Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/47789
Title: Criança de baixo peso ao nascer
Authors: Moura, Catarina Isabel Velho Cabral Reis 
Orientador: Pinheiro, José António
Canha, Jeni
Keywords: Criança de baixo peso ao nascer; Doenças cardiovasculares
Issue Date: Mar-2012
Abstract: As doenças cardiovasculares são, atualmente, a principal causa de mortalidade e morbilidade. A sua prevalência a nível global tem vindo a aumentar e são vários os fatores de risco implicados na sua patogénese. Para além do tabagismo, hipercolesterolémia e hipertensão arterial, amplamente conhecidos, o baixo peso à nascença também se afigura como um importante determinante do risco cardiovascular. Neste contexto, este trabalho faz uma revisão bibliográfica sobre a relação entre o baixo peso à nascença e o aumento do risco cardiovascular. De facto, em 1989, Barker et al associam pela primeira vez o baixo peso à nascença a um risco elevado de mortalidade por doença coronária. Para explicar este facto, foi proposta uma teoria, na qual um ambiente intrauterino adverso causaria alterações estruturais e funcionais permanentes no desenvolvimento fetal com o intuito de prepará-lo para um provável ambiente extrauterino hostil. No entanto, quando se verifica uma discrepância entre os dois meios, as adaptações que antes eram vantajosas, acabam por ser prejudiciais, predispondo-o a patologia. Desde então, muitos outros estudos vieram consolidar a hipótese proposta inicialmente por Barker, sendo esta aceite universalmente pela comunidade científica. Dos vários estudos efetuados é de destacar a associação entre o baixo peso à nascença e diabetes mellitus tipo2, hipertensão arterial e cardiopatia isquémica. Todavia e apesar da evidência em diversos estudos, os mecanismos que estão na sua base não são ainda claros, sendo atualmente alvo de grande discussão. Foram propostos vários mecanismos, nomeadamente, fatores ambientais e genéticos; no entanto, não eram por si só suficientes para explicar a complexidade desta associação. Só mais tarde, com o advento da Epigenética, foi possível compreender alguns dos fenómenos que ocorrem in utero e que poderão ser responsáveis pelas consequências adaptativas. Ainda assim, o caminho a percorrer é longo e muitos estudos são ainda necessários para que possamos realmente compreender toda esta problemática. Concluindo, o baixo peso ao nascimento, reflexo de uma restrição do crescimento intrauterino, está associado ao aumento do risco cardiovascular e os mecanismos fisiopatológicos envolvidos estão presentes desde cedo, ainda antes do nascimento.
Cardiovascular diseases are currently the major cause of mortality and morbidity. The prevalence of these diseases has increased globally and there are several risk factors implicated in their pathogenesis. In addition to widely known factors such as smoking, hypercholesterolemia and hypertension, low birth weight also appears to be an important determinant of cardiovascular risk. In this context, this work aims to review papers that focus on the correlation between low birth weight and increased cardiovascular risk. In fact, Barker et al firstly described in 1989 that low birth weight was associated with increased risk of death by coronary disease. To explain this fact, he proposed a theory according to which an adverse intrauterine environment would cause permanent changes in the structure and function of foetal metabolism in order to prepare it for a possible hostile extrauterine environment. However, when there is a discrepancy between the two environments, the adaptations that were previously advantageous, turn out to be harmful, predisposing the foetus to cardiovascular diseases. Since then, many other studies have consolidated the hypothesis that was firstly proposed by Barker, being universally accepted by the scientific community. Various studies have evidenced the correlation between low birth weight and type 2 diabetes mellitus, hypertension and ischemic heart disease. However, and despite the evidence shown in several studies, the mechanisms involved are not yet fully understood, being currently under discussion. Various factors have been proposed, particularly environmental and genetic factors; however, they are not sufficient to explain the complexity of this correlation. The advent of Epigenetics has allowed to understand some of the phenomena that occur in utero and that may be responsible for the maladaptive consequences. Nonetheless, there is a long a path to be followed and it is necessary to conduct more studies in order to fully understand this issue. In conclusion, low birth weight, being the consequence of intrauterine growth restriction, is associated with increased cardiovascular risk and its pathophysiological mechanisms are present at an early stage, even before birth.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina àrea científica de Pediatria, apresentado á Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/47789
Rights: openAccess
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