Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/47682
Title: Influência do exercício na neurotoxicidade causada pela metanfetamina no córtex frontal do murganho
Authors: Neves, Ana Filipa Vicente 
Orientador: Ribeiro, Carlos Alberto Fontes
Pereira, Frederico Guilherme de Sousa da Costa
Keywords: Metanfetamina; Toxicologia; Exercício físico; Córtex pré-frontal; Modelos animais
Issue Date: 2012
Abstract: A metanfetamina é uma droga psicoestimulante ilícita, amplamente usada em todo o mundo. As evidências científicas sugerem que o seu uso crónico leva a altera-ções neurodegenerativas no cérebro, que incluem danos nos terminais dopaminérgi-cos e serotonérgicos e a uma astrogliose reativa. Estas premissas sugerem que são necessárias estratégias para tratar estes efeitos deletérios, para além de uma abordagem farmacológica. O exercício físico tem-se des-tacado devido ao seu possível efeito neurorregenerador face a este tipo de neurotoxi-cidade. Neste sentido, pretendeu-se investigar um possível efeito neurorregenerador do exercício físico nos terminais monoaminérgicos e na astrogliose do córtex num modelo por injeção de metafetamina em murganhos C57BL/6. Para este efeito, os murganhos foram submetidos a um programa de exercício físico (cinco dias de exercício por semana durante sete semanas) com início vinte e quatro horas após a administração de uma dose elevada de metanfetamina (30 mg/kg, i.p.). Para estimar a neurotoxicidade cortical avaliaram-se os níveis de dopamina e serotonina e seus metabolitos, recorrendo à cromatografia líquida de alta pressão (HPLC), à expressão de TH (Tirosina Hidroxilase – marcador da perda de neurónios dopaminérgicos) e de GFAP (Proteína Glial Fibrilar Ácida – marcador de astrócitos) por Western Blotting. A diminuição dos valores corticais de dopamina e seus metabolitos, de serotoni-na e da enzima TH são sugestivos de que a metanfetamina, nesta dosagem, produziu neurodegenerescência dos terminais dopaminérgicos e serotonérgicos, constituindo, desta forma, um bom modelo para avaliar a neurotoxicidade cortical. Apesar do exer-cício ter mostrado potencial neurorregenerador ao nível serotonérgico não parece ter sido eficaz na reversão da neurotoxicidade dopaminérgica. O significado do impacto positivo do exercício físico nos terminais serotonérgicos exige uma atenção mais deta-lhada no futuro. Globalmente este trabalho sugere que o exercício físico é uma putati-va estratégia neurorregeneradora
Methamphetamine is an illicit psychostimulant drug widely abused in the world. The scientific evidence suggests that its use leads to chronic neurodegenerative changes in the brain. These changes include damage to dopaminergic and serotonergic terminals and a reactive astrogliosis. These assumptions suggest, that strategies are needed to address these deleterious effects beyond a pharmacological approach. Exercise has stood out because of its possible neurorregenerative effect against this neurotoxicity. In this sense, we sought to investigate a possible effect of physical exercise on neurorregenerative monoaminergic terminals and astrogliosis in the frontal cortex following methamphetamine injection in a C57BL / 6 model in. To this end mice were submitted to an exercise regimen (five days a week for seven weeks) starting 24 h post-single high dose of methamphetamine (30mg/Kg, i.p.) To estimate the methamphetamine-induced neurotoxicity, cortical levels of do-pamine, serotonin and their metabolites were evaluated by high performance liquid chromatography (HPLC). The expression of TH (Tyrosine Hydroxylase - marker of do-paminergic neuron loss) and GFAP (glial fibrillary acidic protein - marker for astrocytes) were also determined by Western Blotting. Decreased values of cortical dopamine and its metabolites, of serotonin and TH enzyme, are suggestive that methamphetamine at this dose, produced neurodegeneration of dopaminergic and serotonergic terminals, constituting a good model to evaluate the cortical neurotoxicity. Physical exercise exhibited neuroregenerative potential towards serotonergic terminals. However it failed to pro-mote cortical dopaminergic regeneration. The meaning of the positive impact of exer-cise on the serotoninergic cortical pathway warrants further scrutiny. Overall this study suggests that physiscal activity is a putative neuroregenerative strategy
Description: Dissertação de mestrado em Medicina (Patologia Experimental), apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/47682
Rights: openAccess
Appears in Collections:FMUC Medicina - Teses de Mestrado
UC - Dissertações de Mestrado

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