Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/79700
Title: Incontinência urinária de esforço na mulher : diagnóstico e tratamento
Authors: Baldaia, Maria Clara Monteiro Pinto 
Orientador: Figueiredo, Arnaldo
Simões, Pedro
Keywords: Diagnóstico; Terapêutica; Incontinência urinária de esforço; Mulher
Issue Date: 2011
Abstract: Objectivo: A Incontinência Urinária de Esforço apresenta grande incidência e prevalência no sexo feminino, com repercussões acentuadas na rotina diária e no bem-estar da mulher. Deste modo, este artigo de revisão tem o propósito de resumir as evidências científicas publicadas nos últimos 5 anos relativas ao diagnóstico e tratamento desta patologia na mulher. Materiais e Métodos: Efectuou-se uma pesquisa na base de dados electrónica MEDLINE via PubMed utilizando-se os termos MeSH: (female OR woman OR women) AND (“Urinary Incontinence, Incontinence, Stress/drug therapy”) AND “Urinary Incontinence treatment”AND “Stress Urinary Incontinence Treatment”. Obtiveram-se 562 citações e foram seleccionados 88 artigos através da leitura do título. Após análise do abstract, analisaram-se integralmente 50 artigos. Resultados: Para o diagnóstico da Incontinência Urinária de Esforço dispomos de vários métodos como: a elaboração da história clínica, o diário miccional da utente, despiste de infecções urinárias, estudos urodinâmicos, teste da tosse/manobra de Valsalva, exame pélvico e neurológico, “Q-tip test”, “pad test”e questionários que avaliam o grau de severidade da incontinência. O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. No primeiro caso incluem-se os exercícios activos ou passivos da musculatura do pavimento pélvico, a terapêutica farmacológica, a colocação de pessários, a injecção de bulking agents e células estaminais. O exercício muscular e a terapêutica farmacológica mostraram-se mais eficazes quando usados em simultâneo. Como tratamento cirúrgico existem várias técnicas de uretropexia, a suspensão do colo vesical por agulhas e a colocação de slings autólogos ou sintéticos. Destes procedimentos, a colocação de slings é o mais realizado actualmente, tendo taxas de sucesso elevadas e satisfatórias, um período de recuperação curto e baixa incidência de efeitos adversos. Conclusão: O diagnóstico/avaliação da incontinência deve ser feito de forma coerente e racional dando prioridade aos métodos menos invasivos e dispendiosos. A principal utilização dos estudos urodinâmicos é no diagnóstico da Incontinência de Esforço que não foi diagnosticável pelos métodos não invasivos. Deve-se investir mais nos tratamentos conservadores e apostar na prevenção da incontinência em mulheres com factores de risco (obesidade, obstipação, puérperas). A cirurgia continua a ser a principal abordagem terapêutica mas não dá garantias de cura podendo ter alguns efeitos adversos. Por isso, as mulheres devem ser devidamente informadas das probabilidades de cura/melhoria assim como dos efeitos secundários e eventual tratamento.
Objective: The aim of this article is to review the scientific evidence published in the last 5 years, related to the diagnosis and treatment of Stress Urinary Incontinence in women. Stress incontinence is a disease with high incidence and prevalence among females and has a considerable impact on women‟s welfare. Material and methods: A search was carried out in the electronic database MEDLINE via PubMed using the MeSH terms (woman OR women OR female) AND ("Urinary Incontinence, Incontinence,Stress/drug therapy") AND "Urinary Incontinence treatment" AND "Stress Urinary Incontinence Treatment." We have obtained 562 citations, of which 88 articles were selected by reading the title, and after the examination of the abstract, 50 articles were included. Results: For the diagnosis of stress incontinence we have several methods such as: history, voiding diary, screening of urinary tract infections, urodynamic studies, the cough stress test, neurologic and pelvic examination, pad test and questionnaires assessing the severity of incontinence. Treatment can be conservative or surgical. In the first case we have the pelvic floor muscles training, drug therapy, the use of pessaries and the injection of bulking agents and stem cells. The association of the pelvic floor muscle training with the pharmacological treatment was more effective than each treatment alone. For surgical treatments there are several techniques such as: urethropexy, bladder‟s neck suspension, and slingplasty. The sling procedure is the most performed one, with high success rates, a short recovery period and low incidence of side effects. Conclusion: The incontinence diagnosis should give priority to less invasive and more economic methods. The urodynamic studies are mostly used in the patients in whom we were unable to diagnose incontinence with the non invasive techniques. We should be more focused on the conservative treatment and prevention of incontinence in women with risk factors (obesity, constipation, postpartum). Surgery remains the main therapeutic approach but provides no 9 guarantee of cure and may have some adverse effects. Therefore, women should be fully informed of the probability of cure as well as side effects and their possible treatment.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina àrea científica de Urologia, apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/79700
Rights: openAccess
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