Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/82018
Title: Frequência dos sintomas de Perturbações do Comportamento Alimentar em estudantes e sua relação com o afeto negativo
Other Titles: Frequency of Eating Disorders symptoms in students and its relationship with negative affect
Authors: Rodrigues, Inês Oliveira
Orientador: Santos, António João Ferreira de Macedo e
Marques, Cristiana de Campos
Keywords: atitudes e comportamentos alimentares; afeto negativo; diferenças de sexo; estudantes; eating attitudes and behaviors; negative affect; sex differences; students
Issue Date: 11-Jan-2018
Serial title, monograph or event: Frequência dos sintomas de Perturbações do Comportamento Alimentar em estudantes e sua relação com o afeto negativo
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra; Área Científica de Psicologia Médica
Abstract: Introdução: As Perturbações do Comportamento Alimentar (PCA) consubstanciam problemas de saúde mental cuja incidência tem aumentado nas últimas décadas, constituindo um importante problema de saúde pública pela incapacidade que causam, bem como pela considerável taxa de mortalidade associada. Adolescentes e jovens adultos do sexo feminino são os mais afetados. O afeto negativo está associado a estas perturbações, influenciando o seu curso e tratamento, podendo ainda estar implicado no seu desenvolvimento. Os objetivos deste estudo foram: 1) analisar a frequência dos sintomas de PCA numa amostra de estudantes, tendo em conta as diferenças de género; 2) investigar o papel do sexo como moderador entre o afeto negativo e os sintomas de PCA. Métodos: 307 estudantes (idade média 16.42 ± 2.42; 60.9% sexo feminino) participaram no estudo através do preenchimento de dois questionários de autorresposta: Eating Disorder Examination Questionnaire (EDE-Q) e Profile of Mood States. Resultados: As subescalas do EDE-Q com médias mais elevadas foram a preocupação com o peso (M = 1.38; DP = 1.52) e a preocupação com a forma (M = 1.29; DP = 1.37). Estavam presentes alterações do comportamento alimentar clinicamente relevantes em 16% da amostra total (21.9% dos participantes do sexo feminino e 6.7% dos participantes do sexo masculino). Os indivíduos do sexo feminino obtiveram pontuações mais elevadas do que os homens na escala total e em todas as subescalas do EDE-Q. No sexo feminino, as subescalas com mais indivíduos com sintomas significativos foram a preocupação com a forma (33.7%) e a preocupação com o peso (28.3%). No sexo masculino foram a restrição (19.2%) e a preocupação com a forma (11.3%). O sexo moderou o impacto do afeto negativo na preocupação com a comida e com o peso: na presença de elevado afeto negativo essas preocupações são maiores nas mulheres do que nos homens. Discussão: As pontuações mais elevadas no EDE-Q obtidas pelo sexo feminino comparativamente ao masculino eram expectáveis. O sexo feminino parece tentar regular o seu afeto negativo através da adoção de atitudes e comportamentos alimentares desadaptativos. Conclusão: Atitudes e comportamentos alimentares desadaptativos ocorrem com alguma frequência na comunidade, principalmente no sexo feminino. Os sintomas relacionados com PCA mais frequentes no sexo feminino são a preocupação com a forma e com o peso, enquanto no sexo masculino são a restrição e a preocupação com a forma. As mulheres aumentam as preocupações com o peso e com a comida quando apresentam elevado afeto negativo, o mesmo não acontecendo com os homens.
Introduction: Eating disorders (ED) are health mental problems whose incidence has increased in the last decades. They constitute a significant public health problem due to the associated disability, as well because of their considerable mortality rate. Female adolescents and young adults are the most affected individuals. Negative affect is associated to these disorders influencing its course and treatment, and eventually its development. The aim of this study was: 1) to analyze the frequency of ED symptoms in a sample of students, considering the gender differences; 2) to investigate the role of gender as a moderator between negative affect and ED symptoms. Methods: 307 students (mean age 16.42 ± 2.42; 60.9% females) participated in the study by filling two validated self-report questionnaires: Eating Disorder Examination Questionnaire (EDE-Q) and Profile of Mood States. Results: EDE-Q subscales with higher means were weight concern (M = 1.38; SD = 1.52) and shape concern (M = 1.29; SD = 1.37). Clinically relevant eating behaviors were present in 16% of the total sample (21.9% of female participants and 6.7% of male participants). Women presented higher scores than men in the total score and in every subscale of EDE-Q. In females, the subscales with more individuals with significant symptoms were shape concern (33.7%) and weight concern (28.3%); in males, it was the restriction subscale (19.2%) followed by the shape concern subscale (11.3%). Sex moderated the impact of negative affect on food and weight concerns: in the presence of high negative affect these concerns are greater in women than in men. Discussion: The higher scores in EDE-Q observed in females compared to males was an expected result. Females seem to try to regulate their negative affect by engaging in maladaptive eating attitudes and behaviors. Conclusions: Maladaptive eating attitudes and behaviors are relatively frequent in the community, especially in women. The most frequent ED symptoms in females are shape and weight concern, whereas in males restriction and shape concern are noticeable manifestations. Women, unlike men, increase their weight and food concerns in the presence of high negative affect.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/82018
Rights: closedAccess
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