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Title: O Mieloma Múltiplo no idoso: que desafios?
Authors: Fernandes, Marília Andreia da Conceição 
Orientador: Veríssimo, Manuel Teixeira
Rito, Luís Carlos
Keywords: Mieloma múltiplo; Idoso; Avaliação geriátrica; Abordagem terapêutica; Terapêutica personalizada
Issue Date: Oct-2015
Abstract: O mieloma múltiplo, uma neoplasia das células plasmáticas, corresponde a 1% de todos os cancros. Espera-se que num futuro próximo a sua incidência e prevalência aumentem nos idosos, dado o aumento da esperança média de vida da população e à melhoria da sobrevivência alcançada com o uso do transplante autólogo de células estaminais e com a introdução de novos agentes terapêuticos, nomeadamente talidomida, lenalidomida e bortezomib. Com a idade média de diagnóstico situada em torno dos 70 anos e com cerca de dois terços dos doentes a apresentarem idade superior a 65 anos, o mieloma múltiplo é uma neoplasia típica do indivíduo idoso. Apesar dos recentes avanços na terapêutica, não se tem verificado uma melhoria significativa no que concerne à sobrevivência nos indivíduos com idade superior a 70 anos, ao contrário do que se verifica nos doentes mais jovens. O envelhecimento condiciona alterações nas diferentes funções orgânicas, que podem comprometer a eficácia e reduzir a tolerabilidade da terapêutica, afectando a morbilidade e a mortalidade. Assim, justifica-se uma abordagem individualizada baseada na vulnerabilidade do indivíduo. A optimização da terapêutica deve ter como premissas a fragilidade, a comorbilidade e a incapacidade do doente. A avaliação multidimensional do idoso apresenta marcada utilidade na personalização da terapêutica, possuindo valor prognóstico em termos de sobrevivência e toxicidade. Multiple myeloma, a neoplastic plasma-cell disorder, accounts for 1% of all cancers. Both the incidence and prevalence of multiple myeloma in elderly patients are expected to grow in the next future due to the increase in the life expectancy of the general population and the improved survival times achieved with the use of autologous stem cell transplantation and the introduction of novel agents, such as thalidomide, lenalidomide and bortezomib. Multiple myeloma is typical of the elderly. The mean age at diagnosis is about 70 years and approximately two-thirds of patients are older than 65 years. Despite of recent advances on therapy, there hasn’t been a marked improvement in survival for patients over the age of 70. This benefit appears to be confined to the young patients. Aging is associated with modifications in the organ functions that may decrease the clinical efficacy and the tolerability of therapy, thus affecting the morbidity and mortality. An individualized strategy based on person’s vulnerability is recommended. Frailty, comorbidity and disability should be considered to optimize treatment. The comprehensive geriatric assessment is markedly useful in personalization of therapy, predicting survival and toxicity in elderly myeloma patients.
Description: Trabalho final do 6º ano médico com vista à atribuição do grau de mestre (área científica de geriatria) no âmbito do ciclo de estudos de Mestrado Integrado em Medicina.
URI: http://hdl.handle.net/10316/37115
Rights: openAccess
Appears in Collections:FMUC Medicina - Teses de Mestrado

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