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Title: As alterações do sono no idoso
Authors: Raposo, Francisco Miguel de Ornelas 
Orientador: Veríssimo, Manuel Teixeira Marques
Keywords: Distúrbios da Iniciação e Manutenção do Sono; Idoso; Terapia; Insónia
Issue Date: 2015
Abstract: As alterações do sono surgem com uma prevalência crescente com o avançar da idade, estimando-se atingir mais de 50% dos idosos. Alguns riscos relacionados com estas alterações como o isolamento social e o aparecimento de patologias físicas e mentais, condicionam assertivamente a qualidade de vida do idoso. Tendo em conta a dimensão do problema e as suas consequências para o idoso, o objetivo deste trabalho passou por descrever as alterações do sono nesta faixa etária, identificar critérios distintivos de alterações fisiológicas e patológicas, bem como avaliar as diferentes opções terapêuticas para esta problemática. Neste trabalho, foi realizada uma revisão bibliográfica de artigos obtidos a partir da subdivisão Pubmed do National Center Biothecnology Information (NCBI). Os artigos foram seleccionados por pesquisa de termos MeSH (Medical Subject Headings) “Sleep Initiation and Maintenance Disorders”, “Aged” e “Therapy”, bem como por relevância de conteúdos. As alterações mais relatadas pelos idosos com queixas de insónia são os despertares mais precoces, a dificuldade em manter o sono nas primeiras horas da manhã, o aumento da latência inicial de sono, a diminuição da eficiência do sono e a degradação da sensação de sono reparador. Vários estudos apontam também para um aumento do número de despertares noturnos e diminuição da duração total de sono, à custa de redução do tempo passado em fase III e IV de sono NREM e em sono REM. Estas alterações são documentadas na população geriátrica em geral, inclusive no grupo de indivíduos que não reporta queixas de insónia, sugerindo que farão parte da normal fisiologia do sono nos idosos. Assim, estas alterações deverão apenas ser conotadas como patológicas quando se fazem acompanhar por sintomas diurnos. O papel das sestas no idoso permanece controverso. O tratamento da insónia no idoso é feito, na maioria dos casos, com recurso a fármacos hipnóticos, amplificando o risco de quedas e morte em indivíduos já polimedicados. A pesquisa realizada indica que a as medidas higieno-dietéticas e a terapia cognitivo-comportamental deverão ser a primeira opção para o tratamento desta condição. O uso de fármacos hipnóticos deve ser cuidadosamente aplicado, por períodos de tempo limitados, inferior a 35 dias para os benzodiazepínicos, e a 90 dias para os não benzodiazepínicos.
Sleep alterations are growingly prevalent as people age, being reported in over 50% of the elder population. Some risks related with these changes, such as social isolation and the occurrence of physical e psychological illnesses condition strongly the elders’ quality of life. Bearing in mind this problem’s dimension and its consequences to the elderly, the main goal of this paper was to describe sleep changes in this age group, clarify the distinction between physiological and pathological changes, as well as evaluate the various treatment options that there are available today, to deal with this situation. In this paper I did a bibliographic review of articles obtained through Pubmed subdivision of the National Center Biotechnology Information (NCBI). The articles were selected through a search using MeSH (Medical Subject Headings) terms “Sleep Initiation and Maintenance Disorders”, “Aged” and “Therapy”, as well as for relevance of contents. The most reported complaints by elders with insomnia were earlier wake up onset, difficulty in maintaining sleep in the morning, greater initial latency of sleep, diminished sleep efficiency and less repairing sleep feel. Several studies also found that there are a greater number of night awakenings and a shorter sleep duration, due to the reduction on time spent in phase III and IV of NREM sleep, and in REM sleep. These changes were documented in the elderly in general, even amongst individuals that did not report any insomnia complaints. This way, as these changes appear to be part of the normal physiology of the elder, they were only considered pathological when they caused daily symptoms. Napping’s role remained controversial. Despite the greater risk of falls and death and its polymedicated status, the treatment of insomnia in the elderly is mostly done with the use of hypnotic drugs. According to the various studies analyzed in this paper, sleep hygiene measures, as well as cognitive-behavioral therapy should be the first options to consider for the treatment of this situation. The use of hypnotic drugs should be carefully applied and limited in time, aiming for under 35 consecutive days for benzodiazepines and under 90 consecutive days for non-benzodiazepines.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina (Geriatria), apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
URI: http://hdl.handle.net/10316/30579
Rights: openAccess
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