Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/34634
Title: Doença eosinofílica gastro-intestinal
Authors: Soares, Flávia Manuela Cardoso Rios 
Orientador: Regateiro, Frederico
Pereira, Celso
Keywords: Doenças gastro-intestinais classificação; Doenças gastro-intestinais epidemiologia; Doenças gastro-intestinais fisiopatologia; Doenças gastro-intestinais tratamento; Humanos; Esofagite eosinofílica; Eosinófilos; Linfócitos Th2; Alergia alimentar; Inflamação
Issue Date: Mar-2016
Abstract: A doença eosinofílica gastro-intestinal representa um conjunto heterogéneo de distúrbios, muitas vezes subvalorizado clinicamente. A sintomatologia é relativamente pouco específica. dependente da infiltração de eosinófilos em diferentes secções do trato gastro-intestinal. Pouco se sabe acerca da sua etiologia apesar desta parecer multifatorial. A inflamação crónica da mucosa digestiva é desencadeada pela exposição a potenciais alergénios alimentares ou aeroalergénios em indivíduos previamente predispostos. As doenças eosinofilicas gastro-intestinais são classificadas consoante o segmento que se encontrar infiltrado de eosinófilos: esofagite eosinofílica, se a eosinofilia for limitada ao esófago, gastrite eosinofilica se limitada ao estômago, colite eosinofilica se apenas atinge o cólon e ainda gastroenterite eosinofílica quando a eosinofilia se estende a várias partes do trato-gastrointestinal. A esofagite eosinofílica é manifestamente a mais prevalente. O objetivo desta revisão monográfica foi descrever e explanar os mais recentes desenvolvimentos científicos no âmbito da fisiopatologia e tratamento da doença eosinofílica gastro-intestinal. A bibliografia revista e consulta assentou em artigos científicos disponibilizados na base de dados PubMed®. A esofagite eosinofílica é uma doença crónica, frequentemente atópica, caracterizada por uma inflamação preponderantemente mediada por células Th2, habitualmente induzida por alergénios alimentares ou aeroalergénios. O diagnóstico da EoE é estabelecido se estiverem presentes sintomas gastro-intestinais, existir uma biópsia esofágica que confirme a presença de um número de eosinófilos superior a 15/HPF e se forem excluídas causas secundárias de eosinofilia. O uso de corticoesteróides inalados deglutidos e as modificações dietéticas são estratégias terapêuticas bem aceites na no enquadramento terapêutico da EoE. O tratamento é efetuado, não só para controlar os sintomas, mas também para prevenir complicações tais como estenoses esofágicas e impacção alimentar. Novos agentes terapêuticos, como os anticorpos monoclonais, são um campo crescente de pesquisa. A gastroenterite eosínofílica cursa com sintomas gastro-intestinais inespecíficos, sendo um diagnostico de exclusão efetuado com recurso a EDA e/ou colonoscopia. Trata-se de uma doença rara com mecanismos etiopatogénicos não estabelecidos, não estando padronizados os critérios de diagnóstico e tratamento. Os doentes são frequentemente resistentes à terapêutica instituída, não existindo nenhum tratamento consensual na literatura. A gastrite eosinofílica têm inúmeras características em comum com a EoE, incluindo o fato de ser frequentemente resultado de uma inflamação Th2 concomitante a alergia alimentar. Ao analisar os transcriptomas de ambas observa-se, no entanto, que a GE é uma doença mais sistémica e tem uma assinatura genética diferente. A colite eosinofílica, considerada uma forma mais tardia de expressão de alergia alimentar não mediada por IgE, afeta preponderantemente lactentes e crianças de baixas faixas etárias nas quais assume uma apresentação auto-limitada, tornando-se mais grave em crianças em idade escolar, adolescentes e adultos jovens. A CE é a mais rara de todas as DEGIs. O diagnóstico de uma doença eosinofílica gastro-intestinal deve ser equacionado em doentes com sintomas gastrointestinais inespecíficos ou não enquadrados nos distúrbios mais comuns neste sistema orgânico. Salienta-se a necessidade de linhas de investigação multicêntricas para obtenção de amostras mais alargadas, de forma a melhor se caracterizarem e precisarem os mecanismos fisiopatológicos e otimizar a terapêutica e padronizar os critérios e métodos de diagnóstico. The eosinophilic gastrointestinal disease is actually a group of diseases, often clinically underappreciated. The symptomatology is relatively unspecific, dependent on the eosinophil infiltration of different sections within the gastro-intestinal tract. Little is known about its etiology despite this it seems multifactorial. Chronic inflammation of the digestive mucosa is triggered by exposure to potential food allergens and inhalant allergens in previously predisposed individuals. The gastro-intestinal eosinophilic diseases are classified depending on the segment to meet infiltration of eosinophils: eosinophilic esophagitis, the eosinophilia is limited to the esophagus, eosinophilic gastritis is limited to the stomach, eosinophilic colitis only affects the colon and even eosinophilic gastroenteritis when eosinophilia affects various parts of the gastrointestinal tract. Eosinophilic esophagitis is by far the most common. The aim of this monographic review was to describe and explain the latest scientific developments in the pathophysiology and treatment of eosinophilic gastro-intestinal disease. The journal literature reviewed and consulted for this purpose consisted of papers available in PubMed® database. The eosinophilic esophagitis is a chronic disease, frequently atopic, characterized by inflammation mediated predominantly Th2 cells, often triggered by food allergens and inhalant allergens. The diagnosis of EoE is established if gastrointestinal symptoms are present, there is histological evidence from an esophageal biopsy confirming the presence of a higher number of eosinophils 15 / HPF and are excluded secondary causes eosinophilia. The use of corticosteroids inhaled swallowed and dietary modifications are therapeutic strategies well accepted in the therapeutic framework of EoE. The treatment is done not only to control the symptoms, but also to prevent complications such as esophageal stenosis and food impaction. New therapeutic agents, such as monoclonal antibodies, are a growing field of research. Eosinophilic gastroenteritis presents with nonspecific gastrointestinal symptoms, being an exclusion diagnosis made with the use EDA and / or colonoscopy. It is a rare disease with no established etiopathogenic mechanisms, and poor defined in terms of diagnostic criteria and treatment. Patients are often resistant to therapy, there is no treatment consensus in the literature. Eosinophilic gastritis has several features in common with EoE, including the fact that it is often due to Th2 inflammation-induced food allergy. Through the analyse of the transcriptome of both diseases it is observed, however, that GE is a more systemic disease and has a different genetic signature. Eosinophilic colitis, considered a late form of non-IgE-mediated food allergy, commonly affects young children in which assumes a form of self-limited duration, becoming more serious in older children and adults. The EC is the rarest of all DEGIs. The diagnosis of gastrointestinal eosinophilic disease must be equated in patients with common gastrointestinal symptoms or symptoms not covered by the most common disorders in this organ system. Additional multicenter research lines are needed in order to collect larger samples and hence, better characterize the pathophysiological mechanisms of the disease and thus optimize therapy and standardize criteria and diagnostic methods.
Description: Trabalho final do 6º ano médico com vista à atribuição do grau de mestre (área científica de imunologia clínica) no âmbito do ciclo de estudos de Mestrado Integrado em Medicina.
URI: http://hdl.handle.net/10316/34634
Rights: openAccess
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