Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/44442
Title: Biológicos no tratamento da psoríase
Authors: Vale, Diana Catarina Cardoso 
Orientador: Vieira, Ricardo José David Costa
Gonçalo, Maria Margarida Martins
Keywords: Psoríase; Terapia biológica
Issue Date: Feb-2011
Abstract: Introdução: A psoríase é uma doença inflamatória crónica, imunomediada, multissistémica, que afecta aproximadamente 1-3% da população mundial. Devido à natureza crónica da doença, os doentes sofrem um impacto físico, psicológico, económico e social significativo, com repercussão na sua qualidade de vida. O envolvimento articular ocorre em aproximadamente 5 a 40% dos doentes. Os tratamentos sistémicos convencionais (metotrexato, ciclosporina e acitretina) e fototerapia, são eficazes no seu tratamento, contudo o risco de toxicidade impede o seu uso prolongado e continuado. A identificação de novos mecanismos fisiopatológicos da psoríase levou ao desenvolvimento de uma nova classe terapêutica constituída pelos agentes biológicos. Estes possuem uma acção selectiva e especifica ao antagonizar moléculas importantes, interferindo assim no mecanismo imunológico que induz a psoríase. Objectivo: Esta revisão focará o mecanismo de acção, normas de uso, eficácia e segurança dos agentes biológicos desenvolvidos para o tratamento da psoríase em placas moderada a grave e artrite psoriática. Desenvolvimento: As terapêuticas biológicas para o tratamento da psoríase e/ou para a artrite psoriática definem-se pelo seu modo de acção e por isso classificam-se em três categorias: moduladores de citocinas (inibidores do factor de necrose tumoral-α: etanercept, infliximab, adalimumab, golimumab e certolizumab), moduladores de células T (efalizumab e alefacept) e inibidores das interleucinas (IL) 12 e IL- 23 (ustekinumab e briakinumab). Uma vez que cada agente biológico possui um potencial para efeitos adversos graves, deve haver prudência ao iniciar e manter um tratamento contínuo. Antes de iniciar a terapêutica com um agente biológico, os doentes devem ser sujeitos a uma avaliação clínico-laboratorial adequada. A monitorização deve ser mantida em todos os doentes durante o tratamento. Conclusão: Estes agentes demonstraram ser seguros e eficazes, constituindo uma alternativa aos tratamentos convencionais e uma importante arma ao dispor do dermatologista no tratamento da psoríase moderada a grave. Apesar da eficácia comprovada destes agentes, mais evidências são necessárias relativamente à segurança a longo prazo.
Introduction: Psoriasis is a chronic, inflammatory, immune-mediated, multisystemic disease affecting approximately 1-3% of the population. Due to the chronic nature of the disease, patients also suffer from substantial physical, psychological, financial and social impairment, affecting the quality of life. Among psoriatic patients, 5-40% are affected by psoriatic arthritis. Traditional systemic therapies (methotrexate, cyclosporin and acitretina) and phototherapy have proved to be effective, but the risk of toxicity prevents their prolonged and continuous use. The identification of new pathophysiological mechanisms in psoriasis have let to the development of a new class of drugs, corresponding to biologics agents. They were designed to selectively antagonize target molecules with high specificity, interfering with the immune mechanisms that induce psoriasis. Objective: This review will focus on the mechanism of action, guidelines for usage, efficacy data and safety concerns of the biologic agents developed for the treatment of moderate to severe plaque psoriasis and psoriatic arthritis. Development: Biological therapies for the treatment of psoriasis and/or psoriatic arthritis are defined by their mode of action and can be classified into three categories: the inhibitors of tumour necrosis factor-α (TNF-α blockers: etanercept, infliximab, adalimumab, golimumab and certolizumab), the T-cell modulating agents (alefacept and efalizumab), and the inhibitors of interleukin (IL) 12 and IL-23 (ustekinumab and briakinumab). Since each biological agent has the potential for serious side effects, it is prudent that prescribers use caution when initiating and maintaining continuous therapy. Before starting treatment with a biologic agent, patients must be screened with an adequate clinical and laboratorial examination. During treatment monitoring should be considered in all patients. Conclusion: These biologic agents have proven to be a convenient, safe and effective alternative to conventional treatments, and have become an important part of the dermatologist therapeutic armamentarium. Despite the proven efficacy of these agents, more evidence is required regarding long-term safety.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina, área cientifica de Dermatologia, apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/44442
Rights: openAccess
Appears in Collections:FMUC Medicina - Teses de Mestrado

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