Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/33766
Title: Estimativa da idade à morte em não-adultos através da largura das epífises
Authors: Matos, Diana Sofia Ferreira 
Orientador: Cunha, Eugénia
Wasterlain, Sofia
Keywords: Idade à morte; ìndivíduos não adultos; Esqueletos; Crescimento; Desenvolvimento; Osso seco; Equações de regressão; Antropologia; CEIUC
Issue Date: 2016
Place of publication or event: Coimbra
Abstract: A estimativa da idade à morte em indivíduos não adultos é importante em antropologia. Assim, desenvolveu-se o presente estudo com o objectivo de avaliar a utilidade das larguras das epífises do úmero, do fémur e da tíbia na estimativa da idade à morte em indivíduos não-adultos O estudo foi desenvolvido a partir da análise de indivíduos não adultos da Coleção de Esqueletos Identificados da Universidade de Coimbra (CEIUC), sendo a amostra constituída por 56 indivíduos com idades compreendidas entre os 7 e os 20 anos. Efetuaram-se regressões lineares simples e calcularam-se os valores de r2 para a relação entre a idade cronológica e a largura das epífises e o comprimento das diáfises. Os modelos de regressão linear serviram para obter as equações de regressão para a estimativa da idade à morte em não-adultos através das medidas estudadas. Os resultados mostram que existe uma forte correlação entre a idade e a largura da epífise proximal do úmero (r2=0,747). O mesmo não se verifica na epífise distal do fémur, onde se verifica uma fraca correlação com a idade (r2=0,586). Em relação às diáfises dos ossos longos as correlações com a idade são fortes (úmero - r2=0,732; fémur - r2=0,759; tíbia - r2=0,728). Para testar a validade das equações de regressão foi usada uma amostra arqueológica de indivíduos não adultos e não identificados oriunda de uma necrópole da Santa Casa da Misericórdia de Faro (séculos XVI-XIX), usando-se no total 31 indivíduos não-adultos com idades entre os 0 meses e os 9 anos ±2 anos. A idade estimada a partir das equações de regressão desenvolvidas no presente estudo foi comparada com a estimada por Paredes et al. (2015) a partir da sequência de formação e erupção dentárias e, caso esta não se encontrasse disponível, a partir da calcificação dentária. Na validação das equações de regressão na amostra arqueológica os resultados não foram os esperados. O erro revelou-se superior a 60%, com exceção da epífise proximal do úmero com um erro de 28,6%. Estes resultados poder-se-ão dever ao facto das duas amostras usadas, a que serviu de base ao desenvolvimento das equações de regressão e a amostra teste, serem constituídas por indivíduos com idades diferentes. A idade média dos não adultos da CEIUC era de aproximadamente 16 anos enquanto a dos indivíduos da Santa Casa da Misericórdia de Faro era de aproximadamente 19 meses. No futuro, seria desejável que as equações de regressão aqui apresentadas fossem testadas noutra amostra, arqueológica ou museológica, constituída por indivíduos com idades mais próximas das dos que foram utilizados nesta investigação.
Sub-adults’ age-at-death estimation is important in anthropology in order to understand the general health conditions of the past populations. Therefore, the present study was performed with the following objective evaluate the usefulness of the widths of the epiphysis of the humerus, femur and tibia in the estimation of the sub-adults’ age-at-death. The analyzed sample belongs to the Identified Skeletal Collection of the University of Coimbra, and is composed by 56 individuals aged between 7 and 20 years at the time of death. Linear regressions and r2 values were calculated for the relation between chronological age and epiphyseal widths and lengths of the diaphyses. The linear regression models were used to estimate the sub-adults’ age at death. The results show that there is a strong correlation between age and the width of the proximal humeral epiphysis (r2=0.747). The same does not happen for the proximal and distal epiphyses of the femur and the proximal epiphyses of the tibia, where a moderate correlation with age is observed. Regarding the long bones’ shafts, correlations with age are strong (humerus-r2=0.732; femur-r2=0.759; tibia-r2=0.728). With the aim of testing the validity of the regression equations an archaeological sample of unidentified sub-adults, coming from a necropolis of the Santa Casa da Misericordia de Faro (XVI -XIX centuries), was used. This sample is composed by 31 sub-adult individuals aged between 0 months and 9 years ±2 years at the time of death. The age estimated from the regression equations developed in this study was compared with that estimated by Paredes et al. (2015) from the dental sequence of formation and eruption, and if this was not available, from the dental calcification. The results of such comparison were not good. The error proved superior to 60%, except for the proximal humeral epiphysis with a 28.6% error. These results may be an effect of the fact that the two samples have different age intervals. The average age of the sub-adults from CEIUC was about 16 years whereas the Faro’s individuals were approximately 19 months-old. In the future, it would be desirable that the regression equations presented here were tested in another archaeological or museum sample, composed of individuals with closer ages of those who were used in this research.
Description: MATOS, Diana Sofia Ferreira - Estimativa da idade à morte em não-adultos através da largura das epífises. Coimbra : [s.n.], 2016. Dissertação de Mestrado.
URI: http://hdl.handle.net/10316/33766
Rights: openAccess
Appears in Collections:FCTUC Ciências da Vida - Teses de Mestrado

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