Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/30603
Title: Prevalence of Hepatitis E virus in Portugal: a study in wild animals and wastewaters
Authors: Gonçalves, Daniel da Silva
Orientador: Silva, Ana Miguel Duarte Matos
Keywords: Hepatitis E; wild boars; wastewaters; zoonotic infection; viral outbreaks
Issue Date: 2014
Abstract: Introduction: Hepatitis E virus (HEV) belongs to the Hepevirus genus from the Hepeviridae family. HEV is a non-enveloped small icosahedral virus with 30-32 nm of diameter and a (+) ssRNA genome. There are four genotypes (1-4) of the virus, genotype 1 and 2 are associated with exclusive infection on humans, while genotype 3 and 4 can also infect pigs and other mammalians. HEV is responsible for a liver disease, generally an acute hepatitis, most frequent in developing countries, where the main way of transmission of HEV is fecaloral through the ingestion of contaminated water or food. In other regions genotypes 3 and 4 may be causing outbreaks of infection through its zoonotic potential. Aim: Evaluate the prevalence of HEV infection in wild boars and deer as well as to its presence in wastewaters, in order to evaluate the risk for the public health caused by HEV, in Portugal. Methods: Thirty samples of wild boar and deer feces, 28 bile samples of wild boars and 30 wastewaters samples (15 samples collected from the influent of the WWTP and 15 samples of the respective effluent of the WWTP) from across country, were submitted to nucleicacid extraction followed by RT-PCR Real Time amplifications aiming the detection of the viral genome of HEV. Results: No HEV-RNA was detected in all feces and bile samples from wild animals. Two (13.3%) out of the 15 influent WWTP samples revealed the presence of HEV-RNA, while the viral genome was not detected in any of the effluent samples. Conclusion: We find that HEV is not spread across the population of Portuguese wild boars. Nevertheless we acquired that HEV is in fact present in our country which can cause outbreaks by contaminated water ingestion. We must be alert to HEV infections, even if most of them are asymptomatic, there is a high risk for pregnant women and for immunosuppressed population, and until the moment no effective and risk free treatment is available either to a possible chronic infection or even to a clinical symptomatic infection for the general population.
Introdução: O vírus da hepatite E (HEV) pertence ao género Hepevirus da família Hepeviridae. O HEV é um vírus não envelopado, pequeno e com forma icosaédrica com 30- 32 nm de diâmetro e genoma (+) ssRNA. Existem 4 genótipos do vírus (1-4). Os genótipos 1 e 2 estão associados a infecções exclusivamente humanas. Os genótipos 3 e 4 podem infectar suínos e outros mamíferos além dos humanos. O HEV é responsável por provocar geralmente uma hepatite aguda, sendo mais frequente em países em desenvolvimento. A principal via de transmissão do vírus é a via fecal-oral através da ingestão de águas ou alimentos contaminados. Nas regiões desenvolvidas os genótipos 3 e 4 podem ser responsáveis por focos de infecção devido ao potencial zoonótico. Objectivo: Avaliar a prevalência da infecção por HEV em javalis e veado de forma a testar a presença do vírus em águas residuais, de forma a avaliar o risco para a saúde pública causado pelo HEV, em Portugal. Métodos: Trinta amostras de fezes de javalis e veado, 28 amostras de bílis de javali e ainda 30 amostras de águas residuais (15 amostras da entrada da ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) e 15 amostras da saída da ETAR), de vários locais do país, foram submetidas a extração do ácido nucleico seguida por amplificação RT-PCR em Tempo Real, para detectar a presença do genoma viral do HEV. Resultados: Não foi encontrado RNA do HEV em nenhuma amostra de fezes ou de bílis nos animais em estudo. Nas águas, 2 (13.3%) das 15 amostras colhidas à entrada das ETARs revelaram-se positivas para a presença do genoma do HEV, mas não foi encontrado genoma viral em nenhuma das amostras colhidas à saída da ETAR. Conclusões: Os resultados do presente estudo sugerem que o HEV ainda não se encontra disseminado pela população de javalis de Portugal. No entanto o HEV está presente no sistema de águas de Portugal e poderá causar epidemias através da ingestão de água contaminada com o vírus. Devemos estar alerta para as infecções causadas por HEV ainda que a maioria delas seja assintomática, uma vez que existe um risco maior para grávidas e doentes imunodeprimidos. Este risco é acrescido por não existir ainda um tratamento eficaz e sem contra-indicações para combater possíveis infecções sintomáticas ou ainda infecções crónicas, quer nos indivíduos saudáveis quer em imunodeprimidos.
Description: Dissertação de mestrado em Análises Clínicas, apresentada à Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra.
URI: http://hdl.handle.net/10316/30603
Rights: openAccess
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