Title: Exercício físico, marcadores biológicos e de qualidade de vida em pessoas com esquizofrenia
Authors: Oliveira, Emanuel Antunes de 
Keywords: Esquizofrenia;Exercício físico;Qualidade de vida;Bem-estar;Cortisol;Alfa-amílase;S100B;BDNF;Exercise;BDNF quality of life;Schizophrenia
Issue Date: 2-Dec-2016
Citation: OLIVEIRA, Emanuel Antunes de - Exercício físico, marcadores biológicos e de qualidade de vida em pessoas com esquizofrenia. Coimbra : [s.n.], 2016. Tese de doutoramento. Disponível na WWW: http://hdl.handle.net/10316/31034
Abstract: A esquizofrenia é uma doença mental crónica grave, possuindo um efeito profundo sobre a saúde e o bem-estar das pessoas. O seu efeito está relacionado com a natureza marcante dos sintomas psicóticos parcialmente relacionados com défices cognitivos, de estrutura e função do cérebro. O stresse é outro fator existente que pode não só exacerbar os sintomas psicóticos como também provocar uma recaída, e pode ter um papel potencial na etiologia da esquizofrenia. Um crescente corpo de evidências sugere que o exercício físico pode afetar positivamente a qualidade de vida, o funcionamento cognitivo e os sintomas negativos em pessoas com esquizofrenia. Deste modo, o exercício físico tem como potencial melhorar a qualidade de vida das pessoas com esquizofrenia melhorando a saúde física e aliviando a sintomatologia psiquiátrica e o isolamento social. No entanto, apesar dos benefícios do exercício para saúde mental e física a maioria das pessoas com esquizofrenia permanecem sedentários. A falta de motivação, os efeitos sedativos da medicação e a falta de acesso a programas de exercício constituem as maiores barreiras que as pessoas com esquizofrenia têm que ultrapassa e para alcançar os níveis de exercício recomendados para atingir os benefícios para a saúde (Beebe et al., 2013). Objetivos: Este estudo teve como principais objetivos avaliar do efeito do exercício físico nos níveis salivares de alfa amílase e cortisol e nos níveis séricos de S100β e BDNF para além do seu efeito ao nível da qualidade de vida relacionada com a saúde e bem-estar, das pessoas com esquizofrenia. Para além disso constituiu objetivo deste trabalho a avaliação do efeito do exercício físico em função do tipo de intervenção em saúde mental, nos níveis salivares da alfa amílase e do cortisol e séricos da S100β e do BDNF, e na qualidade de vida relacionada com a saúde e bem-estar, das pessoas com esquizofrenia. Material e métodos: Para a realização do estudo foi utilizada uma amostra constituída por 42 pessoas do sexo feminino em regime de internamento de longa duração na Casa de Saúde Rainha Santa Isabel (CSRSI), com idades compreendidas entre os 25 e os 65 anos, e diagnóstico de Esquizofrenia de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Perturbações Mentais-IV-TR. A aptidão física foi avaliada com o recurso ao teste 6 minutos caminhada (6MC). Os parâmetros biológicos como a alfa amílase e o cortisol salivares, assim como os níveis séricos do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) e a S100β, foram determinados por recurso à técnica ELISA. As variáveis psicológicas foram avaliadas com recurso ao Questionário de Estado de Saúde SF-36 (SF-36) para a qualidade de vida relacionada com a saúde, ao Perfil de Auto-Perceção Física - versão clínica reduzida (PSPP-SCV) para a autovalorização física, à Escala de Autoestima de Rosenberg (RSES) para a autoestima e ao Questionário de Avaliação do Bem-estar Subjetivo (SWLS) para avaliar o bem-estar subjetivo. Resultados: Com este estudo foi possível verificar que o exercício de caminhada tem um impacto positivo na aptidão física e nas componentes físicas dos testes psicológicos das pessoas com esquizofrenia, foram não verificadas alterações na massa corporal e nas variáveis biológicas avaliadas. Conclusão: O exercício através do programa de exercício caminhada aumenta a qualidade de vida, a autoperceção da funcionalidade e da saúde física, do bem-estar subjetivo e da aptidão física das pessoas com esquizofrenia. A inclusão do exercício caminhada na rotina, das pessoas com esquizofrenia poderá permitir alcançar benefícios ainda maiores na saúde.
Schizophrenia is a severe chronic mental illness having a profound effect on the health and well-being. Its effect is related to the nature of the striking part psychotic symptoms which are related with brain cognitive deficits on structure and function. The existing stress is another factor that can not only exacerbate psychotic symptoms, but also cause a relapse and may have a potential role in the etiology of schizophrenia. A growing body of evidence suggests that exercise can positively affect the quality of life, cognitive function and negative symptoms in people with schizophrenia. Thus, exercise has the potential to improve the quality of life of people with schizophrenia improving physical health and alleviating psychiatric symptoms and social isolation. However, despite the benefits of exercise for mental and physical health most people with schizophrenia remain sedentary. Lack of motivation, the sedative effects of medication and lack of access to exercise programs are the major barriers that people with schizophrenia have to overcome to achieve exercise levels recommended to obtain health benefits (Beebe et al., 2013). Objectives: This study had as main objective to evaluate the effect of exercise on salivary levels of alpha amylase and cortisol and serum levels of S100B and BDNF in addition to its effect on the quality of life related to health and wellness, of people with schizophrenia. Furthermore, constituted objective of this study assessing the effect of physical exercise depending on the type of intervention in mental health, in salivary levels of the alpha amylase and cortisol and serum levels of S100B and BDNF, and quality of life related to health and well-being of people with schizophrenia. Methods: We studied 42 females in long-term institutions in Casa de Saúde Rainha Santa Isabel (CSRSI), aged 25 to 65, with the diagnosis of schizophrenia according to the Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders-IV-TR. Physical fitness was assessed with the use of the 6-minute walk test (6MC). When biological parameters such as alpha amylase and salivary cortisol, as well as serum levels of BDNF and S100β were determined by ELISA technique. The psychological variables were assessed using the Medical Outcome Study – 36 Short Form (SF-36) for the quality of life related to health,Physical Self-Perception Profile - reduced clinical version (PSPP-SCV) for self-worth physics, Rosenberg Self-Esteem Scale (RSES) for self-esteem and Satisfaction With Life Scale (SWLS) to assess subjective well-being. Results: In this study we observed that the walking exercise has a positive impact on physical fitness and physical components of the psychological tests of people with schizophrenia, however, there was no impact on the body mass as well as on the biological variables. Conclusion: The exercise by walking exercise program enhances the quality of life, self-perception of functioning and physical health, subjective well-being and physical fitness of people with schizophrenia. The inclusion of walking exercise in the routine people with schizophrenia can work to achieve even greater health benefits.
Description: Tese de doutoramento em Ciências do Desporto, na especialidade de Atividade Física e Saúde, apresentada à Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/31034
Rights: embargoedAccess
Appears in Collections:FCDEF - Teses de Doutoramento

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