Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/32999
Title: A questão negra entre continentes: possibilidades de tradução intercultural a partir das práticas de luta?
Authors: Meneses, Maria Paula 
Keywords: África; Cidadania; Diversidade; Justiça cognitiva; Epistemologias do sul
Issue Date: 2016
Publisher: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Serial title, monograph or event: Sociologias
Volume: 18
Issue: 43
Place of publication or event: Porto Alegre
Abstract: Este artigo parte do desafio de que não é possível uma justiça social global sem justiça cognitiva. A partir da análise crítica das ondas de violência xenófoba que têm abalado comunidades negras vivendo na África do Sul, este artigo, cuja referência analítica assenta nas propostas teóricas avançadas por Boaventura de Sousa Santos a partir das Epistemologias do Sul, aponta para a urgência de uma leitura mais complexa e cuidada da diversidade e das hierarquias culturais, condição para uma tradução ampla do impacto da violência colonial. Assente numa reflexão sobre as discriminações raciais no Brasil e os conflitos xenófobos na África do Sul, este artigo busca propor pistas que contribuam para descentrar as narrativas eurocêntricas dominantes, apostando numa visão do social enquanto espaço plural, composto de múltiplas narrativas interligadas, frequentemente contraditórias entre si. A construção de um diálogo intercultural constitui, como este artigo defende na sua parte final, um desafio à compreensão ampla das raízes da desigualdade no mundo. Múltiplas experiências cosmopolitas caracterizam os atuais contextos urbanos no Sul global e o não reconhecimento desta vibrante e diversa realidade cultural e epistêmica constitui um compasso reivindicativo pelo ampliar dos sentidos da cidadania e das pertenças.
This article is based upon the assumption that no global social justice may exist without a global cognitive justice. Through a critical analysis of the waves of xenophobic violence that have shaken black communities living in South Africa over the last years, this article, based upon the theoretical proposals of the Epistemologies of the South advanced by Boaventura de Sousa Santos, points to the urgency of a more complex and detailed understanding of cultural diversity and cultural hierarchies, conditions for a broader translation of the impact of colonial violence. From a reflection on racial discrimination in Brazil and xenophobic attacks in South Africa, this article seeks to decentralize the dominant Eurocentric narratives, betting on a social as plural space composed of multiple interconnected narratives, often contradictory. The construction of an intercultural dialogue as a means of translating among the struggles in the world is, as this article argues in its final part, a challenge to the wider understanding of the roots of inequality in the world. Various cosmopolitan experiences shape modern urban contexts in the Global South, and the non-recognition of this cultural and epistemic vibrant diversity exemplifies a pressing demand for a broader sense of citizenship and belonging.
URI: http://hdl.handle.net/10316/32999
ISSN: 1517-4522
1807-0337
DOI: 10.1590/15174522-018004307
Rights: openAccess
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