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Title: … Da Descolonização: do protonacionalismo ao pós-colonialismo
Authors: Correia, Pedro Júlio de Pezarat 
Orientador: Pureza, José Manuel
Keywords: Colonialismo; Colonização; Descolonização; Guerra Colonial; Independência; 25 de Abril
Issue Date: 19-Jul-2017
Citation: CORREIA, Pedro Júlio de Pezarat - … Da descolonização : do protonacionalismo ao pós-colonialismo. Coimbra : [s.n.], 2017. Tese de doutoramento. Disponível na WWW: http://hdl.handle.net/10316/40871
Place of publication or event: Coimbra
Abstract: Colonização e descolonização, duas faces de uma mesma moeda. Essa moeda é o colonialismo. Descolonização que tende a ser encarada na antiga potência colonial numa perspetiva viciada: condicionada pela incapacidade de a entender como um processo prolongado e faseado que é conduzido pelo colonizado e compreende a tomada de consciência, a luta de libertação, a transferência do poder, a independência e a consolidação da identidade nacional; redutora porque a confunde com a mera transferência do poder, única fase em que participou pela positiva; distorcida porque pretende colocar-se no centro de um processo cujo protagonista foi, de facto, o colonizado, o único que a viveu na sua globalidade. O colonizador opôs-se-lhe enquanto pôde e só quando se confrontou com a inevitabilidade de um desfecho que lhe era desfavorável, aceitou participar. A descolonização começa como resposta do colonizado à colonização, a colonização encerra-se como resultado da descolonização. Busca-se aqui a compreensão para a forma como a descolonização das colónias africanas de Portugal se inscreveu nesta lógica: como a ditadura colonial, incapaz de aceitar que chegara a hora de reconhecer o direito à autodeterminação e independência dos povos colonizados, conduziu inevitavelmente à guerra colonial; como a guerra, culminando uma relação que foi sempre violenta, se tornou a condicionante mais trágica da transferência do poder e das fases subsequentes; nomeadamente como a guerra colonial esteve na origem de guerras civis e de intervenções armadas externas, causas mais diretas das guerras prolongadas com que se encerrou a império colonial português; e ainda como, ironicamente, a guerra colonial acabou determinar a queda do próprio regime colonial, proporcionando a entrada de Portugal no processo de descolonização. Angola, pela sua especificidade, terá sido um caso paradigmático da colonização e da descolonização das colónias portuguesas, porque era a “joia da coroa” do império português em África e, por isso mesmo, veio a tornar-se o “rubicão da descolonização”. Para concluir que, se sem o 25 de Abril de 1974 Portugal teria falhado o seu encontro com a descolonização, sem a descolonização Portugal teria falhado o seu encontro com a liberdade. ABSTRACT Colonization and decolonization are two sides of the same issue. This issue is colonialism. Decolonization tends to be seen in the old colonial power in a vitiated perspective: conditioned by the inability to understand it as an prolonged and multi-phased process that is conducted by the colonized and includes the awareness, the fight for liberation, the transfer of power, the independency and the consolidation of national identity; reductive because confounds it with only the transfer of power, the only phase where it participated in the positive; distorted because aims to place itself at the heart of a process whose protagonist was, in fact, the colonized, the only one who lived it in its entirety. The colonizer objected to him while he could, and only when he was confronted with the inescapability of an unfavorable outcome he accepted to participate. Decolonization begins as an answer of the colonized to the colonization, and the colonization ends as a result of decolonization. Our aim is understand how the decolonization of the African colonies of Portugal entered this logic: how the colonial dictatorship, unable to accept that the time had come to recognize the right to self-determination and independence of the colonized populations, inevitably led to the colonial war; how the war, in the sequence of a relationship that was always violent, became the most tragic conditioner of power transference and subsequent phases; namely how the colonial war was in the origin of civil wars and external armed conflicts, which were direct factors for the lengthy wars that ended the Portuguese colonial empery; and as, ironically, the colonial war determined the fall of the colonial regime itself, providing Portugal entry in the decolonization process. Angola, due to its particularities, was an paradigmatic case of colonization and decolonization of Portuguese colonies, since it was the “crown jewel” of the Portuguese empire in Africa and so it became the "Rubicon” of decolonization. In conclusion, without the April 25 1974 Portugal would have missed its encounter with decolonization, and without decolonization Portugal would have missed its encounter with freedom.
Description: Tese de doutoramento em Relações Internacionais, na especialidade de Resolução de Conflitos, apresentada à Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/40871
Rights: openAccess
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UC - Teses de Doutoramento

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