Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/79963
Title: Análise da casuística, rastreio e seguimento das famílias com polipose associada ao gene MYH (PAM) seguidas na consulta de tumores hereditários dos hospitais da Universidade de Coimbra
Authors: Martins, Lisandra de Fátima Azevedo 
Orientador: Leite, Júlio F. Soares
Santos, Ana Teresa Almeida
Keywords: Polipose adenomatosa familiar; Neoplasias colorrectais
Issue Date: 2010
Abstract: Introdução: Uma nova síndrome de polipose adenomatosa colo-rectal foi associada a mutações do gene MYH, implicado na reparação do ADN por excisão de bases. Mutações bialélicas no gene MYH condicionam um distúrbio de transmissão autossómica recessiva cujo fenótipo é de polipose colo-rectal atenuada ou clássica semelhante ao da Polipose Adenomatosa Familiar que pode evoluir para cancro colo-rectal. O objectivo do estudo consiste na análise dos doentes com polipose associada ao gene MYH seguidos em Consulta de Tumores Hereditários dos Hospitais da Universidade de Coimbra para determinar a frequência de cancro colo-rectal nestes doentes, avaliar o risco de degenerescência associado às mutações Y165C e G382D e contribuir para a definição de critérios que permitam identificar nos doentes com cancro colo-rectal os portadores de mutações do gene MYH. Métodos: Os dados clínicos, endoscópicos e cirúrgicos dos 22 doentes seguidos em Consulta de Tumores Hereditários por polipose associada ao gene MYH foram obtidos pela consulta dos respectivos processos clínicos. Resultados: A idade média dos probandos (10 mulheres e 12 homens) no momento do diagnóstico da polipose associada ao gene MYH era de 48,1 anos (limites, 25-72). A maioria dos indíviduos com mutações bialélicas apresentava polipose atenuada (81%). Quinze pacientes (71,4%) tinham cancro colo-rectal (idade média, 51,6; limites, 34-72 anos). Entre os 22 pacientes, 17 eram homozigotos ou heterozigotos compostos para as mutações missense Y165C e G382D. Conclui-se que a mutação G382D tem maior risco de degenerescência que a Y165C (p = 0,036; OR = 11,000 e IC95%:1,103-109,674). A percentagem de doentes com estas mutações alélicas era de 82%. Só um doente apresentava pólipos duodenais. Sete das 14 famílias geneticamente estudadas apresentaram um padrão de transmissão hereditária vertical. Catorze dos 15 doentes com cancro colo-rectal foram sujeitos a ressecção cirúrgica: 10 a colectomia total, 3 proctocolectomia reconstrutiva e um a hemicolectomia esquerda. Três foram submetidos a ressecção profiláctica. Conclusão: Neste estudo confirmou-se que os portadores bialélicos apresentam um risco de cancro colo-rectal aumentado. A polipose associada ao MYH constitui uma predisposição hereditária frequente com uma componente dominante considerável. Os portadores da mutação devem ser sujeitos a uma vigilância a começar no momento do diagnóstico, incluindo endoscopia digestiva alta e colonoscopia. O seguimento a prestar aos familiares deve ser semelhante ao das outras síndromes recessivas, embora se admita que portadores monoalélicos tenham risco aumentado para cancro colo-rectal
Introduction: A new colorectal adenomatous polyposis syndrome was described in association with mutations in the excision repair gene MYH. Biallelic mutations in MYH cause an autossomal recessively inherited disorder that can be a phenocopy of familial adenomatous polyposis, with both classical and attenuated polyposis, along with FAP-like extra-colonic manifestations, or just colorectal cancer. The aim of this study was to investigate patients with MYH-associated polyposis (MAP) followed by the Hereditary Tumors Group of Coimbra University Hospital in order to examine the frequency of colorectal cancer in this syndrome, the risk of degeneration with specific germline MYH mutations and contribute to devising a set of clinical criteria to identify MYH carriers among newly diagnosed CRC. Methods: Clinical, endoscopic and surgical data were collected from the medical notes of the 22 patients followed in the Coimbra University Hospital by MYH-associated polyposis. Results: The mean age of patients (10 women and 12 men) at the time of diagnosis of MAP was 48.1 years (range, 25-72 years). Most individuals with biallelic MYH mutation exhibit attenuated polyposis (81%). Fifteen patients (71.4%) had colorectal cancer (mean age, 51.6; range, 34-72 years). Among the 22 patients, 17 were either homozygous or compound heterozygotes for the missense changes Y165C and G382D. The percentage of these mutated alleles among MYH polyposis patients was 82%. The degeneration risk is higher in patients with G382D mutation than in patients with Y165C mutation (p = 0.036; OR = 11.000 e IC95%:1.103-109.674). Duodenal adenomas were diagnosed in one case. Seven of the fourteen families genetically tested showed evidence for vertical transmission. Fourteen of 15 patients with CCR had surgical resections: ten total colectomies, 3 reconstructive proctocolectomies (RP) and one left hemicolectomy. Three patients underwent prophylactic resection (RP). Conclusion: This study confirmed that biallelic germline MYH gene mutation carriers have an increased risk of colorectal cancer. MAP is a frequent inherited colorectal cancer predisposition with a strong dominance component. MYH mutation carriers should be proposed an early screening program, starting at the time of diagnosis, which includes endoscopies of the upper digestive tract and the colorectum. Relatives of MAP patients should be counseled as for any other recessive condition, although it remains possible that carriers of a single mutation are at modestly increased risk of colorectal cancer
Description: Dissertação de mestrado em Medicina àrea científica de Cirurgia, apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/79963
Rights: openAccess
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