Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/79995
Title: O idoso (poli)medicado : principais condicionantes e consequências
Authors: Costa, Liliana Inácio da 
Orientador: Milheiro, Maria Conceição
Keywords: Idoso; Polimedicação; Efeitos Adversos; Prescrição
Issue Date: Mar-2011
Abstract: Introdução: Com o envelhecimento populacional e o aumento consequente das doenças crónicas, tem havido uma crescente necessidade de utilização de fármacos. A fisiologia própria do idoso condiciona alterações farmacocinéticas e farmacodinâmicas, tornando-o particularmente vulnerável a interacções medicamentosas e efeitos adversos. Não há consenso para definir polimedicação, podendo esta ser considerada perante o uso concomitante de dois ou mais fármacos ou, segundo outros autores, sempre que se recorra a cinco fármacos ou mais. Podemos classificá-la como ligeira, moderada ou grave. Objectivos: Caracterizar o perfil sociodemográfico do idoso que toma medicação crónica; perceber factores que condicionam a toma dos medicamentos; aferir sobre percepção do idoso a respeito de efeitos adversos; avaliar vigilância terapêutica. Metodologia: Realizou-se estudo analítico e transversal, recorrendo a amostra de conveniência constituída por cem indivíduos com 65 anos ou mais, a quem foi aplicado questionário por entrevista. Variáveis: indicadores diversos para aferir a respeito de características sociodemográficas; assistência médica; doenças crónicas; medicação crónica; condições de prescrição; hábitos medicamentosos; local de aquisição; informação sobre medicação; falhas de medicação; efeitos adversos; vigilância médica e autopercepção do estado de saúde. Utilizou-se SPSS® para aplicar teste qui-quadrado, com erro de 0,05. Resultados: 99% da amostra faz medicação crónica prescrita; 30% toma medicação não prescrita. 26% não sabe dizer que medicação toma. Em média, cada indivíduo toma 5,69 medicamentos/dia; os fármacos mais usados são para o aparelho cardiovascular e para o sistema nervoso central. Há uma maior prevalência de doenças cardiovasculares. Grupos etários mais elevados (p=0,018) e maior número de co-morbilidades (p=0,004) associam-se a polimedicação mais grave. Existe maior confusão entre fármacos em doentes com patologia oftalmológica (p<0,001). Nos indivíduos com maior nível de escolaridade verificou-se maior informação sobre terapêutica, que se repercute em maior adesão (p<0,001). Institucionalizados têm melhor adesão, comparativamente com os que residem no domicílio (p<0,001). 49% registam efeitos adversos, sendo os do foro neurológico mais comuns. A auto-percepção do estado de saúde piora com o aumento do número de fármacos, de co morbilidades e de efeitos adversos. Conclusões: Reforça-se a necessidade de implementação de medidas com vista a melhorar a adesão terapêutica e diminuir os riscos da polimedicação nos idosos.
Introduction: With the overall aging of the population and the consequent increase in diseases that derive from it, there has been a growing necessity of drug consumption. The elderly’s own fisiology leads to pharmacokinetic and pharmacodynamic changes, making it particularly vulnerable to drug interactions and adverse effects. There is no consensus to define polypharmacy, it may be considered as the concomitant use of two or more drugs or, according to other authors, when five or more drugs are taken. We can classify it as mild, moderate or severe. Objectives: To characterize the elderly who take chronic medication; understand factors that influence the intake of medicines; check on elderly perception on the adverse effects; evaluate therapeutic monitoring. Methodology: A cross-sectional and analytical study was conducted, using a convenience sample consisting of one hundred subjects aged 65 years or older, whom answered a questionnaire by interview. Variables: various indicators to check the respect of sociodemographic characteristics; medical care; chronic disease; chronic medication; prescription conditions; usual place of purchase; information about medication; failure to take medication; adverse effects, medical supervision and self-perception of health. SPSS® was used to apply the chi-square test, with an error of 0,05. Results: 99% of the sample take prescribed chronic medication, 30% take over-the-counter drugs. 26% cannot say what medication they are on. On average, each individual takes 5.69 drugs/day, the drugs most used are those for cardiovascular and central nervous systems. There is a higher prevalence of cardiovascular diseases. Higher age groups (p = 0.018) and greater number of comorbidities (p = 0.004) are associated with more severe polypharmacy. There is great confusion between drugs in patients with ophthalmic pathology (p <0.001). In individuals with higher education level there was more information on therapy, which affects a greater adherence (p <0.001). Institutionalized patients have better compliance compared to those living at home (p <0.001). 49% experience adverse effects, more commonly neurological. Self-perception of health status worsens with increasing number of drugs, co morbidities and adverse effects. Conclusion: There is a need to implement measures to improve therapeutic compliance and reduce the risks of polypharmacy in the elderly
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina àrea científica de Medicina Geral e Familiar, apresentado á Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/79995
Rights: openAccess
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