Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/81843
Title: Alergia à penicilina e outros beta-lactâmicos
Other Titles: Allergy to penicillin and others beta-lactam
Authors: Francisco, José Antonio Teixeira da Silva 
Orientador: Costa, Ana Maria Pego Todo-Bom Ferreira da
Pinto, Anabela Mota
Keywords: Alergia; Hipersensibilidade medicamentosa; beta-lactâmicos; Penicilina; Allergy; Drug hypersensitivity; beta-Lactams; Penicillin
Issue Date: 18-May-2017
Serial title, monograph or event: Alergia à penicilina e outros beta-lactâmicos
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Este trabalho teve como objetivo fazer uma abordagem geral ao tema da alergia aos beta-lactâmicos, referindo a reatividade cruzada entre eles, os mecanismos fisiopatológicos, o diagnóstico e as consequências que possam estar implicadas. Para isto foi realizada uma pesquisa na base de dados MEDLINE/Pubmed no dia 28 de novembro de 2016, tendo sido escolhidos artigos dos últimos 5 anos, assim como as orientações europeias e americanas.A alergia aos beta-lactâmicos teve uma taxa de reportação bastante elevada, podendo chegar aos 10%. No entanto, os diagnósticos revelaram-se falsos em mais de 90% dos indivíduos.As manifestações da alergia foram maioritariamente classificadas como imediatas ou não-imediatas. A primeira ocorre até à primeira hora após a toma do antibiótico e através de um mecanismo mediado por IgE específica. As reações não-imediatas ocorrem após a primeira hora e são mediadas por células T.A reatividade cruzada foi melhor estabelecida entre penicilinas clássicas e semisintéticas, bem como entre penicilinas e cefalosporinas de geração mais antiga. Por outro lado, consideradou-se não existir risco na administração de carbapenemes ou aztreonam a pacientes com história de alergia a penicilinas.O diagnóstico da alergia pode ser feito com base na história clínica, testes cutâneos, testes in vitro e teste de provocação. O recurso aos testes cutâneos e ao teste de provocação medicamentosa foram os que se revelaram mais importantes. Os testes prick e intradérmico apresentaram especificidade próxima dos 100%, com valor preditivo negativo elevado para reações imediatas e susbstancialmente inferior para reações não-imediatas.A dessensiilização é um método temporário usado para induzir tolerância a um determinado antibiótico em situações específicas, nomeadamente quando ele é insubstituível.Os pacientes registados como alérgicos recorreram mais frequentemente a antibióticos alternativos, como fluoroquinolonas, vancomicina e clindamicina. Também apresentaram maiores taxas de infeções multiresistentes e estadias mais prolongadas em internamento, para além de custos mais avultados com a saúde. Muitos pacientes comprovadamente não alérgicos revelaram continuar a não usar beta-lactâmicos, devido ao receio gerado por uma suspeita inicial de alergia.Concluindo, a alergia aos beta-lactâmicos foi muitas vezes mal diagnosticada, reafirmando a importância de um diagnóstico correto. É essencial explicar ao paciente a ausência de riscos após testes negativos, de forma a minimizar as consequências do uso indevido de antibióticos alternativos.
This work had the purpose of doing a general approach to the allergy to beta-lactams, talking about cross-reactivity between them, pathophysiologic mechanisms, diagnostics and the possible consequences implicated. A research was done in MEDLINE/Pubmed database, on November 28 2016, and the articles of the last 5 years were chosen, as well as the American and European guidelines.Allergy to beta-lactams had a high reporting rate, reaching as high as 10%, however, more than 90% revealed themselves to be non-allergic.The majority of the manifestations were classified as immediate or nonimmediate. The first are present within the first hour of usage and occur due to a specific IgE-dependent mechanism. The nonimmediate reactions are noticeable after the first hour and T cells mediated.Cross-reactivity is well established between classic penicillins and the semi-synthetic variant, as well as between penicillins and older generation’s cephalosporins. On the other hand, there is no evidence of any risks associated with the intake of carbapenem or aztreonam by patients with a history of documented penicillin allergy.Allergy diagnosis can be made using the clinical history, cutaneous tests, in vitro tests and the drug provocation test. Cutaneous tests and drug provocation test revealed themselves to be the most important. Prick test and intradermal test presented specificity close to 100%, with high negative predictive values for immediate reactions and low for the nonimmediate.Desensitization is a temporary tolerance-inducing process used in specific situations, namely when the antibiotic is irreplaceable.Patients registered as allergic had greater use of alternative antibiotics, such as fluoroquinolones, vancomycin and clindamycin. They also presented higher rates of multiresistant infections and prolonged hospitalizations, in addition to higher costs associated with healthcare. Many non-allergic patients continue refusing to use beta-lactams due to a previous allergy suspicion.In conclusion, allergy to beta-lactams was often misdiagnosed, emphasizing the importance of a correct diagnosis. It is essential to explain the patient the absence of risks after negative tests, in order to minimize the consequences of misusing alternative antibiotics.
Description: Trabalho de Projeto do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/81843
Rights: embargoedAccess
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