiveram ainda acesso aos exames complementares de diagnóstico dos doentes, nomeadamente dados analíticos, imagiológicos e endoscópicos. Resultados: A nossa população incluiu 10 indivíduos do sexo feminino e 70 indivíduos do sexo masculino com uma idade média de 57.03 ± 9.83 anos, sendo os indivíduos cirróticos do grupo DHA significativamente mais velhos que os indivíduos dos outros grupos. A quantidade de álcool puro consumida, tanto diária (em gramas por dia) como ao longo da vida (em quilogramas), foi significativamente diferente entre os doentes dos grupos DHA e PAL (p=0.018 e p=0.009, respectivamente). Estas quantidades eram maiores no grupo DHA em relação ao grupo PAL, não existindo diferenças estatisticamente significativas em relação ao grupo controlo. Não foram encontradas diferenças em relação ao tipo de bebidas alcoólicas predominantemente consumidas e ingestão de álcool fora das refeições. Em todos os grupos existia uma elevada percentagem de indivíduos fumadores, com uma prevalência significativamente superior e consumos mais marcados no grupo PAL. Houve também diferenças significativas (p<0.001) em relação ao hábitos alimentares antes do início da doença, com o grupo de DHA a relatar uma dieta menos abundante e o de PAL uma dieta mais abundante no passado, enquanto que a maioria dos indivíduos do grupo controlo declarou não ter alterado a sua alimentação. No geral, o nosso grupo controlo tinha bastantes características semelhantes aos grupos de doença, nomeadamente o grupo de DHA, com hábitos etílicos e tabágicos similares. Conclusão: Existe uma associação entre o estilo de vida e as DHA e PAL, com diferenças significativas em relação aos hábitos etílicos, tabágicos e alimentares entre os nossos grupos de estudo. Estas não foram, no entanto, consideradas suficientes para explicar a susceptibilidade dos nossos doentes para o desenvolvimento de uma ou outra patologia, alertando-nos para a importância de estudos futuros nesta área tendo em conta aspectos tanto ambientais como genéticos.
Background and purpose: Alcoholic liver disease (ALD) and alcoholic pancreatitis (ALP) constitute the major share of alcohol-related morbidity and mortality in the world. Despite their common causative agent, alcoholism, they only develop in a minority of subjects and their concomitant occurrence is rare. These differences are attributed to a combination of both individual susceptibility and lifestyle aspects, such as drinking, smoking and eating habits of individuals. The aim of this study was to compare patients with ALD or ALP with respect to their lifestyle, to assess whether there is an association between their habits and the development of these diseases. Methods: A case-control study was conducted on eighty patients with an alcohol use disorder attending the Hospital and University Center of Coimbra, Portugal, who were subdivided into three groups: ALD (n=34), ALP (n=21) and a control (CT) group (n=25), without clinical evidence of hepatic or pancreatic disease. We interviewed our participants regarding their alcohol consumption, tobacco use and diet. A physical examination was concomitantly performed and we had access to their complementary investigation, including analytical, radiological and endoscopic exams. Results: Our population encompassed 10 females and 70 males with a mean age of 57.03 ± 9.83 years, being the ALD subjects with cirrhosis significantly older than all the other groups. The pure amount of alcohol consumed was significantly different between the ALD and ALP patients, regarding both daily (in grams per day) and lifetime (in kilograms) consumptions (p=0.018 and p=0.009, respectively). These amounts were higher in the ALD group in comparison with the ALP group, and there were no statistically significant differences with the CT group. No differences were found regarding the beverage type or drinking outside meals. Smoking was very common in every study group, with a significantly higher prevalence and greater consumes in the ALP group. There were significant differences in our patients’ eating habits before the onset of disease between groups (p<0.001), with ALD subjects reporting a less abundant diet and ALP a more abundant diet in the past, while most of the controls had unchanged habits. In general, our CT group had many similar characteristics to our disease-groups, especially the ALD group, with similar drinking and smoking habits. Conclusion: We found an association of lifestyle with ALD and ALP, with some significant differences concerning our patients’ drinking, smoking and dietary patterns between groups. These were, however, not considered sufficient to explain the susceptibility of the subjects to one disease or the other, highlighting the importance of further investigation in the area regarding both environmental and genetic factors.
Description: Trabalho de Projeto do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/82091
Rights: closedAccess
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