Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/30572
Title: Biópsia de gânglio sentinela em melanomas espessos: estudo clínico retrospetivo
Authors: Lemos, Mariana Timóteo 
Orientador: Vieira, Ricardo José David Costa
Keywords: sentinel lymph node biopsy; malignant melanoma; survival analysis; disease free survival; overall survival; prognosis
Issue Date: 2015
Abstract: Introdução: A biópsia de gânglio sentinela (BGS) é uma técnica utilizada rotineiramente no estadiamento de doentes com melanoma cutâneo, estando o seu valor prognóstico e terapêutico bem definido nos melanomas de espessura intermédia (1-4 mm). Contudo, nos melanomas espessos (>4 mm) existe ainda alguma controvérsia quanto à sua utilidade. Objetivo: Avaliar o valor prognóstico do status do gânglio sentinela em doentes com melanomas espessos. Material e Métodos: Utilizando curvas de Kaplan-Meier e o modelo de regressão de Cox calcularam-se o tempo livre de doença (TLD) e o tempo de sobrevivência global (TSG) numa amostra de doentes com diagnóstico de melanoma espesso. O efeito de variáveis como idade, sexo, espessura do melanoma, presença de ulceração, tipo e localização do melanoma, no TSG e no TLD destes doentes também foi avaliado. Resultados: Estudaram-se 43 doentes com melanoma espesso (21 do sexo feminino e 22 do sexo masculino), com uma média etária de 63,88 anos. A BGS revelou-se positiva em 20 doentes (46.5%) e negativa em 23 (53.5%). O tempo médio de seguimento foi de 40 meses. Um total de 15 doentes (35%) morreram em relação com a progressão do melanoma e 22 doentes (51%) sofreram recidiva, não havendo diferença estatisticamente significativa entre o grupo de BGS positiva e o grupo de BGS negativa. A TSG foi tendencialmente menor nos doentes com BGS positiva (taxa de sobrevivência aos 5 anos de 52% versus 79% no grupo de BGS negativa). No entanto, esta tendência não atingiu significado estatístico. Os doentes com BGS negativa apresentaram um maior TLD, em comparação com os doentes com BGS positiva (taxa de sobrevivência livre de doença aos 5 anos de 63% versus 19%, respetivamente, com significado estatístico). A única variável que demonstrou influenciar o TSG e o TLD foi a espessura do melanoma. Conclusão: Este trabalho demonstrou que a BGS não prediz o tempo de sobrevivência global em melanomas espessos, provavelmente devido ao elevado risco de disseminação hematogénea. Contudo, o estado do gânglio sentinela contribui com importante informação prognóstica, uma vez que é um importante preditor do tempo livre de doença. Por este motivo, a biópsia do gânglio sentinela deve ser recomendada a todos os doentes com melanoma espesso.
Background: Sentinel-node biopsy (SNB) is a widely accepted technique in the staging and management of patients with malignant melanoma. Its prognostic value is well established in intermediate-thickness melanomas (1-4 mm). However, its use in the management of patients with thick melanoma (> 4 mm) is still controversial. Objective: To assess the prognostic value of sentinel node status in patients with thick melanoma. Patients and Methods: The disease free survival (DFS) and the overall survival (OS) were estimated using Kaplan-Meier curves and Cox regression model in a sample of patients with thick melanoma. The influence of other parameters such as patient's age and sex, melanoma thickness, ulceration, type and location over the DFS and OS were also assessed. Results: Twenty-one (48.8%) out of 43 patients with thick melanoma were female and 22 (51.2%) were male, with a mean age of 63.88 years. SNB was positive in 20 (46.5%) patients and negative in 23 (53.5%) patients. Mean follow-up time was 40 months. Overall, 15 (35%) patients suffered a melanoma-related death, and 22 (51%) patients had a disease relapse, with no significant differences between patients with positive BGS and patients with negative BGS. The 5 year overall survival rate was tendentiously lower (52%) in patients with positive BGS than in patients with negative BGS (79%), but lacking statistic significance. Patients without sentinel node metastases had a 5-year disease survival rate significantly higher 63% than those with positive SNB (19%). Despite the sentinel node status, the only parameter which showed significant influence in OS and DFS was tumor thickness. Conclusion: This study showed SNB does not predict overall survival in patients with thick melanoma, probably due to the high risk of hematogenous spread. However, sentinel-node biopsy provides important prognostic information, since it predicts disease free survival in patients with thick melanomas, and therefore it should be recommended to all patients with thick melanoma.
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina, apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
URI: http://hdl.handle.net/10316/30572
Rights: openAccess
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