Title: Dieta mediterrânica e doença de Alzheimer
Authors: Pereira, Carolina Duarte
Keywords: Doença de Alzheimer;Dieta mediterrânica
Issue Date: 2011
Abstract: Introdução: A doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa cuja característica clínica principal é a perda de memória que interfere com as actividades diárias, conduzindo a debilitação física e morte. É uma doença cuja prevalência está a aumentar e que acarretará graves custos aos sistemas de saúde. Existe actualmente um grande interesse nas fases prodrómicas da doença, nomeadamente no defeito cognitivo ligeiro, definido como um défice da memória e de outras funções cognitivas mas que não interfere com as actividades diárias que pode preceder a doença de Alzheimer. O principal factor de risco para a doença de Alzheimer é a idade, mas estão implicados outros factores genéticos e ambientais. A dieta mediterrânica é o padrão alimentar praticado nos países da bacia do Mar Mediterrâneo. Caracteriza-se pela ingestão abundante de cereais integrais, frutas e legumes, pela ingestão moderada de peixe, ovos, lacticínios e carnes brancas e pela ingestão escassa de carnes vermelhas, batatas, cereais refinados, doces e também pela prática regular de exercício físico. O azeite é a principal fonte de gordura e o vinho é consumido em quantidades moderadas. A dieta mediterrânica é um padrão alimentar cujo potencial protector de doenças cardiovasculares e cancro está bem documentado. Intervenções na área da prevenção da doença de Alzheimer e no atraso da conversão do defeito cognitivo ligeiro em doença de Alzheimer estão a ser estudadas. Objectivo: Revisão do conhecimento científico actual sobre a relação entre dieta mediterrânica e a doença de Alzheimer. Desenvolvimento: O stress oxidativo, a inflamação, o metabolismo da homocisteína e o metabolismo lipídico são mecanismos implicados na doença de Alzheimer. Portanto é admissível que certos padrões alimentares como a mediterrânica que promovem um bom perfil lipídico, boa disponibilidade de vitaminas e anti-oxidantes e até de substâncias anti-inflamatórios possam ter um papel protector da doença de Alzheimer. Conclusão: Começa a existir alguma informação credível que apoie a relação entre dieta mediterrânica e a doença de Alzheimer, no entanto são necessários estudos de larga escala e sobretudo ensaios clínicos randomizados para que se possam fazer recomendações específicas aos indivíduos em risco e aos doentes de Alzheimer. É razoável recomendar à população em geral exercício físico e a dieta mediterrânica pois está largamente provado que é um estilo de vida que prolonga e melhora a qualidade de vida.
Introduction: Alzheimer's disease is a neurodegenerative disorder whose main clinical feature is memory loss that interferes with daily activities, leading to physical debilitation and death. It is a disease whose prevalence is increasing and it would entail serious costs to the health systems. The main risk factor for Alzheimer's disease is age, but genetic and environmental factors are also implicated. Mild cognitive impairment is a deficit of memory that does not interfere with daily activities and it may precede Alzheimer's disease. The Mediterranean diet is the diet practiced in the countries of the Mediterranean basin. It is characterized by regular exercise, by eating plenty of whole grains, fruits and vegetables, by the moderate ingestion of fish, eggs, milk and white meat and low intake of red meat, potatoes, refined grains and sweets. Olive oil is the main source of fat and wine is consumed in moderate amounts. The Mediterranean diet is a dietary pattern which his potentially protective of cardiovascular disease and cancer is well documented. Interventions in the prevention of Alzheimer's disease and delay of the conversion of mild cognitive impairment into Alzheimer's disease are being studied. Objective: To review the existing scientific knowledge on the relationship between Mediterranean diet and Alzheimer's disease. Development: Oxidative stress, inflammation, homocysteine and lipid metabolism are part of the pathophysiology of Alzheimer's disease. Therefore it is conceivable that the Mediterranean diet once it promote a good lipid profile, good availability of vitamins and antioxidants and even anti-inflammatory elements may have a protective role in Alzheimer's disease. Conclusion: There are some credible information to support the connection between Mediterranean diet and Alzheimer's disease, but lack large-scale studies and especially randomized clinical trials are needed to make specific recommendations for individuals at risk and to Alzheimer's patients. It is reasonable to recommend to the general public to practice physical exercise and Mediterranean diet once it is widely established that it is a lifestyle that extends and improves quality of life.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina área científica de Nutrição Clínica, apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/47962
Rights: openAccess
Appears in Collections:FMUC Medicina - Teses de Mestrado

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