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Title: When weight stigma gets under the skin: The development of Kg-Free - a new integrated acceptance, mindfulness and compassion-based group intervention
Other Titles: Quando o estigma vive em nós: O desenvolvimento do Kg-Free – uma intervenção grupal inovadora baseada na aceitação, mindfulness e compaixão
Authors: Palmeira, Lara Sofia Nascimento 
Orientador: Cunha, Marina
Pinto-Gouveia, José
Keywords: Overweight and Obesity; Weight self-stigma; Self-disgust; Eating Behaviours; Quality-of-life; Kg-Free; Weight-related experiential avoidance; Self-criticism; Acceptance and Commitment Therapy; Mindfulness; Self-compassion
Issue Date: 21-Jul-2017
Citation: PALMEIRA, Lara Sofia Nascimento - When weight stigma gets under the skin : the development of kg-free - a new integrated acceptance, mindfulness and compassion-based group intervention. Coimbra : [s.n.], 2017. Tese de doutoramento. Disponível na WWW: http://hdl.handle.net/10316/79617
Project: info:eu-repo/grantAgreement/FCT/SFRH/SFRH%2FBD%2F84452%2F2012/PT 
Abstract: Obesity is a complex chronic health condition which prevalence continues to increase. Literature emphasises the detrimental role of weight stigma internalisation in unhealthy eating behaviours and quality-of-life of those living with overweight and obesity. However, the psychological mechanisms involved in the relationship between weight self-stigma and negative outcomes are still scarcely explored. The ‘third wave’ behavioural therapies have been showing promising results for people struggling with weight and eating issues and obesity. More recently, interest exists in integrating (self)compassion into acceptance and mindfulness-based interventions, especially to target shame and stigma. Additionally, self-disgust seems to play an important role in unhealthy eating behaviours in eating disorders samples. Nevertheless, self-disgust is a concept unexplored in people with overweight and obesity. Therefore, this thesis unfolds three main goals. Firstly, it aims to explore the psychological mechanisms that underlie the link between weight self-stigma and unhealthy eating patterns and quality-of-life in women with and without binge eating symptomatology. Secondly, the main goal was to develop and test the efficacy of a new and integrated group-intervention (Kg-Free) based on acceptance, mindfulness and compassion for women with overweight and obesity. The third goal is to unveil the role of self-disgust in eating and depressive psychopathological symptoms. Methods: This thesis includes eight empirical studies with cross-sectional and longitudinal designs, including a randomised controlled trial (RCT). The majority of the studies were conducted in samples of adult individuals with overweight and obesity. Nonetheless, two different community samples were also included. Distinct methods were used to assess participants, including self-report questionnaires, structured clinical interviews, anthropometric measures and blood samples. Results: Results of study I revealed that the proposed revised version of the Acceptance and Action Questionnaire for Weight-related Difficulties is a reliable and stable measure. Moreover, the Portuguese version of the Weight Self-Stigma Questionnaire corroborated the original factorial structure and presented good psychometric characteristics. Overall, results highlighted that weight-related experiential avoidance and self-criticism played a key mediator role in the relationship between weight self-stigma and unhealthy eating behaviours and quality-of-life. Additionally, these studies also emphasise significant differences between women with overweight and obesity with and without binge eating symptoms. Results from the RCT provided evidence for the efficacy of Kg-Free in diminishing weight self-stigma, unhealthy behaviours and promoting well-being and quality-of-life. All improvements were sustained at 3-months follow-up, and the targeted emotional regulation mechanisms mediated the changes in main outcomes. Additionally, the negative role of self-disgust and self-criticism in eating psychopathological and depressive symptoms was also unveiled, particularly for women and those with higher BMIs. Finally, results also point the development of self-compassion as a key resource against self-disgust and self-directed hostility. Conclusions: Overall, our findings emphasise the relevance of promoting the development of adaptive emotional regulation skills to enhance healthy eating patterns and quality-of-life in people with overweight and obesity. Among women with overweight and obesity, those presenting binge eating seem to be more vulnerable and have poorer emotional regulation skills. Results supported the efficacy of Kg-Free. By fostering acceptance, mindfulness and self-compassion participants were able to develop a more positive, flexible and healthy way for people to relate to themselves and their unwanted internal experiences. Additionally, self-compassion seems to be a key resource to help individuals to break free from a self-perpetuating cycle of weight stigma, self-disgust and self-criticism that are associated with negative health outcomes. To sum up, all these adaptive emotional regulation seem to be crucial to help people adopt and maintain healthy behaviours and pursue a valued and meaningful life. This thesis’ findings open new opportunities for future research and entail relevant clinical implications particularly to improving the lives of those living with overweight and obesity. p
A obesidade é uma doença crónica complexa, cuja prevalência continua a aumentar. A literatura existente enfatiza o papel negativo do autoestigma em relação ao peso na adoção de comportamentos alimentar desajustados e pior qualidade de vida das pessoas com excesso de peso e obesidade. Contudo, os mecanismos psicológicos envolvidos na relação entre o autoestigma em relação ao peso e piores resultados continuam pouco explorados As terapias cognitivo-comportamentais de terceira geração tem demonstrado resultados promissores em pessoas com problemas alimentares e obesidade. A isto acresce o crescente interesse em integrar a autocompaixão nas terapias baseadas na aceitação e mindfulness, especialmente quando se pretende diminuir a vergonha e o estigma. Por outro lado, o autonojo parece ter um papel relevante nos problemas de comportamento alimentar em indivíduos com perturbação alimentar. No entanto, este conceito permanece por explorar em pessoas com excesso de peso e obesidade. Neste sentido, a presente dissertação contém três objetivos principais. Pretendemos estudar os mecanismos psicológicos envolvidos na relação entre o autoestigma em relação ao peso e o comportamento alimentar perturbado e a qualidade de vida de mulheres com e sem sintomas de ingestão alimentar compulsiva. O objetivo central foi o desenvolvimento e teste da eficácia de uma intervenção grupal inovadora (Kg-Free) baseada na aceitação, mindfulness e compaixão para mulheres com excesso de peso e obesidade. Por último, este trabalho pretende explorar o papel da autoaversão no comportamento alimentar desajustado e sintomatologia depressiva. Metodologia: Esta tese inclui oito estudos empíricos de natureza transversal e longitudinal, incluindo um ensaio clínico aleatorizado. A maioria dos estudos foram realizados em amostras de adultos com excesso de peso e obesidade, tendo-se também incluído duas amostras diferentes da comunidade. Foram utilizados vários métodos para avaliar os constructos em estudo, incluindo questionários de autorresposta, entrevistas clínicas estruturadas, medidas antropométricas e recolha de amostras sanguíneas. Resultados: Os resultados do primeiro estudo mostraram que a versão revista do Questionário de Aceitação e Ação em relação ao Peso é uma medida estável e fiável. A versão Portuguesa do Questionário de Autoestigma em relação ao Peso apresentou uma estrutura fatorial idêntica à versão original e boas propriedades psicométricas. No seu conjunto, os resultados salientam o papel mediador do evitamento experiencial em relação ao peso e do autocriticismo na relação entre o autoestigma em relação ao peso e o comportamento alimentar perturbado e pior qualidade de vida. Foram ainda verificadas diferenças significativas entre as mulheres com e sem sintomas de ingestão alimentar compulsiva. A intervenção Kg-Free mostrou-se eficaz na redução do autoestigma relativo ao peso, do comportamento alimentar perturbado e na melhoria da qualidade, existindo uma manutenção dos resultados num seguimento a três meses. Para além disso, os processos de regulação emocional promovidas na intervenção revelaram-se mediadores importantes das mudanças observadas. Os resultados sugerem também que a autoaversão e o autocriticismo detém um papel negativo preponderante no desenvolvimento de sintomatologia depressiva e comportamento alimentar desajustado, particularmente em mulheres e pessoas com excesso de peso e obesidade. Por fim, o desenvolvimento de autocompaixão surge como um recurso crucial para diminuir os efeitos do autonojo e o autocriticismo. Conclusões: No seu conjunto, os resultados dos estudos empíricos enfatizam a importância de promover o desenvolvimento de estratégias de regulação emocional adaptativas que permitam aumentar o comportamento alimentar saudável e a qualidade de vida de pessoas com excesso de peso e obesidade. As mulheres com excesso de peso e obesidade com ingestão alimentar compulsiva apresentam menos competências de regulação emocional e parecem ser particularmente vulneráveis. O programa Kg-Free apresentou resultados muito promissores, promovendo o desenvolvimento de competências de aceitação, mindfulness e autocompaixão. Isto permitiu que as participantes criassem uma relação mais positiva e saudável com elas mesmas e com as suas experiências internas indesejadas. Para além disso, a autocompaixão parece ser um recurso fulcral para ajudar a quebrar o ciclo autoperpetuador do estigma, autoaversão e autocriticismo que se encontra relacionado com piores resultados. Todas estas estratégias de regulação emocional parecem ser essenciais para manter os comportamentos saudáveis e caminhar na direção de uma vida valorizada. A presente tese de doutoramento lança novos desafios à investigação futura e tem importantes implicações clinicas, em particular para melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem com excesso de peso e obesidade.
Description: Tese de doutoramento em Psicologia, na especialidade de Psicologia Clínica, apresentada à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/79617
Rights: embargoedAccess
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