Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/47790
Title: Imunosupressão e infecções bacterianas em doentes transplantados renais : um estudo em 487 doentes transplantados nos últimos cinco anos no SUTR dos HUC
Authors: Serra, Tânia Marisa Quinás 
Orientador: Mota, Alfredo
Parada, Belmiro Ataíde Costa
Keywords: Transplantação do rim; Imunossupressão; Infecções bacterianas
Issue Date: Mar-2010
Abstract: Introdução: A terapia imunossupressora é a supressão artificial da resposta imunológica, geralmente conseguida através da utilização de medicamentos, para que o corpo não rejeite, por exemplo, um órgão transplantado, através do seu sistema imune. Para que isso não ocorra, o mesmo deve ser mantido num nível suficientemente suprimido, mas não o bastante para que permita a ocorrência de infecções por microorganismos da flora comensal ou do ambiente que nos rodeia. Objectivos: Avaliação da incidência, da localização e dos agentes etiológicos das infecções bacterianas nos transplantados renais, da sua relação com os esquemas de imunossupressão praticada, bem como a sua influência na sobrevivência do enxerto e do doente. Doentes e Métodos: Este estudo retrospectivo é dirigido aos casos de transplantação renal efectuados no Serviço de Urologia e Transplantação Renal dos Hospitais da Universidade de Coimbra, desde 1 de Janeiro de 2003 e 31 de Dezembro de 2007 (n=487). Foram avaliados vários factores com possível impacto no prognóstico final. Resultados: O seguimento médio destes doentes foi de 40,52 meses (mínimo: 0,23 meses e máximo: 80,76). Foram registadas 639 infecções em 283 doentes (desde 1 a 10 infecções por doente), responsáveis por 374 internamentos. As infecções ocorreram sobretudo no primeiro ano do pós-transplante (56,65%), atingiram sobretudo o sexo feminino (69,46%) e o aparelho urinário (42,41%) e o sistema respiratório (28,95%). A etiologia bacteriana verificou-se em 257 casos (40,22%), a vírica em 57 (8,92%), a fúngica em 29 (4,54%) e foi desconhecida em 296 (46,32%). Dos agentes bacterianos, os mais frequentes foram os bacilos Gram negativos (75,88%), nomeadamente a Escherichia Coli (38,13%). A infecção condicionou um agravamento da função renal com elevação da creatinina, verificando-se recuperação da mesma ao fim de um mês. As sobrevivências do doente e do enxerto não são influenciadas pelo sexo do doente (P = 0,860 e P = 0,909), pela presença de infecções (P = 0,920 e P = 0,971), pelo esquema imunossupressor utilizado (P = 0,452 e P = 0,086) ou pelo uso de anticorpo (P = 0,753 e P = 0,631). Conclusões: As infecções do tracto urinário são as mais frequentes e a Escherichia Coli o agente mais frequentemente envolvido. A sobrevivência do doente e do enxerto renal não são condicionadas pela ocorrência de infecção, pelo esquema imunossupressor ou pelo uso de anticorpo. Nenhum esquema imunossupressor utilizado se relaciona com a maior ocorrência de infecções, nem condiciona o local de infecção.
Introduction: Immunosuppressive therapy is the artificial suppression of the immune response, usually achieved through the use of drugs, so that the body does not reject, for example, an organ, through its immune system. To prevent this from occurring, it should be kept at a sufficiently suppressed level, but not enough to allow the occurrence of infections by microorganisms from commensal flora or the environment around us. Objectives: To assess the incidence, location and etiological agents of bacterial infections in kidney transplant recipients, their relationship with the immunosuppressive regimens practiced, and its influence on graft survival and patient. Patients and Methods: This retrospective study is aimed at cases of renal transplantation performed in Department of Urology and Renal Transplantation of the University Hospital of Coimbra, since 1 January 2003 and December 31, 2007 (n = 487). Several factors that may have impact the final prognosis were evaluated. Results: The mean follow-up of these patients was 40.52 months (minimum of 0.23 months and up: 80.76). 639 infections were recorded in 283 patients (from 1 to 10 infections per patient), responsible for 374 admissions. The infections occurred mainly in the first year of post-transplant (56.65%), mainly at the female (69.46%) and urinary tract (42.41%) and respiratory system (28.95%). Bacteria were found in 257 cases (40.22%), viruses in 57 (8.92%), fungus in 29 (4.54%) and the cause was unknown in 296 (46.32%). Of the bacterial agents, the most common were the Gram-negative (75.88%), including Escherichia coli (38.13%). Infection conditioned a worsening of renal function with elevated creatinine, and there was a recovery after a month. The survival of the patient and graft are not influenced by patient sex (P = 0.860 and P = 0.909), presence of infection (P = 0.920 and P = 0.971), immunosuppressive regimen used (P = 0.452 and P = 0.086) or by the use of antibody (P = 0.753 and P = 0.631). Conclusions: Urinary tract infections are the most frequent and Escherichia Coli was the agent most frequently involved. The survival of the patient and renal graft is not constrained by the occurrence of infection, the immunosuppressive regimen or the use of antibody. No immunosuppressive regimen used is related to the higher incidence of infections, nor does it prejudge the site of infection.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina àrea científica de Urologia, apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/47790
Rights: openAccess
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