Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/81169
Title: “We are brothers in arms”: Individual and interpersonal determinants and processes in the adjustment of bereaved parents
Authors: Albuquerque, Sara Magalhães Pinto de 
Orientador: Pereira, Marco
Narciso, Isabel
Keywords: Death of a child; Marital adjustment; Couple relationship; Dyadic interdependence; Dyadic coping; Posttraumatic growth; Morte de um filho; Ajustamento conjugal; Interdependência diádica; Coping diádico; Crescimento pós-traumático
Issue Date: 10-Oct-2018
Abstract: Background The death of a child impacts negatively several dimensions of parents’ lives and parental adjustment encompasses coping with individual grief and relational processes. When a child dies, parents are confronted with the need to address both the changes in themselves as individuals as well as in the relationship with their partners. Also, the adjustment to a child’s death impacts both parents, thus challenging them with the expectation of providing support to their partner while coping individually. Furthermore, the psychological adjustment of parents within a couple is not independent. Despite the interpersonal context in which parental grieving occurs, research with bereaved parents has been particularly focused on individual processes. A deep understanding of the phenomenon of parental bereavement and an approach that acknowledges the multidimensional (individual and relational) and dynamic complexity of bereaved parents’ grief after the loss of a child is essential. Hence, the general aims of our study were: to obtain a view of individual and relational processes inherent to parents’ adjustment (phase I); to identify the determinants and processes (individual, shared and relational) underlying parents’ individual and marital adjustment (phase II); and to examine the interdependence and interactive processes among bereaved couples (phase III). Methods This multi-method research project included three distinct research phases. In the first phase, a systematic review of empirical studies on the topic of marital adaptation of bereaved parents was conducted. This systematic review aimed to explore (1) the impact of the death of a child in the marital relationship, and (2) the influence of the marital relationship in the individual adjustment. The second phase focused on the cross-sectional examination of adjustment processes and outcomes in a sample of bereaved parents, including both quantitative (N = 197) and qualitative (N = 18) data purposely collected for this research project. Through self-report questionnaires and semi-structured interviews, information was gathered regarding: (1) sociodemographic characteristics and data regarding circumstances of death; (2) parents’ individual (grief, posttraumatic growth) and marital adjustment (dyadic adjustment); and (3) parents’ individual (continuing bonds, resilience) and marital (dyadic coping [DC] and interpersonal coping) resources, as well as parents’ perception of interactive processes. The third research phase focused on the analysis of interdependence among bereaved couples. We used dyadic longitudinal data of a previous research project collected from a sample of 227 bereaved couples (at 6, 13, and 20 months post-loss) on meaning-made and individual coping. Results Results from the systematic review of studies (phase I) indicated that a child’s death can have cohesive and detrimental effects on the couple’s relationship, depending on situational, dyad- and individual-level factors. Aspects such as marital quality and the couple’s interdependence were found to influence parents’ individual adjustment. Regarding the objectives in phase II, being a female, having lost a younger child, and having higher levels of resilience, internalized continuing bonds and stress communication by the partner were associated with higher levels of posttraumatic growth. Also, significant indirect effects of parents’ grief response on dyadic adjustment were found through stress communication by oneself and by the partner, positive DC by the partner; negative DC by the partner and joint DC. The timing of death (before vs. after birth) moderated the association between grief response and dyadic adjustment and between joint DC and dyadic adjustment. Finally, parents’ perceptions of positive interpersonal coping processes involved search for meaning, communication with the partner and behaviors with the function of protecting the partner and the relationship. In addition, parents perceived their individual grief and coping to influence the marital relationship, specifically communication, conflicts and support. On the other hand, support within the relationship was perceived to influence parents’ individual grief and coping. These interactive processes within bereaved parents functioned through interdependence between partners, and empathy and emotion contagion. Regarding the objective of phase III, we found that the combination of the parents’ own loss coping orientation and restoration coping orientation had a positive effect in parents’ meaning-made, whereas partners’ loss coping orientation had a negative effect. Conclusions The results from the present project highlight the need to: 1) account for the specific effect of the death of a child on marital relationships; 2) recognize the complex and bidirectional relationship between individual grief and the marital relationship, and how and when certain interpersonal interactions between bereaved partners impact the marital relationship; 3) acknowledge and optimize the potential protective effect of the interpersonal processes for parents individually and as couples; and 4) incorporate individual-level support in order to help bereaved partners to consider the consequences of their coping processes for themselves and their partners. Our results also enhance the relevance of emphasizing the wide-ranging types of factors contributing to salutogenic adjustment outcomes, namely posttraumatic growth and meaning-made.
Introdução A morte de um filho afeta negativamente várias dimensões da vida dos pais e o ajustamento parental envolve lidar com o luto individual e processos relacionais. Quando um filho morre, os pais são confrontados com a necessidade de lidar tanto com as mudanças em si mesmos como indivíduos, assim como na relação com o seu cônjuge. Ainda, o ajustamento à morte de um filho afeta ambos os pais, desafiando-os com a expectativa de apoiarem o companheiro ao mesmo tempo que lidam individualmente com a perda. Para além disso, o ajustamento psicológico dos pais enquanto casais não é independente. Apesar do contexto interpessoal em que o luto parental ocorre, a investigação com pais enlutados tem-se focado particularmente em processos individuais. Uma compreensão aprofundada do fenómeno do luto parental e uma abordagem que reconheça a complexidade multidimensional (individual e relacional) e dinâmica do luto dos pais após a perda de um filho é essencial. Neste sentido, os objetivos gerais do nosso estudo foram: obter uma visão dos processos individuais e relacionais inerentes ao ajustamento dos pais (fase I); identificar os determinantes e processos (individuais, compartilhados e relacionais) subjacentes ao ajustamento individual e conjugal dos pais (fase II); e examinar a interdependência e os processos interativos entre os casais enlutados (fase III). Metodologia O presente projeto de investigação incluiu três fases distintas. Na primeira fase, realizou-se uma revisão sistemática de estudos empíricos sobre a adaptação conjugal dos pais em luto. Esta revisão sistemática teve como objetivo explorar (1) o impacto da morte de um filho na relação conjugal e (2) a influência da relação conjugal no ajustamento individual. A segunda fase centrou-se no estudo transversal dos processos de ajustamento numa amostra de pais em luto pela morte de um filho, incluindo dados quantitativos (N = 197) e qualitativos (N = 18) recolhidos para este projeto de investigação. Através de questionários de autorrelato e entrevistas semiestruturadas, foi recolhida informação sobre: (1) dados sociodemográficos e dados relativos às circunstâncias da morte; (2) ajustamento individual dos pais (resposta de luto, crescimento pós-traumático) e conjugal (ajustamento diádico); e (3) recursos individuais (manutenção de vínculo, resiliência) e conjugais (coping diádico [CD] e coping interpessoal), bem como a perceção dos pais sobre os processos interativos. A terceira fase centrou-se na análise da interdependência entre os casais em luto. Utilizamos, nesta fase, dados diádicos longitudinais de um projeto de investigação anterior recolhidos de uma amostra de 227 casais em luto (6, 13 e 20 meses pós-morte) sobre o encontrar de um sentido na perda e o coping individual. Resultados Os resultados da revisão sistemática (fase I) indicaram que a morte de um filho pode ter efeitos coesivos ou prejudiciais na relação de casal, dependendo de fatores situacionais, diádicos e individuais. Aspetos como a qualidade conjugal e a interdependência do casal parecem influenciar o ajustamento individual dos pais. Em relação aos objetivos na fase II, ser mulher, ter perdido um filho mais novo, ter níveis mais elevados de resiliência, manutenção do vínculo de tipo internalizada e comunicação de stresse do cônjuge mostraram-se associados a maiores níveis de crescimento pós-traumático. Para além disso, foram encontrados efeitos indiretos significativos do luto parental no ajustamento diádico através da comunicação do stresse do próprio e do cônjuge, CD positivo do cônjuge; CD negativo do cônjuge e CD conjunto. O momento da morte (antes ou após o nascimento) moderou a associação entre o luto parental e o ajustamento diádico, e entre o CD conjunto e o ajustamento diádico. Finalmente, a perceção dos pais sobre os processos positivos de coping interpessoal envolveram a procura de um sentido na perda, comunicação com o cônjuge e comportamentos com a função de proteger o cônjuge e a relação. Os pais percecionaram que o luto e o coping individuais influenciaram a relação conjugal, especificamente a comunicação, os conflitos e o apoio no casal. Por outro lado, foi percecionado que o apoio no casal influenciava o luto e o coping individual dos pais. Esses processos interativos entre os pais operavam através da interdependência entre os cônjuges, e a empatia e contágio emocional. Em relação ao objetivo da fase III, a combinação do coping orientado para a perda com o coping orientado para a restauração teve um efeito positivo no encontrar um sentido na perda, mas o coping orientado para a perda (isoladamente) do companheiro teve um efeito negativo. Conclusões Os resultados do presente projeto de investigação destacam a necessidade de: 1) reconhecer o efeito específico da morte de um filho nas relações conjugais; 2) reconhecer a relação complexa e bidirecional entre o luto individual e a relação conjugal, e como e quando certas interações interpessoais entre os cônjuges afetam a relação conjugal; 3) reconhecer e otimizar o efeito potencialmente protetor dos processos interpessoais para os pais individualmente e como casais; e 4) incorporar apoio a nível individual para ajudar os pais a terem em conta as consequências dos seus processos de coping para si e para o cônjuge. Os nossos resultados salientam ainda a relevância de considerar a abrangência de tipos de fatores que contribuem para um ajustamento saudável à perda, nomeadamente o crescimento pós-traumático e o encontrar de um sentido na perda.
Description: Doctoral thesis in Interuniversity Doctorate in Psychology, Specialty Clinical Psychology – Subject area: Family Psychology and Family Intervention, submitted to the Faculty of Psychology and Education Sciences of the University of Coimbra.
URI: http://hdl.handle.net/10316/81169
Rights: embargoedAccess
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