Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/48452
Title: Caracterização do consumo de substâncias psicoactivas nos estudantes de medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Authors: Faustino, Tânia Daniela Carvalho Miranda Alves 
Orientador: Ribeiro, Carlos Alberto Fontes
Keywords: Farmacologia; Estimulantes do sistema nervoso central; Drogas ilícitas; Estudantes de medicina; Detecção de abuso de substâncias
Issue Date: 2012
Abstract: Introdução: Em Portugal são escassos os estudos que avaliem o consumo de substâncias psicoactivas pelos estudantes de Medicina. Investigações realizadas em outros países referem que a prevalência de consumo não difere entre estes e outros jovens pertencentes ao ensino superior. Objectivos: Analisar o padrão de consumo e as motivações que levam ao uso de substâncias psicoactivas pelos estudantes de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Métodos: Aplicação de questionário de preenchimento anónimo, distribuido por toda a comunidade estudantil do Mestrado Integrado em Medicina, em Outubro de 2011; 27,13% da população (426 alunos) colaborou no preenchimento do inquérito. Resultados: Praticamente não se verifica uma maior prevalência de consumo de substâncias psicoactivas em estudantes de Medicina relativamente a outros cursos do ensino superior. As excepções prendem-se com o consumo de psicofármacos, que assume valores mais elevados, e de ecstasy, com uma menos prevalência. As substâncias mais utilizadas foram o álcool, bebidas energéticas e tabaco. No que toca a substâncias ilícitas, os canabinóides ocupam o primeiro lugar de consumo. O factor diversão foi considerado o mais importante para o consumo das substâncias questionadas. Não se verificou associação entre a alteração de residência durante o período lectivo e o consumo da maioria das substâncias psicoactivas, exceptuando-se na ingestão de bebidas energéticas. Verificou-se associação (p<0,05) entre o ano de curso e a prevalência de consumo de álcool, bebidas energéticas, substâncias canabinóides e psicofármacos tranquilizantes. Conclusão: O consumo de substâncias psicoactivas pelos estudantes de Medicina não difere do de outros estudantes, à excepção de medicamentos psicotrópicos e de ecstasy, que adquirem aqui uma maior e menor prevalência, respectivamente. A utilização das substâncias investigadas é, tendencialmente, de carácter experimental, à excepção do álcool, que apresenta elevada frequência de consumo na questão “consumo no último mês”. A principal motivação enunciada pelos estudantes para a utilização de substâncias psicoactivas foi o factor diversão.
Introduction: In Portugal, there are few studies to evaluate the use of psychoactive substances by medical students. In other countries, studies report that the prevalence of consumption did not differ between these and other college students. Objectives: To analyze the pattern of psychoactive substance’s use by students of Medicine from Faculty of Medicine of the University of Coimbra, and their motivations. Methods: Application of anonymous questionnaire, distributed to all the student community of the Integrated Master in Medicine, in October 2011; 27.13% of the population (426 students) had completed the survey. Results: There is no greater prevalence of psychoactive substances among medical students than other college students. However, there are two exceptions: the use of psychotropic drugs takes higher values, and ecstasy has lower prevalence. The most used substances all-time were alcohol, energy drinks and tobacco. From the group of illegal substances, cannabinoids occupy the first place of consumption. “To have fun” was considered the most important factor for the use of substances questioned. No association was found between the change of residence during class time and most of psychoactive substance consumption, except for energy drinks. An association (p<0.05) was verified between the year of the course in the integrated master of medicine and consumption of alcohol, energy drinks, cannabinoids and psychotropic tranquilizers drugs. Conclusion: The use of psychoactive drugs by medical students does not differ from other college student, except for psychotropic medication and ecstasy, which have a higher and lower prevalence, respectively. The use of investigated substances tends to be experimental, except for the alcohol, which has a high frequency of use in question “use in last month”. The main motivation enunciated by students for the use of psychoactive substances was “to have fun”.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina área científica de Farmacologia, apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/48452
Rights: openAccess
Appears in Collections:FMUC Medicina - Teses de Mestrado
UC - Dissertações de Mestrado

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