Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/33277
Title: Gastrenterite aguda bacteriana num serviço de urgência pediátrico
Authors: Peixoto, Ana Margarida Monteiro 
Orientador: Brett, Ana Cristina de Oliveira
Rodrigues, Fernanda Maria Pereira
Keywords: Coprocultura; Campylobacter spp; Salmonella spp; Yersinia enterocolitica; Shigella spp; Diarreia; Pediatria
Issue Date: Apr-2016
Abstract: Introdução: A gastrenterite aguda (GEA) é uma importante causa de morbilidade nos países desenvolvidos. As indicações para coprocultura são restritas e a terapêutica sintomática é a indicada na maioria dos casos. No entanto o conhecimento da epidemiologia é fundamental na orientação de decisões terapêuticas. O objetivo deste estudo foi conhecer a evolução da epidemiologia local de infeções bacterianas intestinais agudas de crianças observadas num Serviço de Urgência (SU) nos últimos 9 anos. Material e métodos: Estudo descritivo retrospetivo, com análise dos processos clínicos das crianças com coproculturas positivas observadas no SU do Hospital Pediátrico, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra entre 2007 e 2015 (9 anos). As coproculturas foram efetuadas por decisão do médico que observou o doente e não de forma sistemática, exceto de janeiro a maio de 2009 (estudo epidemiológico). Foram analisadas: idade, distribuição mensal e anual por bactéria, suscetibilidade aos antimicrobianos, características clínicas da GEA, número de vindas ao hospital, necessidade de internamento, tratamento e evolução. Resultados: Houve 1065 coproculturas positivas, com 1079 germens identificados (14 co-infecções). As principais bactérias isoladas foram: Campylobacter spp (59,4%), S. typhimurium (17,8%), S. enteritidis (17,4%), e Y. enterocolitica (3%). A idade mediana foi 2,7 anos e 58% eram do sexo masculino. Em todas as idades predominou o Campylobacter spp. Assistiu-se a uma diminuição de Salmonella spp (55% em 2007; 25,3% em 2015) à custa da redução importante da S. enteritidis e um aumento de Campylobacter spp (37,9% em 2007; 72,5% em 2015). Não houve sazonalidade na infecção por Campylobacter spp, enquanto a Salmonella spp foi mais prevalente nos meses de verão. Verificou-se nos últimos quatro anos ausência de resistências da S. enteritidis à ampicilina e cotrimoxazol, mantendo a S. typhimurium >50% resistência à ampicilina e baixas resistências ao cotrimoxazol. A Y. enterocolitica não apresenta resistências cotrimoxazol ou à ciprofloxacina. Foram medicadas com antibiótico 17,8% das crianças. Ocorreu internamento em 18,7%. A evolução foi favorável em todos. Discussão: Observou-se nos últimos anos um aumento do Campylobacter spp, que se distribui ao longo de todo o ano e predominou nos primeiros anos de vida, habitualmente com menor necessidade de internamento e menor prescrição de antimicrobianos. Há ausência de resistência da S. enteritidis ao cotrimoxazol e ampicilina, mantendo-se baixas em relação ao cotrimoxazol para a S. typhimurium. Conclusões: É fundamental manter a vigilância clínica e epidemiológica das GEA bacterianas, pelas possíveis implicações que pode ter em termos de tratamento e saúde pública. Introduction: Acute gastroenteritis (AGE) is an important cause of morbidity in developed countries. Indications for stool culture are restricted and symptomatic therapy is the suitable in most cases. However, the epidemiology is essential in guiding therapeutic decisions. This study aimed to know the local epidemiology of acute intestinal bacterial infections admitted to an Emergency Service (ES) in the last 9 years. Methods: Retrospective descriptive study, with analysis of the medical records of all children with positive stool cultures admitted to the ES of Hospital Pediátrico, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, between 2007 and 2015 (9 years). The cultures were carried out by decision of the doctor observing the patient and not in a systematic way, except from January to May 2009 (epidemiological study). Age, monthly and annual distribution by bacteria, antimicrobial susceptibility, clinical features of AGE, number to the hospital attendances, need for hospitalisation, treatment and outcome were analysed. Results: There were 1065 positive stool cultures, with 1080 identified bacteria (15 co-infections). The main bacteria isolated were: Campylobacter spp (59.4%), S. typhimurium (17.8%), S. enteritidis (17.4%), and Y. enterocolitica (3%). The median age was 2.7 years and 58% were male. In all ages Campylobacter spp was predominant. There has been a decrease in Salmonella spp (55% in 2007; 25.3% in 2015) with significant reduction of S. enteritidis and an increase in Campylobacter spp (37.9% in 2007; 72.5% in 2015). No seasonality in infection by Campylobacter spp was found, Salmonella spp was more prevalent in the summer months. In the past four years there is absence of resistance to ampicillin and cotrimoxazole by S. enteritidis, with S. typhimurium maintaining >50% ampicillin resistance and low resistance to cotrimoxazole. Y. enterocolitica has no cotrimoxazole or ciprofloxacin resistance. 17.8% children were treated with antibiotics. Hospitalization occurred in 18.7%. Outcome was favorable in all. Discussion: There has been an increase in Campylobacter spp in recent years, distributed throughout the year and mainly during the first years of life, with less hospitalisations and fewer antibiotics prescription. Currently S. enteritidis has no resistance to cotrimoxazole and ampicillin, ant resistance remains low for S. typhimurium to cotrimoxazole. Conclusions: Clinical and epidemiological surveillance of bacterial AGE must continue, as there are possible implications in terms of treatment and public health.
Description: Trabalho de revisão do 6º ano médico com vista á atribuição do grau de mestre (área científica de pediatria) no âmbito do ciclo de estudos de Mestrado Integrado em Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/33277
Rights: openAccess
Appears in Collections:FMUC Medicina - Teses de Mestrado
UC - Dissertações de Mestrado

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