Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/32082
Title: Malformações uterinas: do diagnóstico ao tratamento
Authors: Antunes, Helena Rita Prior 
Orientador: Dias, Maria Margarida de Oliveira Figueiredo
Ramos, Vera Lúcia Nobre Barroso
Keywords: Ginecologia; Anomalias Uterinas; Doenças uterinas congénitas; Classificação; Diagnóstico; Histeroscopia; Cirurgia
Issue Date: 9-Sep-2016
Abstract: Perturbações na embriogénese uterina normal originam diferentes malformações congénitas uterinas por aplasia ou hipoplasia, defeitos na fusão dos canais de Müller e anomalias na reabsorção do septo inter-Mülleriano. Há vários fatores etiológicos possivelmente envolvidos, mas não está completamente esclarecida a sua influência e/ou forma de atuação. Um sistema de classificação permite a organização dos conhecimentos atuais, a uniformização da linguagem, a correta determinação da prevalência das anomalias, do seu diagnóstico, tratamento e prognóstico. Salienta-se a Classificação da ESHRE/ESGE que reúne grande consenso entre os especialistas. A quantificação da incidência e prevalência de malformações uterinas é complexa e pouco rigorosa. Estas manifestam-se habitualmente na idade adulta por eventos reprodutivos adversos, mas também na puberdade por amenorreia primária. A associação de histeroscopia/laparoscopia, a histerossonografia, a ecografia tridimensional e a ressonância magnética são consideradas meios complementares de diagnóstico/terapêutica com grande acuidade. De primeira linha deve ser utilizada a ecografia bidimensional muitas vezes complementada com estudos tridimensionais ou mesmo com recurso à ressonância magnética. A necessidade de correção das malformações uterinas varia caso a caso. O útero septado é a anomalia uterina mais prevalente, com piores resultados reprodutivos e mais facilmente passível de tratamento. O útero arcuado geralmente é inocente, sem benefícios com intervenção cirúrgica. Os úteros bicórneo e didelfo, se associados a maus resultados reprodutivos, são passíveis de correção com a metroplastia de reunificação de Strassman. Deve monitorizar-se cuidadosamente a gestação no útero unicórneo, despistar e remover-se cornos uterinos rudimentares, pelo risco de complicações graves. Nos casos de agenesia ou hipoplasia do útero, podem considerar-se a maternidade de substituição e a transplantação uterina.
Disturbances in the normal uterine embryogenesis cause different congenital uterine anomalies by aplasia or hypoplasia, fusion defects of the Müller ducts and anomalies in the reabsorption of inter-Müllerian septum. Several etiological factors may be responsible, but it is not completely clear its influence and/or form of action. A classification system allows the organization of current knowledge, standardization of language, accurate determination of abnormalities prevalence, its diagnosis, treatment and prognosis. The ESHRE/ESGE classification system is pointed out as it gathers broad consensus among experts. The uterine malformations’ incidence and prevalence quantification is complex and inaccurate. These usually manifest in adulthood through adverse reproductive events, or during puberty trough primary amenorrhoea. The hysteroscopy/laparoscopy association, hysterosonography, three-dimensional ultrasound and magnetic resonance imaging are considered diagnostic/therapeutic techniques with great acuity. As a first-line method two-dimensional ultrasound should be used, often complemented with three-dimensional studies or use of magnetic resonance imaging. The need for correction of the uterine malformations varies case by case. Septate uterus is the most prevalent uterine anomaly, with the worse reproductive outcome and the easiest to treat by hysteroscopic septoplasty. Arcuate uterus is usually benign in its evolution without benefits from surgery. Bicornuate and didelphy uterus associated with poor reproductive outcomes are amenable for correction through Strassman metroplasty reunification. Unicornuate uterus should be closely monitored in pregnancy, and rudimentary uterine horns must be identified and removed, as it has risk of serious complications. In cases of agenesis or hypoplasia of the uterus, surrogate motherhood and uterine transplantation can be considered.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina área científica de Ginecologia, apresentado á Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/32082
Rights: openAccess
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