Title: Metástases ósseas : contributo da medicina nuclear para a sua deteção
Authors: Mendes, Gonçalo Augusto Pessoa Jorge 
Keywords: Metástase neoplásica;Cintigrafia;Neoplasias dos ossos;Medicina nuclear
Issue Date: Feb-2011
Abstract: Introdução: As neoplasias são doenças sistémicas em que ocorre transformação de células, que proliferam descontroladamente. Desse modo, desenvolvem-se massas tumorais constituídas por tecidos com características biológicas próprias. Usualmente os tumores são invasivos e disseminam-se, formando metástases que marcam definitivamente a malignidade de um tumor e quase sempre a impossibilidade de cura. O esqueleto é um dos locais mais comuns de envolvimento metastático. Objetivos: Identificar as possibilidades que a Medicina Nuclear oferece para a deteção de metástases ósseas e a que situações cada uma mais se adequa. Desenvolvimento: As metástases esqueléticas integram e frequentemente interferem no equilíbrio dinâmico entre reabsorção e deposição no osso, sendo classificadas como osteolíticas ou osteoblásticas de acordo com o seu comportamento e aparência radiológica. Localizam-se predominantemente no esqueleto axial e podem produzir sintomas severos, sendo a morbilidade tanto mais acentuada quanto mais tardio o diagnóstico e tratamento das lesões. A sintomatologia e alguns marcadores analíticos podem indiciar a presença e algumas características das metástases, mas a correlação é insuficiente para aplicação na clínica. A Radiografia e a Tomografia Computorizada são utilizadas na avaliação da destruição óssea e no esclarecimento de achados cintigráficos ou de casos de discordância destes com a clínica. A Ressonância Magnética demonstra grande precisão no diagnóstico precoce de metástases ósseas, especialmente intramedulares, mas é impraticável o uso para rastreio rotineiro de corpo inteiro. A cintigrafia planar com 99mTc-MDP (um marcador específico do osso) ou outro emissor de fotões γ é o método mais utilizado na deteção de metástases ósseas, sendo considerada sensível mas frequentemente pouco específica. A SPECT fornece imagens tomográficas e tem melhor sensibilidade mas principalmente especificidade. Com a PET obtêm-se resultados significativamente superiores, embora ainda associados a um elevado custo e baixa disponibilidade da técnica. Utiliza emissores de positrões, mais frequentemente a 18FDG, captado diretamente pelas células tumorais proporcionalmente à sua taxa glicolítica e especialmente útil nas metástases osteolíticas ou intramedulares, e o 18F-fluoreto, dependente da reação osteoblástica e do fluxo sanguíneo local, com especial utilidade nas lesões escleróticas, embora existam cada vez mais radiofármacos disponíveis. Os promissores estudos híbridos (SPECT/CT e PET/CT) permitem combinar informação anatómica e funcional com resultados entusiasmantes. Conclusões: O conhecimento das várias modalidades imagiológicas e das suas características é de grande importância para eleger com propriedade a mais adequada a cada paciente e situação. É inegável o contributo da Medicina Nuclear para a deteção de metástases ósseas e o seu potencial de desenvolvimento.
Background: Neoplasm is a systemic disease in which cell transformation occurs, causing unregulated proliferation and leading to the development of tumoral masses whose tissues have particular biologic characteristics of their own. The tumors are usually invasive and spread to form metastases, which defines the malignancy of the disease and almost always the impossibility of achieving its cure. Aim: The purpose of this study was to review the possibilities offered by Nuclear Medicine for the detection of bone metastases and the situations in which each of them is the most appropriate. Body: Bone metastases integrate and often interfere with the dynamic balance between bone resorption and bone formation, and are classified either as osteolytic or osteoblastic according to their biologic behavior and radiologic appearance. They are preferably located in the axial skeleton, and produce severe symptoms, with greater impact in the absence of an early diagnosis. The symptoms and some analytic markers may suggest the presence and some characteristics of metastatic involvement, although there is insufficient correlation for their clinical application. Radiography and Computed Tomography are used to evaluate bone destruction and to investigate scintigraphic findings or symptoms without scintigraphic correspondence. The Magnetic Resonance shows great accuracy in the early detection of bone metastases, particularly if intramedullary, although routine whole-body scan is impractical. Scintigraphy with 99mTc-MDP (a bone-specific tracer) or other γ-photon emitter is the most widely used method to scan for bone metastases, and is considered a sensitive but often insufficiently specific exam. SPECT provides tomographic images with improved sensitivity but mainly specificity. With Positron Emission Tomography significantly superior results may be obtained, despite of its still high cost and reduced availability. This modality uses positron emitters such as 18FDG, taken up directly by tumor cells according to their glicolytic rate and most useful for osteolytic or intramedullary lesions, and 18F-fluoride, taken up according to the osteoblastic reaction and local blood flow, and most valuable for sclerotic lesions, among many other available and promising tracers. The remarkable hybrid modalities (SPECT/CT and PET/CT) combine anatomical and functional information, with exciting results. Conclusions: Comprehension of the different imaging modalities and understanding their characteristics is greatly relevant for proper decision on which is the most adequate for each patient and concrete situation. The contribution of Nuclear Medicine for the detection of bone metastasis is thus undeniable, as is its increasing development potential
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina área científica de Medicina Nuclear, apresentado á Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/81003
Rights: openAccess
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