Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/81341
Title: A fadiga na esclerose múltipla
Authors: Carneiro, Marina Loureiro Eiras de Azevedo 
Orientador: Sousa, Lívia Maria Abreu Freire Diogo
Freitas, João André Sargento Araújo de
Keywords: Esclerose múltipla; Fadiga
Issue Date: Mar-2011
Abstract: Introdução: A Esclerose Múltipla é uma doença desmielinizante do Sistema Nervoso Central com grande impacto bio-psico-social em virtude da sua frequência, cronicidade e prevalência em adultos jovens. Apresenta-se com sintomatologia variada, porém a fadiga é o sintoma mais frequentemente descrito, representando a principal causa de absentismo laboral e de degradação da qualidade de vida nestes doentes. Objectivos: Este artigo visa apresentar a evolução da definição e classificação da fadiga na Esclerose Múltipla, as alterações fisiopatológicas que a sustentam, os instrumentos de avaliação disponíveis e as principais opções terapêuticas. Desenvolvimento: A fadiga é um termo médico de difícil definição, o que implicou o desenvolvimento de múltiplas técnicas, subjectivas e objectivas para sua melhor caracterização e quantificação. A sua fisiopatologia não está ainda totalmente esclarecida, envolvendo uma multiplicidade de mecanismos, nomeadamente periféricos e, sobretudo, centrais, razão pela qual muitas das terapêuticas disponíveis actuam a este nível, com resultados benéficos. Conclusões: As diferentes definições e classificações da fadiga enunciadas ao longo do tempo complementam-se e permitem uma abordagem integrada de um sintoma tão complexo. As relações entre a fadiga e outras alterações verificadas na Esclerose Múltipla, nomeadamente a incapacidade, cognição, depressão e distúrbios do sono estão bem documentadas e permitem um melhor entendimento deste fenómeno. Os mecanismos centrais na génese da fadiga na Esclerose Múltipla são actualmente os mais aceites, com evidência de disrupção das vias cortico-subcorticais, todavia outros factores estão envolvidos, nomeadamente os periféricos. A sua terapêutica requer uma abordagem integrada do doente através do recurso a estratégias farmacológicas e não-farmacológicas visando a melhoria da sua qualidade de vida.
Introduction: Multiple Sclerosis is a demyelinating disease of the central nervous system with great bio-psycho-social impact because of its frequency, chronicity and prevalence in young adults. It presents with various symptoms, but fatigue is the most often reported, representing the leading cause of absenteeism and loss of quality of life in these patients. Objectives: This article presents the evolution of the definition and classification of fatigue in Multiple Sclerosis, the pathophysiologic changes that support it, the assessment tools available and the principal treatment options. Development: Fatigue is a medical term difficult to define, which led to the development of multiple techniques, both subjective and objective, for better characterization and quantification. Its pathophysiology is not yet fully understood, involving a multiplicity of mechanisms, including peripheral and especially central, reason why many of the available therapies act at this level, with beneficial results. Conclusions: The different definitions and classifications of fatigue over time are complementary and allow an integrated approach of such a complex symptom. The relationship between fatigue and other changes in multiple sclerosis, including disability, cognition, depression and sleep disorders are well documented and allow a better understanding of this phenomenon. The central mechanisms in the genesis of Multiple Sclerosis fatigue are currently the most accepted, with evidence of disruption of corticosubcortical pathways, but other factors are involved, including peripherals. Its treatment requires an integrated approach of each patient through the use of pharmacological and nonpharmacological strategies in order to improve his quality of life.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina área científica de Neurologia, apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/81341
Rights: openAccess
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